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Thursday 3 December 2020
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Bruno Schmidt e Pedro Solberg são campeões no Brasil e encostam nos líderes

Foto: FIVB

Na corrida rumo ao título da temporada, era fundamental que Bruno Schmidt e Pedro Solberg conquistassem o título do Grand Slam de São Paulo do Circuito Mundial. E o desfecho de uma semana perfeita, com 100% de aproveitamento, se deu numa final de arrepiar, diante de mais de 2.500 pessoas na arena montada no Parque Villa Lobos. Na grande decisão contra os americanos Phil Dalhausser e Casey Jennings, vitória no tie break e o lugar mais alto de pódio dentro de casa.

Com a conquista, Bruno Schmidt e Pedro Solberg somaram 800 pontos, atingiram os 6.340 e diminuíram a diferença para 250, a três etapas do fim da temporada – o Grand Slam de Xiamen (CHN), o Open de Vizag (IND) e o Open de Durban (AFS). Os letões Janis Smedins e Samoilovs, líderes do ranking, terminaram em terceiro lugar em São Paulo, ao baterem na tarde de sábado (12/10) os espanhóis Herrera e Gavira por 2 a 0, parciais de 21-14 e 21-12, e garantiram mais 640 pontos no ranking, chegando aos 6.590.

O resultado da final foi o mesmo do encontro entre as duplas pela fase de grupos, quando Bruno e Pedro também venceram por 2 a 1. Apesar de jogarem juntos pela primeira vez, Dalhausser, campeão olímpico ao lado de Todd Rogers nos Jogos de Pequim/2008, e Jennings, que já foi parceiro de Pedro Solberg na AVP (Circuito Profissional Americano) em 2011, mostraram um entrosamento impressionante, até mesmo pela qualidade técnica de ambos.

E o equilíbrio foi a tônica da decisão durante 1h07 de jogo. No primeiro set, Bruno e Pedro conseguiram abrir dois pontos apenas no fim (19-17). Os americanos ainda empataram em 20/20, mas, num ataque de Jennings para fora, o Brasil fechou em 23-21. No segundo, a partida se manteve igual, mas com um ingrediente que apimentou a arena. Após a dupla ser provocada pela torcida, Jennings tomou as dores e, após um ponto, levou o dedo à boca pedindo silêncio. E ainda venceu o set por 21-19, levando a decisão para o tie break.

Era chegada a hora da verdade. Foi quando, definitivamente, o Brasil passou a ter três jogadores em quadra. Com o apoio maciço da torcida, a maior vantagem em toda a partida era construída: Bruno e Pedro abriam 7-3. Mas os americanos não se deram por vencido, empatando o set em 11-11. Mas, bastante concentrados, os anfitriões voltaram a mandar na areia, colocaram uma diferença de dois pontos e, num ataque de Pedro, com a bola chorando na rede e caindo mansa do outro lado, fecharam em 15-13 e levaram o título e a galera à loucura.

“É um sonho vencer aqui no Brasil, um marco na minha carreira. Derrotamos dois grandes jogadores numa final histórica. Deveria ser o Rosenthal a estar aqui com o Dalhausser, que acabou fazendo uma grande parceria com o Jennings. Sabíamos que, se deixássemos eles gostarem do jogo um pouco que fosse, teríamos grandes dificuldades. Foi um jogaço, e o Pedro, mais uma vez, foi sensacional, assim como na semifinal. Estamos de parabéns. O ano tem sido maravilhoso”, declarou Bruno Schmidt, que correu para os braços do pai na arquibancada ao final do jogo.

Pedro Solberg, que já tinha sentido o gostinho de ser campeão de uma etapa do Circuito Mundial no Brasil (em 2008, ganhou no Guarujá ao lado de Harley), estava em estado de êxtase. Depois de cair de joelhos na areia, correu para o setor VIP à procura de suas irmãs Maria Clara e Carol e do sobrinho José. Festa em família fora de quadra e também dentro dela. Afinal, dois de seu melhores amigos, daqueles considerados irmãos, estavam lá, um de cada lado da rede.

“Ganhei do meu melhor amigo no Circuito, que é o Jennings, mas ao lado do meu outro grande amigo, que é o Bruno, muito mais do que um parceiro. Amigos, amigos, negócios à parte, mas sempre com respeito. Eles não sofriam a pressão que a gente sofria, pois estamos na luta por um título muito importante na temporada. Mas time grande tem que saber jogar pressionado. É um dia especial pra mim. Estou muito feliz de ganhar dentro de casa de novo. Mas queremos ser campeões desta edição para colocar o nome do Brasil lá em cima”, afirmou Pedro.

Na final feminina, a tricampeã olímpica Kerri Walsh e sua parceira April Ross já mostram ao mundo que darão muito trabalho às demais duplas neste ciclo olímpico. Em seu segundo torneio juntas nesta temporada do Circuito Mundial (só tinham jogado o Grand Slam de Gstaad (SUI) e terminado em nono lugar), elas derrotaram as alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst por 2 a 1, de virada, parciais de 19-21, 31-29 e 15-12, e conquistaram o título. Ágatha e Maria Elisa ficaram com a terceira colocação.

 




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