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Friday 4 December 2020
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Após títulos em Campinas, técnicos e jogadores exaltam “primeiros” frutos da seleção de Vôlei de Praia

Foto: Divulgação/CBV

No último fim de semana, em Campinas, na etapa final da World Cup, o Brasil conquistou pela primeira vez nesta temporada os títulos do feminino e do masculino na mesma etapa. Para técnicos e jogadores que fazem parte da seleção brasileira de Vôlei de Praia, isso significa que o novo método implantado nesta temporada pela CBV, e tão criticado, está dando certo.

Desde o começo do ano, as duplas brasileiras já subiram no pódio seis vezes, sendo três delas no lugar mais alto: além dos títulos de Campinas, Taiana e Talita venceram o Grand Slam de Xangai.

Para Letícia Pessoa, treinadora da equipe masculina, há vários fatores que explicam tal sucesso. “Destaco dois fatores importantes, além da volta do Alison e Emanuel, que jogaram em alto nível. Primeiro, a importância de se conquistar um título logo na primeira edição de uma nova competição, e dentro da nossa casa. Batemos na final a dupla americana que, hoje, é a primeira do ranking. Segundo, mostramos que a união ganha jogo. Mesmo com um set atrás, eles nunca desistiram. E é esse o espírito que quero na seleção. Trabalhar para se superar”, afirmou a técnica.

Na mesma linha, Marcos Miranda, técnico do feminino, destaca que o trabalho está no caminho certo e os frutos agora começam a ser colhidos. “Esses resultados só confirmam que o caminho é esse. Estamos não só plantando sementes para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, como também para perpetuar esse novo sistema. Dos cinco meses de vida do projeto, colocamos, pela primeira vez na história, quatro duplas femininas nas quartas de final de uma etapa do Circuito Mundial. Nos seis lugares do pódio nos dois últimos Grand Slam, havia quatro parcerias do Brasil lá em cima. A World Cup Final veio fechar um primeiro ciclo dessa participação das seleções”.

Pelo lado dos jogadores, apesar de algumas criticas que vieram a tona após o “estranho” motivo do corte de Juliana, o resto é só elogios, claro, vindo sempre de quem está lá dentro da seleção. Para Talita, a estrutura de Saquarema acaba sendo um ponto importante para o sucesso. “É muito gratificante, em tão pouco tempo de parceria com a Taiana, já ganhar uma etapa Grand Slam do Circuito Mundial. E, logo em seguida, ainda ter a chance de jogar a World Cup Final, ao lado da Maria Elisa, e ser campeã novamente. O trabalho aqui em Saquarema tem sido bem feito, com a melhor estrutura possível, e vamos buscar outros grandes resultados para o Brasil”.

Alison, que ficou fora das primeiras etapas por uma contusão no dedo, afirmou que os título são os prêmio de um trabalho bem feito. “Ganhar um título internacional dentro de casa é a retribuição de todo o trabalho que você faz. E premiou toda uma equipe que se dedica ao máximo. Depois de uma conquista como essa, a motivação só aumenta. E, quando o time ganha confiança, é como no futebol: a bola bate e entra. Eu e Emanuel temos tudo para fazer bons jogos na Holanda e na Itália e, depois, chegar bem ao nosso grande objetivo no ano, que é conquistar o bicampeonato mundial, na Polônia”.

Apesar dos prós e contras de um sistema que gera criticas e elogios, o importante é que os títulos continuem chegando as duplas brasileiras.




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