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Saturday 26 September 2020
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Brasil consegue a virada e passa pela Argentina no Sub-23 Masculino

Foto: FIVB

Se emoção é algo que se espera no clássico entre Brasil e Argentina, a torcida que esteve presente ao ginásio Sabiazinho, em Uberlândia (MG), na noite desta segunda-feira (07/10), não tem do que reclamar. A equipe brasileira começou a partida pela segunda rodada do Campeonato Mundial Sub-23 masculino de vôlei jogando abaixo do esperado, mas, a partir do terceiro set, mudou de postura e bateu os argentinos por 3 sets a 2, com parciais equilibradas (19-21, 16-21, 22-20, 21-17 e 19-17), em 2h de jogo.

A Argentina saiu na frente e o central Matheus respondeu no ataque seguinte. O time visitante esteve na frente em 8-6. O Brasil deixou tudo igual em nove pontos e, logo depois, com o ponteiro Ramonda, a Argentina fez 12-11 no tempo técnico. Os argentinos se mantiveram no comando do marcador e, quando fizeram 15-13, o técnico brasileiro, Rubinho, pediu tempo. No erro de ataque da equipe visitante, o Brasil empatou em 18-18. Mas a Argentina seguiu bem no ataque e venceu por 21-19.

A Argentina esteve na frente também no início do segundo set. Bem no bloqueio, o time adversário fez 7-4 e Rubinho pediu tempo. Impondo o ritmo da partida, a equipe visitante abriu quatro de vantagem: 11-7. O jogo seguiu tenso para o Brasil e depois da reclamação de um ponto, quando a Argentina fez 17-13, o treinador brasileiro parou o jogo novamente. No bloqueio individual do oposto Rafael, o Brasil marcou o décimo sexto ponto, enquanto os argentinos tinham 20. No ataque seguinte, o adversário pontuou e fechou o set em 21-16.

O terceiro set começou equilibrado, com as equipes trocando pontos. O Brasil voltou à quadra com mais garra do que nos sets anteriores e esteve a frente em 6-5. Com o saque dando resultado, a Argentina virou o jogo e fez 9-7. A equipe verde e amarela buscou e chegou ao empate em 10 pontos. O jogo continuou disputado ponto a ponto e as equipes empataram novamente em 16-16. No ace de Rafael, o Brasil virou (17-16) e o técnico argentino pediu tempo. Outro ponto de saque, desta vez de Lucarelli, e o placar foi a 19-17. A Argentina empatou em 20/20, mas, no bloqueio, o Brasil fechou em 22-20.

A quarta parcial começou disputada e nervosa, com os jogadores se estranhado na rede. As equipes empataram em 5-5 e, novamente, em 7-7. No bloqueio individual do central Matheus, o Brasil passou a frente e fez 8-7. Com o ponteiro Ary, a equipe verde e amarela colocou dois de vantagem: 11-9. O set voltou a ficar igual em 13/13 e, no bloqueio individual de Lucarelli, a equipe brasileira fez 18-15. Com o oposto Rafael, o Brasil fez 21-17 e levou a partida para o tie break.

Rafael também abriu o set decisivo, que esteve em vantagem de três pontos a favor do Brasil em 5-2. No bloqueio do levantador Thiago, a equipe verde e amarela virou o lado da quadra vencendo por 8-3. A Argentina passou a pontuar melhor e se aproximou em 10-8. Depois, empataram em 14 pontos e, numa bola decisiva, o central Otávio marcou a favor do Brasil (15-14). O set desempate voltou a estar igual em 16-16 e, no bloqueio individual de Matheus, a seleção brasileira fechou em 19-17.

Após a vitória desta noite, quando recebeu o apoio da torcida no ginásio, o Brasil volta à quadra nesta terça-feira (08/10), às 19h, contra o Egito pela terceira rodada da competição. Todos os jogos da competição acontecem no mesmo local.

No clássico sul-americano, o jogo foi dos opostos. O do Brasil, Rafael, e o da Argentina, Koukartsev, foram os maiores pontuadores em quadra. Os dois marcaram 21 vezes, sendo que o brasileiro pontuou em todos os fundamentos: 16 de ataque, quatro de bloqueio e um de saque. O capitão Lucarelli também colaborou bem para o resultado positivo, com 18 pontos no total. O ponteiro Ary entrou no segundo set e ajudou no passe da equipe brasileira.

“Ser o passador do time é a minha função, mas não foi só neste ponto que quis ajudar. O time estava travado, queria dar uma animada no grupo e, para ajudar quando precisasse no ataque. Hoje tivemos um clássico do vôlei. A Argentina vem investindo forte nesta geração já há algum tempo, e é sempre jogo duro. E, para conseguirmos essa vitória, a torcida foi fundamental, o oitavo jogador em quadra e nos ajudou demais”, disse Ary.

Segundo o levantador Thiago, o equilíbrio era previsto. “Já sabíamos que seria um jogo difícil. Argentina sempre defende muito e tem bom saque. Acho que foi mais difícil do que a torcida esperava, mas nós estávamos cientes de que seria assim. Apesar disso, sei que a cabeça do levantador tem que estar sempre tranquila e procuro estar assim dentro de quadra”, comentou o jovem levantador do Brasil.

O técnico Rubinho também garante que o grupo brasileiro entrou em quadra preparado para enfrentar dificuldades.

“Já sabíamos que seria um jogo equilibrado. O time da Argentina tem um estilo que é difícil de jogar contra. Vencemos este ano o Sul-Americano também no tie break, não de virada, mas muito parelho. Eles têm um volume de defesa muito alto, se não tiver paciência para conseguir os pontos fica complicado. Erramos muito no início do jogo e isso foi complicando a partida. Enquanto isso, eles acertavam tudo. A partir do terceiro set, conseguimos equilibrar a equipe e construímos os pontos com mais equilíbrio e qualidade”, descreveu o treinador do Brasil.

Na opinião de Rubinho, essa partida tem uma grande importância para o prosseguimento do campeonato. “Não começamos jogando bem e, no intervalo do set, quando conversamos, eles conseguiram entender que era necessário mudar. Além da virada, foi importante ver que eles absorveram o que foi pedido e souberam o que fazer para virar a partida”, concluiu o técnico brasileiro.




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