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Saturday 23 January 2021
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Banco do Brasil suspende apoio ao vôlei após constatação de irregularidades na CBV

Divulgação/CBV

Graves suspeitas recaem sobre a gestão de Ary Graça à frente da CBV

Principal financiador do vôlei brasileiro nos últimos anos, o Banco do Brasil suspendeu o patrocínio dado à CBV (Confederação Brasileira da modalidade) após a Controladoria-Geral da União (CGU) comprovar as denúncias de irregularidades na entidade feitas pelo jornalista Lúcio de Castro, da “ESPN”.

Foram listadas uma série de comissões pagas a empresas de dirigentes ou pessoas relacionadas a eles sem que os serviços prestados fossem comprovados. Entre os nomes citados estão o de Marcos Pina, ex-superintendente geral da CBV, Fábio Azevedo, ex-cartola da Confederação e Ary Graça, que comandou a entidade até o começo deste ano. Em 2012, ele virou presidente da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e desde então estava licenciado do cargo mais importante do vôlei verde-amarelo.

Um resumo dos problemas apontados pode ser visto aqui. Suspeita-se até mesmo que parte da premiação destinada aos jogadores da seleção brasileira em 2012 tenha sido desviada.

Estima-se que o contrato do Banco do Brasil com a entidade atinja cerca de R$ 70 milhões. Através de nota oficial, o banco afirmou que só voltará a financiar o esporte se algumas medidas foram tomadas: “O Banco do Brasil reitera que não irá compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte e à comunidade do vôlei, e entende ser necessário que a CBV adote novas práticas de gestão que tragam mais disciplina e transparência à aplicação dos recursos”.

A CBV, por sua vez, também se defendeu com um texto, alegando que já estava tomando as providências necessárias para limpar o esporte.

Superliga parada?

Através das redes sociais, alguns dos principais jogadores do país demonstraram revolta com o relatório da CGU. Ex-central da seleção Gustavo Endres, do Canoas Vôlei, cogitou até mesmo um protesto na Superliga. “E nós atletas, o que vamos fazer? Paralisar a Superliga? Ou vamos deixar como está? E os clubes, vão assumir a gestão ou vão se calar?”, escreveu o jogador.

O irmão dele, Murilo, também protestou: “Por favor, não me venham com nota oficial pra comentar sobre a matéria é hora de dar as caras e se explicar!!”

O levantador do Sada Cruzeiro, William, foi mais a se revoltar. “Não tive carreira em seleção brasileira, mas tenho certeza que muitos clubes que joguei fecharam as portas por causa dessa roubalheira. Merecemos uma explicação!! É o mínimo que os atletas de vôlei desse país quer. E a devolução do dinheiro desviado. Que mostrem as caras”, afirmou o atleta.

Ana Moser, por sua vez, pediu união. “O voleibol brasileiro é >>> do que isso. Muito maior. Hora da comunidade do voleibol se unir para reconstruir”, comentou.




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