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Wednesday 23 September 2020
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Comandados por Fabiana, Sesi-SP estreia no Mundial contra time da casa

Foto: Ayrton Vignola SESI-SP / Divulgação

Começa nesta quarta-feira (07/05) a luta do time feminino de vôlei do SESI-SP para alcançar o topo do mundo. O time de Talmo de Oliveira terá pela frente a equipe da casa, o Volero Zurich, na arena Saalsporthalle, em Zurique, a partir das 15h de Brasília e para alcançar o título contará com uma unanimidade no vôlei mundial, a central Fabiana.

A capitã e camisa 1 do SESI-SP, de fato, desequilibrou na temporada. Com 363 pontos na Superliga, a central de 1,94m foi a quinta maior pontuadora, sendo a primeira não-oposta a figurar na lista, e com 93 pontos de bloqueio, recorde da última competição. Fabiana também foi eleita a MVP do Sul-Americano conquistado pelo SESI-SP, em fevereiro, e pela Seleção Brasileira também foi escolhida a melhor jogadora da Copa dos Campeões, em novembro de 2013. Uma temporada de atuações espetaculares e decisivas que não deixam dúvidas para suas companheiras de time: é a melhor central do mundo.

“Ela é única. É diferenciada. Hoje, no voleibol mundial, não sei se tem uma jogadora com tamanha competência para exercer essa função, e com tanta competência como ela vem fazendo. Ela é a melhor central do mundo, com uma capacidade e uma inteligência de jogo muito grande. Isso faz parte de um amadurecimento completo. Tenho certeza de que há alguns anos ela não tinha essa experiência, mas, hoje, o que ela pode passar tanto tática como tecnicamente para o time, o envolvimento e o respeito que ela tem com a equipe e os adversários, isso tudo faz uma diferença muito grande”, afirmou Talmo de Oliveira, que já conversou com a própria sobre esse crescimento como jogadora e líder, e aproveitou para comemorar os benefícios que isso traz para o SESI-SP.

“Eu já falei com ela sobre como nesse ano ela assumiu e cresceu como pessoa e como líder. A capitã está ali para ser um braço da comissão técnica, para trocar ideias, construir o trabalho junto com a equipe, e ela teve um comportamento exemplar do primeiro dia que chegou ao time até hoje. Isso faz parte do amadurecimento dela, da fase espetacular que ela está, da felicidade que está passando, e faz com que ela cresça e a equipe colha muitos frutos com a capacidade dela”.

Presente na primeira medalha olímpica que Fabiana ganhou, em 2008 (Pequim), e mais experiente jogadora do time, Carol Albuquerque viu a companheira crescer e declara abertamente o respeito que tem pela capitã do time, a quem considera a bola de segurança quando o jogo aperta.

“Eu estou há muito tempo com ela, e a cada ano que passa a Fabiana fica ainda melhor. Dentro e fora de quadra. Seguiu o exemplo da Fofão e virou uma líder única. É sempre positiva, é respeitada por todo mundo, todos a seguem, os times a respeitam demais. Aqui no Mundial, quando chegamos para jantar, o outro time olhou para ela, diferente, com respeito. Ela é também a bola de segurança da gente. Vai muito alto e a bola vai alta também. Mesmo com passe quebrado, é ela a jogada. Assim, ela pontua às vezes bem mais que a ponteiras ou as opostas”, elogiou Carol, que concordou com Talmo sobre o status da jogadora no cenário mundial.

“Eu acho que ela é a melhor do mundo. Pelo conjunto, pelo jogo, pela liderança. Eu não vejo outra fazendo isso como ela faz. Ela é completa demais. E ainda é uma líder, o que faz muita diferença”.

Quem cresceu bastante com a presença de Fabiana no time foi sua parceira de rede Bia. Com as dicas que recebe e o fato de todo jogo poder olhar mais a craque atuando, Bia cresceu bastante no SESI-SP, passando de promessa à realidade recém-convocada para a Seleção Brasileira principal.

“Ela é a melhor meio de rede do Brasil e talvez do mundo. É completa. Tem uma liderança que ajuda muito. Ela me dá muitas dicas, me ajuda bastante e eu tento absorver o máximo de informações que puder dela, sempre”, elogiou Bia.

Mas se tem alguém que pode falar bem de Fabiana é sua parceira de longa data, Dani Lins. Companheiras de time e de seleção há anos, Dani e Fabi formam uma das duplas mais letais do vôlei feminino mundial.  Para Dani, o processo de liderança da amiga foi natural e desde sempre Fabiana chamou a atenção. Sua escolha como capitã da Seleção foi um consenso de todas e para a levantadora será assim até o dia em que ela parar.

“Ela sempre foi aquela que brincava como todos, chamava a atenção mesmo e com o tempo ela foi criando essa liderança positiva sobre todo mundo. Ela não queria ser capitã, mas a gente a escolheu por sua facilidade de falar com a comissão e com as demais atletas. Todo mundo escuta e respeita a Fabiana. Quando somos mais novas,  nem pensamos muito nisso, mas com o tempo essa imagem de liderança foi crescendo e fomos percebendo. A capitã da Seleção era a Fofão, passou por mim – acho que não gostaram (risos) – e a capitã tem que ser escolha de todas. Quando ela virou a capitã, decidimos que seria ela. Porque alguém tem que puxar o time e ela faz isso”, completou Dani, que também não hesitou em colocar a amiga no topo do vôlei.

“Ela e a Thaísa (Osasco) formam a melhor dupla de centrais que um time ou seleção pode ter. Elas se destacam demais. A Fabi é minha bola de segurança, sim. É ‘toca na Fabi que ela resolve’”.




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