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Monday 26 October 2020
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Após interrupção por questões climáticas, Grand Slam dos EUA só tem duplas brasileiras no feminino

Crédito: Divulgação/FIVB

Crédito: Divulgação/FIVB

 

As duplas femininas são a esperança do Brasil em buscar medalhas no Grand Slam de São Petersburgo, realizado até o próximo domingo (21/06) nos Estados Unidos. Resta saber, no entanto, quantos times do país seguem na disputa: pela segunda vez nesta sexta-feira (19/06) as atividades no complexo montado na baía de Tampa foram interrompidas em função do risco de tempestade na costa sul norte-americana.

 

Antes da paralisação, Larissa e Talita (PA/AL) venceram Fan Wang e Yuan Yue, da China, por 2 sets a 0 (28/26 e 21/19), em 54 minutos. Com isso, elas terminaram em primeiro na chave A e asseguraram vaga às oitavas de final. Mesma situação de Ágatha e Bárbara Seixas (PR/RJ), que levaram a melhor sobre as alemãs Katrin Holtwick e Ilka Semmler por dois sets diretos (21/17 e 21/15, em 41 minutos), mantendo 100% de aproveitamento e liderança da chave B.

 

Lili e Carol Horta (ES/CE) se garantiram na repescagem, com um triunfo emocionante sobre as donas da casa Lane Carico e Kimberly Dicello, por 2 sets a 1 (21/18, 17/21 e 15/12), em 53 minutos. Já as partidas das duplas Fernanda Berti e Taiana (RJ/CE) e Juliana e Maria Elisa (CE/PE), que estavam em quadra, assim como de Maria Clara e Carolina (RJ), que estavam aquecendo, deverão ocorrer, caso o tempo colabore, na manhã deste sábado (20/06).

 

No momento em que a organização do evento determinou a evacuação, a partida entre Fernanda Berti e Taiana (RJ/CE) contra as australianas Louise Bawden e Taliqua Clancy, pelo encerramento do grupo E, entrava no tie-break (o primeiro set foi vencido pelas brasileiras por 21/15, enquanto as adversárias levaram a melhor no segundo set, com 21/17).

 

“É um pouco complicado, mas são coisas que fazem parte do vôlei de praia. Perdemos o segundo set errando muitos contra-ataques, mas estávamos bem na partida. Vamos procurar descansar e tentarmos começar com força total neste sábado, iniciar do zero. O importante é procurar descansar, por conta do forte calor, e traçarmos uma estratégia para conquistarmos o primeiro lugar da chave”, disse Fernanda Berti.

 

Na quadra ao lado, as atuais campeãs do mundo Juliana e Maria Elisa (CE/PE) trocavam os primeiros pontos contra Kristyna Kolocova e Marketa Slukova, da Eslováquia, quando o árbitro central paralisou a partida por precaução, com o placar favorável às adversárias, em 6/5. Ambas as partidas começarão com o placar zerado quando forem retomadas.

 

Simultaneamente, Maria Clara e Carolina (RJ) se preparavam para entrar em quadra contra as alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst quando o placar anunciou o adiamento do jogo para este sábado. Além das partidas da chave de grupos que não foram concluídas, os times entram em quadra para a disputa das fases de repescagem, oitavas de final e quartas de final.

 

“De manhã estava batendo bola com a Carol no hotel e caiu um raio muito perto da gente, saímos correndo e foi uma coisa estranhíssima. Já joguei um torneio em Marseille (França) que havia sido cancelado por causa de vento, mas por conta de raios é a primeira vez. Aqui é um lugar que todo mundo diz que é perigoso, já soube de etapas da AVP (principal campeonato da modalidade nos Estados Unidos) e outros torneios cancelados, e realmente que bom que eles souberam a hora certa de parar. Apesar de estar muito quente, raio é uma coisa muito perigosa, e ainda mais num lugar com tanto condutor de energia”, disse Maria Clara.

 

Alison e Bruno Schmidt (ES/DF), Evandro/Pedro Solberg (RJ) e Ricardo/Emanuel (BA/PR) não se encontraram em quadra e deram adeus à competição na fase de oitavas de final. A dupla carioca começou bem e, na repescagem, venceu os poloneses Bastosz Losiak e Piotr Kantor por 2 sets a 0, com parciais iguais de 21/19, em 43 minutos.

 

Após a retomada dos jogos no período da tarde, entretanto, os cariocas não desenvolveram seu melhor voleibol. Nervoso com as marcações da arbitragem, Pedro Solberg chegou a levar um cartão vermelho – e perderam por 2 sets a 0 para os norte-americanos Nick Lucena e Theodore Brunner (21/18 e 21/18), em 39 minutos.

 

Quem também não se deu bem foi a dupla formada pelos experientes Ricardo e Emanuel, que foi derrotada em sets diretos (21/15 e 21/18) por Pablo Herrera e Adrian Gavira, espanhóis que foram levaram a medalha de ouro no Grand Slam de Moscou, em 41 minutos de jogo.

 

Concluindo a participação verde e amarela no campeonato masculino, Alison e Bruno Schmidt deram mostras de que teriam forças para alcançar as quartas de final, fechando o primeiro set contra os austríacos Clemens Doppler e Alexander Horst. No entanto, os adversários cresceram na partida e avançaram de fase de virada: 2 sets a 1, em parciais de 21/23, 21/19 e 15/13, em 1h12min de jogo.

 

 




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