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Wednesday 25 November 2020
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Após cirurgia, Natália integra Unilever

 06/01/12 – O costumeiro sorriso da ponteira Natália já pode ser visto durante os treinamentos da equipe Unilever. A jogadora, que se recupera de sua segunda cirurgia na canela esquerda para ressecção de um tumor benigno, está de volta à Escola de Educação Física do Exército, na Urca, zona sul do Rio de Janeiro, local em que o técnico Bernardinho comanda os treinos diários do time. Nat, como é carinhosamente chamada pelas companheiras, iniciou, nesta sexta-feira (6/1), o trabalho de fortalecimento dos membros superiores, acompanhada pelo preparador físico Marco Antônio Jardim e pelo fisioterapeuta Guilherme Tenius, o Fiapo.

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"Estou melhorando a cada dia. Quando soube da necessidade da segunda cirurgia (a primeira foi feita em junho, mas a jogadora voltou a sentir dores no local), confesso que fiquei muito chateada. Chorei na hora. O Dr. Ney (Pecegueiro, médico da equipe Unilever) disse que teria três dias para chorar e ficar bem, mas nem precisei. Tive a ajuda de meus familiares e amigos, que me deram muita força", conta a ponteira, que anda com a ajuda de muletas e não poderá pisar por três a quatro semanas, a contar da data da cirurgia, no último dia 20 de dezembro.

Natália passou as comemorações de fim de ano "de molho". Saiu do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde foi operada pelo cirurgião Reinaldo Jesus Garcia, no dia 24 de dezembro, e seguiu para a casa dos pais, Lucimar e Luiz Carlos, em Joaçaba, Santa Catarina. "Foram dias tranquilos, ao lado de parentes e amigos, recarregando as energias. Inclusive fechei a boca já pensando em manter a forma física para o meu retorno. Para as finais da Superliga espero estar zerada", comentou Natália, um dos principais reforços da Unilever para a temporada 2011/12, mas que, em função da lesão na canela, ainda não estreou com a camisa do time. "Queria muito já estar treinando com o Bernardo nesse ano olímpico, mas vou ter que esperar um pouco mais.

Segundo o Dr. Ney Pecegueiro, que acompanhou a cirurgia de Natália, a jogadora poderá voltar a pisar de acordo com a evolução dos exames radiográficos. A perspectiva, segundo o médico, é que ela esteja em condições de retornar aos treinamentos no prazo de três meses. "Agora ela está liberada para trabalhar apenas os membros superiores", afirma. "A contar da data da cirurgia, a expectativa é que ela esteja clinicamente curada em três meses. Porém, tecnicamente apta para voltar às quadras, somente a comissão técnica poderá dizer", acrescenta.

O técnico Bernardinho lamenta o fato de não poder contar, neste momento, com Natália na Superliga, mas diz que é hora de pensar, em primeiro lugar, em sua melhora. "Agora é pensar nela. Perdemos um reforço espetacular, mas nosso foco está voltado para sua recuperação", diz. Segundo o treinador, apesar do pouco tempo de contato com a Natália, ela tem se mostrado otimista. "Ela é positiva, o que é muito importante. O Dr. Ney nos relatou que foi uma cirurgia complexa, mas, esperamos, definitiva. Ainda acho prematuro planejar a sua volta para a reta final da Superliga. Mas não tenho dúvidas de que ela estará plenamente recuperada para ajudar a seleção nos Jogos Olímpicos de Londres.

Entenda o caso

Natália foi operada pela primeira vez em junho para a retirada de um tumor benigno da canela esquerda. Ela vinha se recuperando bem, mas o tumor acabou voltando, uma recidiva, de acordo com a explicação médica. Foi feita uma série de exames e constatada a necessidade de nova intervenção.
A segunda cirurgia foi realizada dia 20 de dezembro, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, pelo Dr. Reinaldo Jesus Garcia. Durante a operação, foi feita a ressecção do tumor e colocado enxerto ósseo no local. O osso foi fixado com haste de titânio, o que permitirá melhor reabilitação e ajudará a evitar fratura.

Natural de Ponta Grossa, no Paraná, Natália começou a jogar vôlei nas categorias de base do AJOV, em Joaçaba (SC). Passou por Campos e Macaé e, com apenas 16 anos, foi contratada pela equipe adulta de Osasco. Aos 17, já defendia o clube na Superliga Feminina como titular. Com a seleção brasileira infanto-juvenil, foi campeã sul-americana em 2004 e Mundial em 2005. Como juvenil, repetiu os dois títulos. Foi campeã continental em 2006 e Mundial em 2007 (eleita a melhor jogadora da competição). Foi convocada pela primeira vez para a seleção adulta na Copa dos Campeões de 2005.




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