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Wednesday 28 October 2020
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Após protesto de atletas, CBV se defende através de nota

Presidente da CBV desde 2012, Toroca é pouco afeito aos holofotes

Divulgação/CBV

O primeiro foi Murilo. Depois de o ponteiro da seleção brasileira masculina de vôlei manifestar sua indignação com a falta de punição aos envolvidos no caso de corrupção na CBV (Confederação Brasileira da modalidade), jogadores como Gustavo e Bruninho declararam opinião semelhante nas redes sociais. Para tentar acalmar os ânimos, a entidade se defendeu com uma nota oficial.

No texto, a CBV diz que os jornalistas foram chamados em agosto para acompanhar uma investigação interna feita por uma “conceituada empresa internacional, a “Price Waterhouse Coopers”. Além disto, as ações da gestão do presidente Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, estão “baseadas em indicações jurídicas, embora o apelo popular e o desejo da comunidade do voleibol seja de um posicionamento mais incisivo”.

Por fim, a CBV pede que os “atores do voleibol concentrem forças para uma governança mais moderna e transparente”.

Entre os desdobramentos das denúncias contra a CBV tomados até agora, estão a auditoria mencionada, o fim dos convênios com o Ministério do Esporte, uma investigação conduzida pelo Governo Federal, a rescisão de contratos suspeitos da gestão de Ary Graça e o pedido de demissão do então superintendente geral da entidade, Marcos Pina.

Confira a nota oficial na íntegra:

“A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) respeita a opinião pessoal, principalmente de ídolos da nossa modalidade, mas em resposta à informação veiculada neste sábado, se manifesta informando que em 20 de agosto deste ano, a imprensa foi convidada a estar na sede da CBV para acompanhar a apresentação e os desdobramentos da série de denúncias veiculadas na imprensa. Naquela oportunidade todos os jornalistas presentes tiveram acesso aos documentos da auditoria realizada por conceituada empresa internacional, a “Price Waterhouse Coopers”, e a parecer jurídico indicando o posicionamento que a CBV deveria adotar frente aos resultados encontrados.

As ações da nova gestão da CBV, comandadas pelo presidente Walter Pitombo Laranjeiras, estão baseadas em indicações jurídicas, embora o apelo popular e o desejo da comunidade do voleibol seja de um posicionamento mais incisivo. Órgãos de controle como a Controladoria Geral da União receberam e tem acesso à todas as informações.

A gestão atual entende que é melhor assim, que as entidades de investigação e julgamento atuem na sua esfera, e que a CBV, juntamente com os presidentes das federações, os clubes, os atletas, enfim, todos os atores do voleibol, concentrem forças para uma governança mais moderna e transparente”




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