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Tuesday 26 May 2020
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Conheça um pouco mais sobre o novo técnico da Seleção Brasileira Masculina de Vôlei

Crédito: Marlon Falcão/Inovafoto/CBV

 

A Seleção Brasileira Masculina de Vôlei terá um novo comandante no próximo ciclo olímpico. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, nesta quarta-feira (11/01), o gaúcho Renan Dal Zotto, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, como treinador da Seleção até os Jogos de Tóquio, no Japão, em 2020. O vice-campeão olímpico substituirá o técnico Bernardinho, que deixará o comando do grupo brasileiro depois de 15 vitoriosos anos.

 

O novo treinador da seleção masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, comentou sobre a emoção de assumir o grupo brasileiro. “É um motivo de muito orgulho estar aqui hoje pela confiança depositada pelo presidente Toroca e pela CBV no meu nome. Estou há mais de 40 anos no vôlei e algumas vezes fui convocado pela CBV. Durante 13 anos como atleta vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Depois, em 2001, para ajudar na transição do Bernardo do feminino para o masculino e nos dois últimos anos trabalhei como diretor de seleções e tive a oportunidade de conviver com dois dos maiores treinadores do mundo, o Bernardo e o Zé Roberto. Isso sempre me entusiasmou muito”, disse Renan, que também falou da importância do treinador Bernardinho para o voleibol.

 

“Antes de pensar em aceitar o convite conversei com ele, que, além de ser um profissional de excelência máxima, é um amigo. Eu precisava da colaboração, do apoio e do parecer dele. E desde lá tento convencê-lo a continuar. O voleibol vem em um caminho muito bacana nas últimas décadas e não existe uma mudança de rota. Vamos tentar dar prosseguimento com grandes profissionais trabalhando e com uma grande estrutura por trás”, explicou Renan.

 

O diretor de voleibol de quadra da CBV, Radamés Lattari, explicou a escolha pelo nome do vice-campeão olímpico Renan Dal Zotto. “O presidente Toroca queria um nome para dar continuidade ao trabalho do Bernardinho. Além disso, tinha que ser uma pessoa querida e respeitada pelo mundo do voleibol. Essa pessoa é o Renan. Ele conversou com o Bernardo e recebeu todo o apoio dele”, explicou Radamés.

 

Radamés Lattari também comentou sobre a decisão do treinador Bernardinho de não continuar no comando da seleção brasileira. “Infelizmente as certezas que estávamos aguardando só passaram a acontecer de ontem à noite para hoje. O Toroca convidou antes mesmo dos Jogos tanto Zé Roberto quanto Bernardinho para continuar. Zé confirmou. Bernardinho pediu um tempo maior. Ele tinha uma enorme dificuldade de definir sua situação até que entre Natal e Ano Novo começou a decidir. Até que ele anunciou que não continuaria. Não existe uma trajetória no esporte tão vitoriosa quanto a do Bernardo”, disse Radamés Lattari.

 

Perfil – Renan Dal Zotto

Renan Dal Zotto nasceu em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, em 19 de julho de 1960. Esteve nas seleções do Brasil dos 16 aos 29 anos. Neste tempo representou o Brasil em três edições de Jogos Olímpicos, três Mundiais, três Pan-Americanos e dois Mundialitos. Criador do saque Viagem ao fundo do mar, foi um dos principais responsáveis pela popularização do voleibol no país, sendo um dos grandes nomes da chamada Geração de Prata, que foi vice-campeã dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.

 

Na volta da Itália, em 1993, encerrou sua carreira como atleta e deu início a um novo momento, se tornando treinador do Palmeiras/Parmalat, por onde foi vice-campeão da Superliga masculina e do Campeonato Paulista. Depois de passagens pelo Frigorifico Chapecó, de Santa Catarina e Olympikus, do Rio de Janeiro, como técnico, e Unisul, novamente de Santa Catarina, como gerente, assumiu o comando do vitorioso time da Cimed, de Florianópolis (SC), com o qual foi quatro vezes campeão da Superliga e revelou nomes como Lucão e Bruninho. A última experiência como técnico foi pelo Sisley di Treviso, em 2008, quando foi campeão da Supercopa.

 

Sua relação com a CBV teve um início mais próximo em 2013, quando aceitou o convite para integrar o Comitê Gestor da Superliga. Em 2004, assumiu o cargo de Diretor de Marketing, onde ficou até 2015, quando passou a ser o Diretor de Seleções da CBV. Saiu desta função logo após a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.




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TallesTAY COSTAitalomanuverdade Recent comment authors
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Talles
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Talles

Foi melhor assim de a escolha pelo novo técnico não ter sido Marcelo Mendez, sem dúvida o melhor técnico em terras brasileiras junto de Bernardo, atualmente. Seria o ideal Marcelo comandar a ” família Bernardinho” depois da saída do então memorável Bernardo Rezende, porém a falta de ousadia, amadorismo, e apadrinhamento imperam por aqui, ou melhor dizendo, na CBV. Digo que foi melhor, porque bobo quem não vê os resultados obtidos há alguns anos por Marcelo Mendez à frente do melhor time do mundo, melhor time do mundo esse que o próprio Marcelo criou, construiu! Assim, Marcelo Mendez não divide… Ler mais »

TAY COSTA
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TAY COSTA

Todos sabem do desejo que o Mendez queria dirigir a seleção brasileira. Por favor galera, o Renan está de testa de ferro. Berna vai continuar comandando a seleção. Não sejamos ingênuos. Respeito o Bernando DEMAIS. Agradeço a sua contribuição a seleção como jogador e treinador ( seleções feminina e masculina).
O Mendez merecia demais ser técnico.
Agora, qual o problema de ter um técnico estrangeiro na seleção?????

manu
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manu

com todo respeito e admiraçao pelo marcelo mendes, mas olha o elenco do time que ele dirige….dispensa comentarios, e outra com tantos tecnicos bons que temos, por que buscar um estrangeiro?
boa sorte ao renan, estou com ele..

italo
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italo

Marcelo Mendez levantou o Cruzeiro do nada, ta falando bobeira, o Cruzeiro começou com jogadores refugos e jovens promessas, se é o que é hoje é graças ao Marcelo.

