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Monday 6 July 2020
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Cachopa é o MVP do Sul-Americano

Foto: Agênciai7

Com o ginásio de Contagem absolutamente lotado, a torcida cruzeirense fez uma festa incrível nas arquibancadas e pode soltar com vontade o grito de heptacampeão! Na noite deste sábado, 15/02, na decisão do Sul-Americano de Clubes, o Sada Cruzeiro encarou novamente o argentino UPCN e venceu o adversário por 3 sets a 1, com 25/18, 14/25, 25/19 e 25/23, para conquistar o sétimo título da competição continental e o quinto consecutivo. O time foi campeão em 2012, 2014, 2016, 2017, 2018, 2019, e agora em 2020.

E com a taça garantida em casa o time estrelado assegurou sua presença na elite do voleibol no planeta, com a vaga no Campeonato Mundial de Clubes deste ano.

Diante dos argentinos o esquadrão azul teve uma partida acirrada, sofreu com o forte saque do ponteiro Lopez, porém, empurrado pela torcida, o Sada Cruzeiro cresceu e se agigantou na reta final. “O time jogou bem, aguentou a pressão, tivemos muitos momentos difíceis, mas nos superamos e vencemos a batalha. É mais um título importantíssimo para nós, estou muito feliz, e também é mais um ano de Mundial de Clubes para a nossa equipe”, destacou o técnico Marcelo Mendez.

O Hepta Sul-Americano é o terceiro título na temporada para o Sada Cruzeiro e o 37º troféu, desde 2010, com 44 finais em um total de 50 campeonatos.

Vale ressaltar que a equipe celeste vive, nesta temporada, a maior reformulação da última década, com sete novos nomes no plantel, com quatro deles no time principal: o líbero Lukinha, os ponteiros Gord Perrin e Facundo Conte e o central Otávio.

Facundo Conte foi o maior pontuador da final pelo time cruzeirense, com 20 pontos. Ele e Otávio foram eleitos para a seleção do campeonato, ao lado do oposto Luan e do levantador Fernando Cachopa, que foi o MVP.

“Estou muito feliz por essa conquista. Jogamos contra um time difícil, que toca em toda bola, trabalha muito bem na defesa. Mas a gente se preparou para essa partida assim, longa, brigada, e precisamos saber encarar cada adversário. Hoje soubemos jogar o que precisava para sair com a vitória”, comentou Cachopa.

“Todos que chegam assimilam e assumem essa mentalidade vencedora do Sada Cruzeiro. Quando começamos este projeto, não tínhamos a dimensão de tudo que este time conquistaria nestes últimos anos. Queremos sempre vencer e fazer o nosso melhor. É uma satisfação muito grande saber que o Sada Cruzeiro representa tão bem o Brasil, com um projeto vitorioso dentro e fora da quadra, pois tudo que este elenco faz também ganha ressonância entre os mais de 2.000 alunos que temos nas escolinhas de vôlei e projetos esportivos”, destacou o fundador da equipe, Vittorio Medioli.

Sada Cruzeiro – Fernando Cachopa, Luan, Facundo Conte, Gord Perrin, Otávio, Isac e o líbero Lukinha. Entraram Rodriguinho Leme, Evandro, Filipe e Hugo. Técnico – Marcelo Mendez

UPCN – Gauna, Toro, Brajkovic, Uchikov, Lopez, Ramos e o líbero Perren. Entraram Mateo, Morel, Nicolas, Federico e Dmytro. Técnico – Fabian Armoa

Seleção do Sul-Americano 2020

Ponteiro: Facundo Conte – Sada Cruzeiro
Ponteiro: Lopez – UPCNCentral: Otávio – Sada Cruzeiro
Central: Maurício Souza – EMS Taubaté Funvic
Líbero: Perren – UPCN
Levantador: Brajkovic – UPCN
Oposto: Luan – Sada Cruzeiro
MVP: Fernando Cachopa – Sada Cruzeiro

Maior campeão da América do Sul, Sada Cruzeiro aumenta hegemonia com o heptacampeonato

Na última década o Sada Cruzeiro vem acumulando conquistas e já tem seu nome na história do voleibol. Tricampeão Mundial, seis vezes campeão da Superliga, pentacampeão da Copa Brasil e agora o Cabuloso das quadras também é heptacampeão Sul-Americano de Clubes, após a vitória neste sábado, 15/02, sobre o argentino UPCN por 3 sets a 1. No duelo disputado no ginásio de Contagem uma marca histórica foi expandida, pois agora os cruzeirenses lideram com folga o ranking dos maiores campeões de todos os tempos na América do Sul.

Com os sete títulos continentais e o pentacampeonato consecutivo, nas edições de 2012, 2014, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020, o Sada Cruzeiro dispara na disputa continental. Os clubes Banespa e Paulistano ganharam cinco vezes cada, nas décadas de 1970 e 1990. Depois deles vem o Minas Tênis Clube com dois títulos, o Sesi-SP com um e a extinta Cimed também com troféu Sul-Americano.

