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Sunday 20 September 2020
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Aos 46 anos, Carmen Irala diz que segue em quadra pois “Essa é sua missão”

Luis Ventura/Melhor do Vôlei

Carmen Irala, aos 46 anos, segue firme defendendo o vôlei paraguaio

Sabemos que há pelo menos uns 20 anos, o Brasil reina absoluto no voleibol feminino da América do Sul, seja entre clubes ou seleções. O domínio é tão grande que muitos acham que, fora Brasil, Argentina e Peru, o vôlei não é praticado em mais nenhum país.

Muito pelo contrário, além de haver sim clubes e seleções em outros países do continente, há também um grande esforço de cada uma delas para estar em quadra e praticar o esporte que tanto gostam. Campeonatos como o Sulamericano de Clubes, que foi disputado em Osasco, acabam sendo para todas elas a oportunidade de poder conhecer outro país, fazer um intercâmbio com outras equipes e conhecer seus ídolos no esporte, como demonstraram as jogadoras da Universidad Católica Boliviana com Jaqueline.

Carmen Irala diz que já ouviu muita gente dizer que ela está velha para jogar.

Simbolizando toda essa jornada, tivemos o prazer de conversar com Carmen Irala, levantadora da equipe do Club Deportivo Venezuela, do Paraguai. Quem a vê pela primeira vez logo estranha, pois para quem está acostumado com o biótipo das atletas profissionais, não acredita que uma moça de 46 anos e que joga com óculos cujo grau é de 1,5 seja uma atleta profissional.

“Sim, já me falaram que estou velha para jogar. Na verdade, não deveria mais estar jogando, mas o vôlei agora é muito mais fácil de jogar do que antes e como estamos com sete jogadoras, joguei um pouco.”

Enquanto para algumas companheiras de Carmen, a viagem para o Brasil foi a primeira para fora do Paraguai, a veterana atleta já está acostumada com a participação nesses torneios, seja pelos clubes ou pela seleção paraguaia.

“Para nós do Paraguai é muito importante participar desse torneio. Nosso vôlei é muito amador e para nós é muito bom ganhar experiência jogando contra as melhores do mundo.”

Próxima de completar 47 anos, Carmen diz que esse foi seu último torneio como jogadora e agora ela, mãe de dois filhos com 22 e 20 anos, faz planos para seu futuro dentro do esporte.
 “Como jogadora, acredito que seja minha última vez em um torneio. Agora como treinadora continuarei no clube e na seleção paraguaia. Gosto muito de vôlei e jogar ao lado de jogadoras de 12 anos, 14 é muito importante, pois posso passar um pouco da minha experiência. Essa é a minha missão.”



Jogar ao lado das mais jovens e passar experiência é a “missão” dela, disse Carmen




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