L.MESQUITA
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L.MESQUITA

Acho que seria saudável trocar o comando da seleção feminina,assim como aconteceu na masculina,creio que as protegidas do Zé vão continuar,enquanto ouras jogadoras não terão as devidas oportunidades.ANA TIEMI teve várias chances,JÁ MACRIS e CLAUDINHA não tiveram as mesmas.A central ROBERTA e a ponteira THAÍS MARIELY são alguns outros exemplos.Porém não aceito um ARGENTINO dirigindo a seleção de vôlei.Assim como não aceitaria o MARADONA dirigindo a seleção de futebol.Não dá pra imaginar um ARGENTINO no cargo de COMANDO da seleção que é BRASILEIRA.Uma coisa é ter LEAL,cubano naturalizado BRASILEIRO,no papel de COMANDADO,que eu super-aprovo como reforço importantíssimo para a seleção… Ler mais »

TITANIC 100 ANOS
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TITANIC 100 ANOS

POIS PRA MIM MARCELO MENDEZ DEVERIA SER O TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA. ISSO É XENOFOBIA E RACISMO PELO FATO DELE SER ARGENTINO. ALGUNS SE CONFORMAM COM MUITO POUCO PELO FATO DO RENAN TER GANHO UMA SUPERLIGA JUNTO COM O FILHINHO DO PAPAI EM MIL NOVECENTOS E CARNE ASSADA E ÍSSO É O ÁPICE PRA SER TÉCNICO DA SELEÇAO? APOSTO COMO SE BERNARDO ACEITASSE SER O TECNICO DO IRA E FOSSE DESRESPEITADO POR LÁ MUITA GENTE IA DIZER QUE ERA PRECONCEITO PELO FATO DELE SER BRASILEIRO….E O Q ESTAO FAZENDO CONTRA O MARCELO MENDEZ? É O QUE? É COMO DIZ AQUELE… Ler mais »

Jess
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Jess

Concordo que o Marcelo deveria ter uma chance, mas vamos esperar e ver o trabalho do Renan, pra depois cornetar

PS: Nao precisa gritar colega, fique calmo(a)

Rodolpho Francis
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Rodolpho Francis

É que é revoltante ler alguns comentários aqui e em outros blogs dizendo que a Seleção não deve se apequenar… Acordem, estamos no século XXI e nunca precisamos de estrangeiros trabalhando na Seleção porque tínhamos o Bernardo. O Técnico mais fantástico do mundo. Com a sua aposentadoria surgem o nome de varios tecnicos “bons”, mas o Marcelo Mendez mostrou que é acima da média.

Jess
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Jess

Vdd..

verdade
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verdade

Brasil é controlado por xenófobos em todos os níveis, seja nas confederações, seja nas empresas, seja no governo.

Willian Lopes
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Willian Lopes

Por meritorecimento deveria ser Marcelo Mendez. O cara está ganhando tudo no mundo do vôlei. Renan foi ótimo jogador mas está fora das quadras a 8 anos. O mundo está globalizado e não tem essa de ignorar o cara só porque é estrangeiro, não vamos brincar de Trump por aqui. Xenofobia não.

L.MESQUITA
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L.MESQUITA

Por favor,me poupe!O BRASIL é o atual CAMPEÃO OLÍMPICO,definitivamente não precisamos de um ARGENTINO no COMANDO DA SELEÇÃO BRASILEIRA.Isso não é questão de XENOFOBIA.Mendez está bem no Cruzeiro?Que fique por lá!Mas não precisamos de um ARGENTINO no comando da seleção BRASILEIRA!!!Alem do mais,que FALTA DE RESPEITO com o RENAN,pesquise o currículo do cara antesde dizer besteiras !!!

Rodolpho Francis
Visitante
Rodolpho Francis

Isso parece Xenofobia mesmo. Renan é um otimo tecnico, mas o Marcelo Mendez merecia essa chance. Outro que nao deve representar a seleção brasileira é o Leal. Infelizmente.

Willian Lopes
Visitante
Willian Lopes

Obrigado Bernadinho por tudo. Agora por mérito e merecimento deveria ser Marcelo Mendez. Ele está ganhando tudo aqui no Brasil. Renan foi um ótimo jogador e já venceu a Superliga algumas vezes, mas está fora das quadras a 8 anos, isto pesa. Não podemos ser xenofóbicos. na seleção não deve ser sempre os melhores (jogadores e técnico) então neste raciocínio deveria ser Marcelo.

Pereira
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Pereira

Parabens ao Bernardo e a CBV pela decisão. Tinha uns torcedores vira-latinhas pedindo um técnico argentino no comando, mas prevaleceu o bom senso. Mesmo depois de ganharmos uma olimpiada com comissao tecnica e jogadores 100% brasileiros, infelizmente alguns brasileiros tem esse complexo de inferioridade e ficam pedindo arrego pra gringo.

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