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Monday 21 September 2020
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Dani Lins e seu choro de alegria, confiança e alívio pelo fim de uma longa espera‏

Foto: Divulgação

Quando Fabiana bloqueou o ataque de Catherina na segunda semifinal contra o Osasco, uma jogadora em especial vibrou demais com a vitória e a inédita classificação para a final da Superliga, neste domingo, às 10h, contra a Unilever, no Rio de Janeiro. Dani Lins estava no banco e não escondeu de ninguém sua emoção ao receber o troféu Viva Vôlei de melhor jogadora da partida, enquanto enxugava as lágrimas do rosto. Lágrimas de alívio, de saber que uma longa espera havia chegado ao fim. Acostumada a decidir campeonatos, a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres não aguentava mais ver o SESI-SP assistir as decisões pela TV. Lágrimas também pelas companheiras, que souberam virar um jogo quase perdido e evitaram que Dani carregasse consigo uma suposta culpa pela derrota. Por fim, a levantadora chorou também por estar escrevendo um novo capítulo na história do vôlei feminino brasileiro através de um projeto no qual acreditou desde o início, em 2011: depois de quase uma década, uma nova decisão da Superliga estava marcada.

“Eu estou há três temporadas buscando essa final. Joguei cinco anos no Rio e no Osasco também. Lá eu consegui, mas não tinha chegado na final pelo SESI-SP. Eu abracei o projeto no início. Acreditei nele e sabia que dava para chegar. No primeiro ano a gente não conseguiu se classificar. No segundo também. Eu falava para as companheiras ‘gente, temos que disputar a final. Isso é importante para o time, para todo mundo’, então eu lembrei disso e chorei. Chorei por ter conseguido. Chorei também de alívio. Se a gente tivesse perdido aquele jogo, eu não ia me perdoar. Estava 10 a 8 para a gente e eu fiz duas jogadas erradas. Ficou empatado em 10 a 10. Aí a gente virou. Depois elas viraram. Ficou 14 x 11, e eu estava fora. Eu não ia me perdoar. Vi elas crescerem e eu não ia aguentar aquela derrota. Sabia que um terceiro jogo lá seria muito mais difícil. Aí vencemos e não segurei. Foi um choro do alívio de não ter esse peso também”.

Para quem tem uma medalha de ouro olímpica enfeitando a sala de casa, ficar um ano fora de uma final é tempo demais. Para Dani, três anos foi uma eternidade. Campeã por onde passou, ela confessa que não aguentava mais esperar. Ressalta que para o projeto novo pode ter sido rápido, mas para o seu lado pessoal, não tinha mais como ficar um ano fora.

“Para mim demorou muito. Eu já achava que no primeiro ou no segundo ano a gente já podia ter pego uma final de campeonato. Paulista, talvez. Para o projeto do SESI-SP, que é novo, até que foi rápido”, disse a levantadora da Seleção Brasileira, que lembrou cada etapa da temporada até chegar à decisão de domingo.

“No primeiro turno eu achava que estava bem difícil. Mas aí fizemos a final do Paulista. Não jogamos bem, mas tínhamos chegado, pelo menos.  Aí fomos para a Copa Brasil, onde eliminamos a Unilever, um timaço, e isso foi me dando mais ânimo. Na final, perdemos, mas jogamos bem melhor. Ganhamos o Sul-Americano, foi histórico e inesquecível. Agora chegamos aqui. Esse ano tem que ser nosso. Não estou satisfeita só com a final. Agora quero ganhar esse título!”.

Na arquibancada do Maracanazinho, Dani sabe que contará com a torcida da família, amigos e de Sidão, central do time masculino, vice-campeão da Superliga 2013/2014. E a presença do noivo dará para a camisa 4 mais um motivo para jogar tudo no domingo e conquistar a taça. 

 

“Ele prometeu que se a gente ganhar, ele vai me levantar e rodar a quadra inteira comigo. Quero ganhar só pra isso!!!”, completou Dani, cinco vezes campeã da Superliga (04/05, pelo Osasco, 06/07; 07/08; 08/09; 10/11, pelo Rio de Janeiro), em busca de sua sexta conquista. 




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