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Tuesday 24 November 2020
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Brasil perde para a Polônia em Sofia

A experiência vivida nesta quinta-feira (05.07) é nova para grande parte do grupo que esteve em quadra defendendo a seleção brasileira masculina de vôlei. A derrota para a Bulgária, por 3 sets a 2, parciais de 25-23, 23-25, 25-23, 17-25 e 10-15, significou a eliminação do Brasil antes de chegar as semifinais da Liga Mundial – algo que não acontecia desde 1998. De lá, para cá, os brasileiros estiveram no pódio em todas as edições.

 

 

O resultado foi considerado frustrante para muitos. Murilo, que está há nove anos na seleção brasileira, nunca tinha passado pela situação. “Isso é novo para a maioria. Sofremos muito com lesões, mas é difícil falar sobre isso porque pode parecer desculpa. E não gosto de dar desculpas. Estando 100% ou não, quem está em quadra está representando a seleção brasileira, vestindo a camisa amarela e tem que fazer o melhor sempre”, disse Murilo.

 

“Demos uma desandada no final do terceiro set. Estávamos cinco pontos à frente e pecamos em alguns momentos. E sabemos que não dá pra baixar a guarda nunca. É chato, não pode acontecer, mas, infelizmente, aconteceu. Tentamos retornar no tie-break, mas ficou difícil. Nosso saque já não fez mais tanto efeito, não conseguimos três contra-ataques e ficou ainda mais complicado”.

 

O central Lucão ressaltou a melhora da seleção brasileira, especialmente em relação ao primeiro jogo desta Fase Final, quando foi superada por Cuba, por 3 sets a 0. E o jogador lembrou, também, a dificuldade enfrentada pelo grupo na fase de preparação e mesmo já durante a Liga Mundial.

 

“A equipe mostrou uma evolução boa, de determinação e de voleibol, mas sofremos muito com as lesões. Murilo, Dante, Giba, Vissotto, todos voltando de um tempo sem jogar. Agora precisamos trabalhar ainda mais. Temos três semanas para pensar somente nos Jogos Olímpicos. Temos que treinar, botar a cabeça no lugar e que tudo isso sirva de aprendizado para mostrar que o que estamos fazendo não é o suficiente”, destacou Lucão.

 

O central ainda falou sobre a sensação de estar fora da Liga Mundial antes mesmo de chegar as semifinais. “É a primeira vez que vivo isso e, claro, é muito frustrante. Mas o nosso foco está, realmente, nas Olimpíadas. Estamos trabalhando forte e, com certeza, treinamento e determinação dentro de quadra não estão faltando. Precisamos ter o grupo completo, com todos zerados das leões, para conseguirmos trabalhar o grupo como um todo”.

 

O polonês Kurek foi o maior pontuador da partida, com 25 acertos. Bartman também pontuou bem, com 21. Pelo lado brasileiro, Leandro Vissotto marcou 16 vezes, enquanto Rodrigão e Lucão, 15 cada um.

 

O jogo

 

Leandro Vissotto marcou o ataque polonês e, no bloqueio, abriu o placar do jogo. A Polônia assumiu o comando do marcador e, no primeiro tempo técnico, vencia com três pontos de vantagem: 8/5. Lucão fez ace e o Brasil encostou em 8/7. No erro de ataque do adversário, a seleção verde e amarela empatou em 10 pontos. E, com Rodrigão, virou em 12/11. No erro de saque da Polônia, o Brasil fez 16/15 na segunda parada técnica. A equipe brasileira abriu dois (19/17) e o técnico da Polônia, Andrea Anastasi, parou o jogo. Os poloneses correram atrás e empataram em 19 pontos. Em um bonito ataque de Murilo, o Brasil fez 21/19. Ruciak entrou para sacar e, com ace, a Polônia conseguiu novamente o empate: 22/22. Mas o Brasil reagiu e, com Wallace, venceu o set por 25/23.

 

Murilo marcou dois pontos de saque logo no início da segunda parcial e o Brasil fez 4/2. No bloqueio de Kurek, os poloneses empataram em cinco pontos. Giba conseguiu bom saque e, no erro de ataque dos poloneses, a seleção brasileira fez 8/6 na primeira parada técnica. O jogo seguiu disputado e o placar esteve empatado em 10/10. Os poloneses abriram dois, mas os brasileiros deixaram tudo igual em 12/12. Na jogada seguinte, no bloqueio, o Brasil assumiu o comando do placar. No segundo tempo técnico, vantagem brasileira: 16/14. Vissotto explorou o bloqueio adversário e a equipe verde e amarela marcou mais um ponto (17/14). Anastasi pediu tempo. Lucão bloqueou Bartman e o Brasil fez 18/15. Os poloneses encostaram em 20/19 e foi a vez de Bernardinho parar o jogo. Na volta, a Polônia marcou o ataque brasileiro e, no bloqueio, empatou a parcial. Com Rodrigão, o Brasil fez 21/21. O final do set foi disputado. A Polônia venceu por 25/23.

 

A equipe brasileira começou melhor em boa passagem de Lucão no saque. No ataque de Murilo pela entrada de rede, o Brasil fez 4/1 e Andrea Anastasi parou o jogo. O time verde e amarelo seguiu melhor e ainda fez 5/1. No ataque de Rodrigão, o Brasil pontuou e foi para o primeiro tempo técnico com boa vantagem: 8/4. A equipe de Bernardinho seguiu superior e, com Lucão, abriu seis pontos de diferença (13/7). A vantagem aumentou ainda mais e, na segunda parada técnica, o Brasil estava oito à frente: 16/8. Lucão conseguiu bom bloqueio e o Brasil fez 21/15. Os poloneses não se entregaram e buscaram cinco pontos: 22/20. E, na sequência, encostaram em 23/22. Com Murilo, o Brasil fechou o terceiro set em 25/23.

 

A Polônia não se abateu com a derrota na terceira parcial. Em um momento em que o jogo passou a ficar ainda mais tenso, os poloneses conseguiram vantagem de três pontos no primeiro tempo técnico: 8/5. O Brasil encostou, mas o time da Polônia abriu novamente a mesma vantagem (13/10), forçando Bernardinho a pedir tempo. Kurek atacou e levou a Polônia para a segunda parada técnica com vitória parcial por 16/12. Os poloneses chegaram a fazer 18/13 e, depois, 21/15. E, na parcial com o placar mais elástico entre as quatro disputadas, a Polônia venceu por 25/17.

 

Uma defesa de Bruno fez a bola cair do outro lado da quadra e abriu o marcador do set decisivo. A Polônia assumiu o comando do placar e, quando abriu dois pontos (6/4), Bernardinho pediu tempo. Na virada de quadra, os poloneses venciam por 8/5. A vantagem seguiu com a Polônia. Quando o adversário marcou 12/8, Bernardinho parou o jogo novamente. Mas não adiantou. Os poloneses fizeram 15/10 e venceram o jogo por 3 sets a 2.

 

 

Brasil – Bruno, Leandro Vissotto, Lucão, Rodrigão, Murilo e Giba. Líbero – Serginho. Técnico – Bernardinho. Entraram: Wallace, Ricardinho e Dante

 

Polônia – Nowakowski, Winiarski, Kurek, Bartman, Zygadlo e Mozdzonek. Líbero – Ignaczak. Técnico – Andrea Anastasi. Entraram: Ruciak, Jarosz, Kosok, Zagumny e Kubiak




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