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Thursday 29 October 2020
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Bernardinho aposta em equilíbrio e neutralidade na final da Superliga

Crédito: Marcio Rodrigues/MPIX

Crédito: Marcio Rodrigues/MPIX

 

Um adversário motivado e um campo neutro. Este é o cenário que o Rexona-AdeS terá pela frente na final da Superliga 14/15. O time carioca estará pela 14ª vez em uma decisão da competição, a 11ª seguida, mas sabe que o passado vitorioso não garantirá o decacampeonato. Ainda mais diante do grande rival e em um ginásio inédito para o vôlei brasileiro.

 

Focado em trabalhar sua equipe em cima dos pontos fortes do Molico/Nestlé desde que foi confirmada a decisão, Bernardinho lembrou que, antes mesmo do início da Superliga, havia indicado o time de Osasco como favorito ao título. E manteve a opinião inclusive quando o rival passava por momentos ruins.

 

“Desde o início eu dizia que elas tinham um quê de favoritismo. O que acabou condicionando a temporada delas foram as contusões. Ficar sem a Dani (Lins) por algum tempo é, certamente, uma perda muito grande. Isso influenciou na atuação de outras grandes jogadoras, como a Thaisa, embora a Diana, levantadora reserva, tenha muita qualidade. A Dani Lins é a melhor levantadora do Brasil, é titular da seleção brasileira. A evolução de Osasco na reta final da Superliga passa por isso. Contar com o time todo, completo. Agora, retomam essa condição e chegam a uma final em igualdade de condições conosco ou até com alguma coisa a mais. É o clássico da década e elas chegarão mordidas. Perderam um Sul-Americano para nós, em casa, e também pelo fato de terem sido criticadas durante a competição”, disse Bernardinho, que já tem sua estratégia montada.

 

“Temos que ter na cabeça uma coisa muito clara. Dificilmente alguma equipe consegue atropelar o time de Osasco por completo. Pode até ganhar, como ganhamos em algumas situações. Mas elas podem atropelar. Sabendo disso, temos que impedir que elas atropelem a gente. Precisamos jogar o jogo. Se conseguirmos trocar bolas, alongar, temos chance. Estamos trabalhando muito neste sentido. Chegamos à final e, agora, vamos tentar fazer nosso jogo bem”.

 

Sobre a definição da Arena HSBC como palco da final da Superliga, Bernardinho destacou que as duas equipes terão que enfrentar o fator ineditismo, tirando qualquer vantagem do Rexona-AdeS.

 

“Neutralizou totalmente a questão da quadra. Jogaremos na nossa cidade, mas em campo neutro. O Maracanãzinho, por mais que não tenha recebido nenhuma partida nossa nesta temporada, é um ginásio que vínhamos utilizando ao longo dos anos. Sem dúvida, é bom estar em nossa cidade, mas nunca jogamos lá e ficará realmente neutro. As duas equipes vão conhecer o ambiente na próxima semana, vão treinar e não há nenhuma vantagem para nós. Além disso, como é um jogo com mando da Confederação, a torcida também deve estar dividida. A gente espera, é claro, mais um pouco de público nosso, mas virão muitos torcedores de São Paulo e até daqui, eventualmente, como pessoas que trabalham para o patrocinador deles”, analisou, explicando o quanto é importante para as jogadoras se ambientarem antes de entrarem em quadra.

 

“A referência é importante para todas as jogadoras. Tem a questão da profundidade, mais para as levantadoras. Só que as duas são muito experientes. Tanto a Fofão do lado de cá quanto a Dani Lins do lado de lá. Então, acho que a qualidade do jogo não vai cair. Espero também que todas as outras jogadoras se adaptem rapidamente. É um belo ginásio, uma bela arena e vai ser, com certeza, um belo espetáculo”.

 

Com um aproveitamento de 100% diante do Molico/Nestlé nesta temporada, Bernardinho voltou a afirmar que não acredita que a final será parecida com algum dos três confrontos vencidos pelo Rexona-AdeS.

 

“Vencemos elas nas três oportunidades que nos enfrentamos nesta temporada, mas isso não representa nada. O Sesi venceu eles na fase classificatória, venceu na Copa Brasil e acabou perdendo duas vezes nas semifinais. Vale lembrar que em muitos dessas partidas, o Osasco não estava completo. Elas mostraram um crescimento, mostraram o que todos nós esperávamos pelo potencial que têm. É um novo momento e o passado não conta nada. E elas têm experiência para usar isso a favor. Não enfrentaremos um time de juvenis. São meninas campeãs olímpicas, uma estrangeira, uma cubana com um potencial incrível… Enfim, é muita gente de muita qualidade, é o grupo mais forte do ponto de vista de valores individuais”, finalizou.




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Douglas

Esse Bernardinho é uma piada, demorou pra ele dizer que o Osasco é favorito…

É nítido que Osasco jogou uma semi espetacular, porém, o Rio éo time melhor da Superliga, agora é uma estratégia dele, jogar o foco no rival, em todas as finais ele fala que elas é favoritas…

será que é um jeito do rival se sentir e depois eles(rio) abocanha ?? kkk

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