“Estou muito feliz por ter feito parte desta história. E hoje, com 39 anos, podendo contribuir e levantar mais um troféu com essa equipe, é um orgulho imenso pra mim. E para nós, superar estas marcas, estes números que entraram para a história, isto não tem preço. Me sinto lisonjeado de fazer parte deste time. E todos estão de parabéns, todos que trabalham para que isto aconteça, os atletas, comissão técnica, gestores, funcionários, todos. E vamos continuar escrevendo história”, enfatizou o capitão Filipe.

Com a taça do Sul-Americano o Sada Cruzeiro ganhou também o direito de representar o continente no Campeonato Mundial de Clubes de 2020.

Força da torcida empurra Sada Cruzeiro no heptacampeonato Sul-Americano

A maior torcida do voleibol nacional comemorou em casa uma conquista que a coloca, mais uma vez, entre as principais do mundo. Neste sábado, 15/02, o Sada Cruzeiro levantou a sua sétima taça do Campeonato Sul-Americano de Clubes, e pela primeira vez a disputa aconteceu em Contagem. E com o resultado, a Raposa garantiu uma vaga no Mundial de Clubes 2020.

O Sada Cruzeiro foi o anfitrião do torneio e isso trouxe aos seus torcedores a chance de acompanhar uma grande e importante competição internacional em seus domínios. E eles corresponderam com muita festa nas arquibancadas. A grande final teve um Riachão absolutamente lotado, com quase 2.500 pessoas festejando do início ao fim da partida.

Acostumado a jogar diante de outro perfil de torcedor, o ponteiro canadense Perrin se encantou com o espetáculo no Riachão. “Eu já estive em muitos ginásios lotados durante a minha carreira, mas o que vi hoje foi especial. Eles fazem muito barulho e é incrível que possam nos apoiar dessa maneira, nos ajuda bastante. Especialmente quando não estamos jogando o nosso melhor, eles nos ajudam a colocar emoção no jogo, o nosso coração em quadra. Eu não sei quantas pessoas estavam aqui, talvez mais de duas mil, mas é muito alto o que eles fazem. Provavelmente mais barulho do que cinco mil canadenses num ginásio e é muito divertido jogar com os tambores e canções”, destacou o camisa 2.

O levantador Fernando Cachopa também exaltou a participação da arquibancada celeste. “Foi incrível! A energia que eles colocaram hoje foi impressionante, principalmente nos momentos difíceis que enfrentamos e eles nos embalaram para nos ajudar a superar. Jogamos contra um time difícil, que toca em toda bola, trabalha muito bem na defesa. Mas a gente se preparou para essa partida assim, longa, brigada, e precisamos saber encarar cada adversário. Hoje soubemos jogar o que precisava para sair com a vitória”, comentou o armador da Raposa.

Diante dos argentinos, os torcedores se inspiraram e encheram o ginásio de faixas, não deixaram de cantar um minuto sequer e potencializaram o clima decisivo. A pressão funcionou e ajudou o time estrelado a alcançar seu quinto título consecutivo do Sul-Americano, o sétimo da sua história.

Cruzeirenses dominam a seleção dos melhores do Sul-Americano

Além da vitória sobre o argentino UPCN por 3 a 1 e o troféu de hexacampeão levantado, os cruzeirenses também marcaram presença na seleção do campeonato, que contou com quatro representantes da Raposa.

Facundo Conte foi eleito o melhor ponteiro, Otávio o destaque entre os centrais e o oposto Luan ficou com a placa de melhor da sua posição, enquanto o levantador Fernando Cachopa foi escolhido como MVP, o melhor atleta da competição.

Luan, que não foi titular durante todo o torneio, analisou o desempenho individual e coletivo. “Acho que a palavra que define ontem e hoje é família. Todo atleta que vem para o Sada Cruzeiro e constrói a sua história deixa a sua marca por muito tempo e eu quero fazer isso também. E família é isso que vimos hoje, todo mundo deixando tudo o que tem dentro de quadra e usando o coração na palma da mão pra fazer a bola cair o mais rápido possível. Eu joguei muito tranquilo, tive oportunidade de sair do banco e jogar o meu melhor. O Evandro me apoiou, me disse para jogar bem que o importante era a gente conquistar o título e isso me impulsionou ainda mais. Quando a gente se ajuda é mais especial e eu saio muito feliz hoje com esse prêmio individual, acho que vai somar muito na minha carreira”, disse o melhor oposto do Sul-Americano.

Otávio também valorizou o trabalho de todo o time. “Foi muito difícil, mas todo o grupo foi fundamental. Quando algumas peças não funcionavam, quem vinha do banco ajudava e esse que é o espírito: todo mundo unido em busca do objetivo principal de ser campeão. Confesso que não esperava um prêmio individual hoje, acho que é a minha primeira vez numa seleção do campeonato, estou muito feliz. Não tenho dúvida de que, se não fosse pelo grupo, eu não teria conseguido. Os passadores, o bom trabalho do Cachopa, tudo isso foi fundamental”, comentou o camisa 4.




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