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Thursday 29 October 2020
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Com sequencia de jogos e recessos longos, novo calendário recebe criticas

Foto: Luis Ventura/Melhor do Vôlei

Wagão (fundo) e Hairton comentaram sobre as dificuldades do novo calendário

Durante a pré-temporada 2013/2014, o grande assunto dos bastidores foi a definição sobre o novo calendário. Uma das exigências do Movimento Unidos por um Vôlei Melhor, a prolongação da temporada em mais dois meses (iniciando em setembro e não em novembro) foi atendida, mas por conta de competições de seleções, essa mudança tem trazido alguns problemas de excesso de jogos para as equipes.

Em outubro, o São José, semifinalista do Paulista Masculino, se viu obrigado a atuar duas vezes no mesmo dia por conta de competições sobrepostas, sendo um destes jogos, a semifinal contra o Sesi-SP.

Vimos também situações como a do Sada Cruzeiro, que realizou cinco jogos antecipados pela Superliga para poder disputar o Mundial de Clubes, enquanto, o Vivo/Minas, mesmo com a competição já em andamento para todos os outros times, ainda não havia feito nenhum jogo.

Em outros casos, vemos competições, como o Campeonato Mineiro Masculino, com dificuldades de definição de datas para seus jogos finais, por conta da Superliga.

Também há a situação oposta, de times, como as equipes do centro-oeste e nordeste, com folgas muito grandes na tabela por falta de competições e jogos nas pausas para os torneios da seleção. No fim das contas, ninguém está satisfeito com o calendário.

Destaque no Paulista e na Superliga, o Pinheiros é um dos que sofrem. Disputando duas competições, o time que neste terça-feira (05/11) venceu o São Caetano por 3 a 0, já tem na quinta (07/110, outro duelo duro, agora contra o Sesi-SP. Wagão, técnico do time, apenas lamenta. 

“Estamos pagando um pouco pela sequência de jogos. Vamos jogar daqui dois dias outro jogo pesado e agora é trabalhar para recuperar as meninas física e mentalmente, por que em um dia não dá para mudar muito. É analisar vídeo e conversar com as jogadoras”, disse o treinador, que também, em outras ocasiões lamentou situações como ter pouco tempo para se adaptar a fabricantes de bolas diferentes, situação levantada também por outros treinadores, como Luizomar de Moura.

Treinador do São Caetano, Hairton Cabral faz parte da comissão de treinadores que participa das reuniões da CBV. Nesse mês de outubro, seu time jogou três competições simultâneas (Jogos Abertos, Superliga e Paulista). Segundo ele, o que atrapalhou um pouco o calendário, especialmente no feminino, foi o aumento de última hora no número de times.

“Sabiamos que este é um ano atípico, mas quando começamos a trabalhar no calendário, tinhamos a expectativa de ter apenas 10 times na Superliga. E depois aconteceu um fato novo e de repente apareceram quatro equipes  e com isso são mais oito jogos que você tem no calendário. Tinhamos a ideia da Copa do Brasil, que a TV gostou muito, mas tudo isso em função de 10 equipes. E com 14, inchou de mais o calendário.”

Hairton diz que, informalmente, as conversas para a próxima temporada já começaram e que uma solução pode ser, a Superliga B Feminina. “Informalmente já começamos a conversar para solucionar isso. Vamos ver aí o que vamos fazer para o ano que vem. Estamos de olho na Superliga B. Estamos no momento já de ter essa competição no feminino, pois tem times que não tem condição de jogar na A, mas podendo aparecer mais, disputar uma final na B, ao invés de ficar entre os últimos na Superliga, pode ser interessante. Mas isso vai ser pauta das próximas reuniões, mas por enquanto a gente não tem tempo nem para nos reunirmos para tratar esses assuntos”.

Originalmente, a FIVB designa seis meses para competições de seleções (maio a outubro) e seis meses para competições de clubes (novembro a abril). Porém, pelo que vimos neste ano, nem a entidade máxima mundial, que marcou a Copa dos Campeões para Novembro, nem a CBV, que marcou o início da Superliga para Setembro, respeitaram esse calendário.




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