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Saturday 19 September 2020
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Bernardinho conversa com o MDV

05/04/2012 – Em meio aos últimos preparativos para o duelo decisivo pelas semifinais da Superliga, contra o Vôlei Futuro, o técnico Bernardinho  falou com exclusividade ao repórter do Melhor do Vôlei Adriano Barbosa sobre as expectativas para o duelo de sexta-feira e as perspectivas para a sequência do trabalho na equipe. Veja a entrevista na íntegra:

MDV – Como está a preparação emocional de suas atletas para a partida decisiva contra o Vôlei Futuro?
 
Bernardinho – Realmente quando se fala em lado psicólogico, as pessoas associam imediatamente a partidas em que se sai derrotado; daí, foi culpa do lado psicólogico. Mas e quando se sai vencedor, quer dizer que o lado psicológico não foi bem trabalhado? Eu diria que tem mais do que o lado psicológico em uma partida da importância que iremos enfrentar: o coração, ou seja, a vontade de fazer bem feito, a garra e a superação acabam se misturando e fazendo com que tudo isso junto seja o diferencial. No mais, nossa equipe está muito focada e certa de que pode passar, mas o outro lado está tão bem preparado quanto e também está com vontade. Vamos para a batalha acreditando que podemos.
 
MDV – Independente do resultado após a partida, gostariamos de sua avaliação quanto a esse grupo.
 
Bernardinho – Sou um abençoado, um homem muito abençoado de poder trabalhar com o que mais gosto de fazer e ter a chance de poder contar com essa estrutura e com um elenco de meninas tão especiais como esse. Ali na beira da quadra, eu externo tudo porque sou o treinador e quando as coisas não saem como treinado, como estudado, como combinado, não dá para segurar (risos). Mas cada uma delas sabe o carinho e o respeito que existem antes e depois de cada momento de tensão ali na quadra.
 
MDV – E individualmente falando, seu time é cheio de grandes jogadoras. É motivo para mais trabalho?
 
De maneira alguma, o negócio é as vezes não podemos continuar com todas as atletas que queremos trabalhar. Mas o maior problema, no entanto,  não está comigo. Por mim assinaria com todas elas por dois, três anos, mas existe um mercado e um ranqueamento que na minha opinião às vezes é massacrante, tanto pra gente, quanto para os demais times. Por exemplo, para mim a Dani Lins tem o mesmo potencial da Fernanda Venturini e, no entanto, a Fernanda voltou a ser sete pontos e a Dani não é. Temos a Natália que não está atuando, mas nós estamos investindo no futuro dela, que é uma menina muito especial. Assim como a Mari, ela também chegou aqui já com alguns problemas fisicos, nos faz uma falta enorme porque é uma menina muito alegre e batalhadora, dá ânimo ao grupo. Então, não percebo a vontade de ajudar as atletas machucadas, no sentido de reverem suas pontuações. Isso poderia fazer toda a diferença para todas as equipes.

MDV – Falando em Mari e a respeito do que tem sido noticiado sobre a saída dela da Unilever, o que você pode dizer?
 
Bernardinho – Por enquanto, digo que ela é nossa atleta, e nós estamos cada dia mais satisfeitos de ver a crescente que ela vem apresentando. O fato é que se eu pudesse, como já frisei, teria contrato de dois ou três anos com todas elas. Por exemplo: a Fernanda saindo, terei a chance de mexer um pouco, mas e o mercado que é muito competitivo? Quem não quer ter uma atleta do potencial da Mari atuando em sua equipe? Não acho ruim as especulações, só desnecessárias quando julgam o que não sabem e não devem. Ela é uma pessoa querida e se continuar aqui vai ser porque ambas as partes assim o quiseram. Hoje nós queremos e muito, mas o vôlei é profissional: hoje estamos aqui e amanhã podemos não estar.




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