Search
Friday 6 December 2019
  • :
  • :

De olho no Mundial, Bia relembra conquista especial: “Certamente foram momentos de muita emoção e felicidade”

Crédito: Luiz Pires/Fotojump

 

Depois de voltar ao calendário em 2010, o Mundial de Clubes teve sequência em 2011 e foi disputado novamente em Doha, no Qatar, no mês de outubro. Vice-campeão no ano anterior, o Vôlei Nestlé, na época Sollys/Nestlé, representou o Brasil pela segunda vez, porém, desta vez com alguns desfalques, já que a competição foi realizada no mesmo período dos Jogos Pan-Americanos. Thaisa, Jaqueline, Tandara e Fabíola não puderam participar do torneio. Sem elas, o técnico Luizomar apostou em jovens como Ivna, Samara e Bia, com suporte das experientes Karine, Jú Costa, Camila Brait e Adenízia. Mesmo com grupo incompleto, a equipe de Osasco fez boas partidas e conquistou a medalha de bronze.

 

Com 19 anos, a central Bia, nascida em Sorocaba, foi a escolhida para substituir Thaisa e viveu sua primeira experiência em um Mundial Adulto. “Sempre me destaquei na base e aquele Mundial foi importante. Joguei bem e considero que foi o momento inicial da minha carreira no adulto. Quando cheguei ao Sollys/Nestlé o Luizomar havia me dito que começaria a temporada jogando o Paulista e o Mundial porque algumas jogadoras estariam defendendo a seleção brasileira. Eu tinha de 19 anos na época e a experiência de disputar o Mundial foi incrível. Era uma equipe jovem e jogamos sem expectativa e muito bem. Estávamos desacreditadas e fomos para dar nosso melhor e conquistamos um resultado que poucos esperavam. Lembro que a Adenízia não ficou na seleção e se juntou ao time, sendo eleita a melhor bloqueadora do torneio”, comenta a jogadora.

 

Bia e suas companheiras estrearam com vitória por 3 sets a 1 diante do Chang Bangkok. Em seguida, um jogo equilibrado e decidido nos detalhes, em cinco parciais, contra o campeão daquela edição. “Na segunda rodada da fase de grupos enfrentamos o Rabita Baku (Azerbaijão), que seria o campeão, e perdemos por 3 a 2. Era uma equipe forte e que tinha a Natasa Osmokrovic, que foi eleita a melhor jogadora da competição. Trouxe uma bagagem enorme por ter atuado contra as melhores centrais, aquelas atletas que só via nas Olimpíadas e pela TV. Ficamos bem felizes porque nosso desejo era de voltar com uma medalha e o objetivo foi conquistado. Lembro que comemoramos bastante e que várias meninas choraram. Certamente foram momentos de muita emoção e felicidade”, afirma a central. Na semifinal, o time de Osasco foi superado pelo VakifBank, da Turquia, em sets diretos. Na disputa pelo terceiro lugar, uma vitória por 3 a 0 sobre o Mirador, da República Dominicana

 

Após o título da Superliga 2011/12, Bia deixou o Sollys/Nestlé e foi jogar pelo Sesi-SP, onde ficou por quatro temporadas. No clube de São Paulo a jogadora foi campeã Sul-Americana em 2014 e ganhou seu segundo bronze do Mundial na edição do mesmo ano. O Sollys/Nestlé conquistou o terceiro lugar em 2011 com as levantadoras Karine e Ana Maria, as ponteiras Jú Costa, Samara e Silvana, as centrais Adenízia, Bia e Larissa, as opostos Helô e Ivna, e as líberos Camila Brait e Léia.




Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Auto Notificar:
Translate »