Search
Tuesday 11 August 2020
  • :
  • :

Carol Albuquerque fala sobre a temporada na Grécia

Foto: Arquivo pessoal

Assim como aconteceu com milhares de atletas, a temporada esportiva não acabou como esperado para a levantadora Carol Albuquerque. Ela estava na Grécia defendendo o PAOK, mas, ao contrário do torneio masculino, o feminino foi encerrado sem ter um campeão. De volta ao Brasil, a campeã olímpica, que completará 43 anos neste sábado (25), segue rotina de treinamentos e ainda não sabe voltará às quadras.

“Minha experiência na Grécia foi muito legal. Todos eram bastante receptivos! As meninas do time são muito queridas, sempre dispostas a ajudar de alguma forma. O país é lindo e muito fácil de adaptar”, disse Carol.

Ao Melhor do Vôlei, a levantadora também falou sobre a adaptação à liga grega, além de demonstrar preocupação com o calendário esportivo e a confiança de que a seleção feminina pode conquistar uma medalha olímpica.

Confira:

Foto: Arquivo pessoal

O idioma dificultou sua adaptação na Grécia?

Não, foi tranquilo porque a gente se comunicava em inglês, mas aprendi algumas palavras em grego. E tenho certeza que elas aprenderam um pouco de português comigo, pois eu sempre ficava conversando com elas. Tentei aprender ao máximo a língua e a cultura do país. Achei fantástico.
Como é o nível do campeonato? E a torcida?
A liga, claro, não dá para comparar com a do Brasil, mas foi uma experiência muito legal, sendo a minha primeira temporada efetiva fora. A torcida lá é apaixonada e têm uma rivalidade muito forte contra o outro time da cidade, o ARIS. Costuma sair briga sempre quando há disputa em todas modalidades.
Você planeja continuar atuando? Já teve alguma proposta?
Eu ainda não sei por causa do coronavírus. Na Europa, está complicado e com os valores reduzidos, mas gostaria de atuar fora outra temporada. Tive uma oportunidade única de unir o vôlei, que amo, e conhecer outros países e culturas. Foi muito bacana. Vamos ver o que vai acontecer.
A seleção feminina pode conquistar uma medalha em Tóquio? Quais países são os concorrentes diretos?
Com certeza! Acredito que  as meninas têm condições chegar ao pódio. Isso se tiver olimpíada ano que vem, né? Torço que encontrem uma vacina até o final do ano. Caso contrário, acho difícil os jogos acontecerem em Tóquio, no ano que vem. Vejo entre os concorrentes os Estados Unidos, que sempre vêm forte, assim como China, Rússia, Sérvia, Itália e Turquia. O Brasil tem muita tradição e atletas para ficar com uma das medalhas.
Quais levantadoras devem estar na seleção brasileira?
Macrís está em uma fase muito boa e evoluindo a cada ano. Já Fabíola e Dani Lins têm muita experiência e contam com o respeito das jogadoras. Depois, vem Roberta e Claudinha. Acredito que outras devem ter oportunidade no próximo ciclo, pois ainda precisam da rodagem. Nos momentos decisivos dos jogos, uma levantadora deve ter clareza e calma.
Como você avalia o atual momento do esporte no país, em especial o vôlei?
Olha, é difícil avaliar. Não somente o esporte, mas o mundo vive uma crise jamais vista. Acredito ser um ano perdido e o que me preocupa muito é o que vai acontecer em 2021. Teremos patrocinadores para apoiar as modalidades e, principalmente, o vôlei? Difícil te responder.



Subscribe
Auto Notificar:
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Translate »
213
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x