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Thursday 29 October 2020
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Calendário escolar tira Seleção Egípcia do Pré-olímpico de Porto Rico

Crédito: CAVB/Facebook

Crédito: CAVB/Facebook

 

A história do Pré-olímpico mais inusitado da história do Vôlei ganhou mais uma página nesta quarta-feira. Depois do anúncio da Seleção Queniana de que problemas financeiros tirariam o time do torneio em Porto Rico e a FIVB apresentar uma proposta para garantir a presença da equipe no quadrangular, foi a vez da Seleção Egípcia feminina abandonar a competição. O motivo, de tão original, soa quase inverossímil.

 

Em seu perfil no Facebook, a Confederação Africana de Voleibol (CAVB) informou que o presidente da federação de vôlei do Egito, Foad Abdel Salam, disse que a seleção de seu país abria mão de disputar uma vaga para o Rio 2016 por conta do calendário escolar.

 

“A maior parte do elenco do time estará ocupada com as provas de final de ano em escolas ou universidades, e esse compromisso não pode ser adiado”, observou o dirigente.

 

O Egito perdeu a final do Pré-olímpico Africano, no mês passado, para Camarões, que ficou com o bilhete continental para as Olimpíadas. Às egípcias (e às quenianas, terceiras colocadas) restou a disputa por uma vaga no Pré-olímpico Internacional, entre os dias 20 e 22 de maio, com a Colômbia, terceira da América do Sul, e Porto Rico, terceiro da Norceca e país sede do torneio.

 

A oportunidade de chegar ao Rio pelo Caribe, chance bem mais evidente do que se disputassem o Pré-olímpico Mundial, no Japão, parece inacessível às seleções africanas. Enquanto o Quênia ainda não respondeu se aceita a ajudar que a federação internacional lhe prometeu, o voleibol foi preterido, no Egito, em detrimento de compromissos acadêmicos e escolares das atletas.

 

“Tentamos nosso melhor para ajudar as atletas, mas todos os nossos esforços falharam depois que os pais das jogadoras decidiram não liberá-las das provas”, lamentou Abdel Salam.

 

Reprodução: CAVB/Facebook

Reprodução: CAVB/Facebook




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MARCO BRAGA

Graças a DEUS alguém pensa no futuro das jogadoras. São tão poucas jogadoras brasileiras que se preocupam com sua escolaridade. A vida destas pessoas no esporte é tão curta. Penso que para estas adolescentes esta foi a decisão mais acertada. É claro que todo atleta sonha participar de uma olimpíada, mas esta participação não garante futuro, estudar sim, pode garantir.

alan

Claro que não! O Egito deveria ser banido de todas as competições de volei. Quem eles pensam que são? Tiraram vagas de outro país. E sobre a escola é só garantir a vaga delas…..Punição já!!! E viva as Olimpíadas!!! tá chegando… estarei lá!!!

Erasbraz

Se as informações forem verídicas por parte da Federação Egípcia, sem dúvida acertaram, pois entre o estudo e o esporte se deve priorizar o estudo. Os calendários esportivos devem prever esse tipo de situação, afinal uma das bases do esporte não é valorizar os estudos?

ALINE

“Tentamos nosso melhor para ajudar as atletas, porém todos os nossos esforços falharam depois que os pais das jogadoras decidiram não liberá-las das provas”, confirmou o Presidente da Federação de Vôlei do Egito, Foad Abdel Salam, ao dizer que a seleção de seu país abriria mão de disputar o PRÉ-OLÍMPICO INTERCONTINENTAL que coincide com um período de provas no calendário escolar egípcio. No caso do EGITO, a desistência se deu mais por motivos “ESCOLARES” do que “FINANCEIROS”. Na SOCIEDADE EGíPCIA, os estudos vem em PRIMEIRO LUGAR, e como a SELEÇÃO DO EGITO É UNIVERSITÁRIA, as ESTUDANTES NÃO FORAM LIBERADAS DOS… Ler mais »

Vicente Maia

Perfeita sua análise. À FIVB cabe a responsabilidade de fomentar o esporte em todos os continentes.

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