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Thursday 29 October 2020
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De volta, Serginho diz ter pedido para não ir para a Austrália na Liga Mundial

Aos 39 anos, Serginho diz que não consegue parar de jogar: "Amo esse esporte" (Foto: Divulgação/CBV)

Aos 39 anos, Serginho quer evitar o desgaste de uma viagem longa (Foto: Divulgação/CBV)

Quase três anos se passaram desde a última vez em que Serginho pisou no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema (RJ). Nesta semana, o líbero campeão olímpico voltou ao local de treinamento das seleções brasileiras satisfeito com o novo momento na carreira. Aos 39 anos, ele se diverte dizendo que só fez uma exigência antes do retorno: não participar da rodada contra a Austrália fora de casa na Liga Mundial, em 27 e 28 de junho.

“O Bernardinho me ligou e eu falei que, se não estivesse bem e disposto, não aceitaria. Sempre disse que, se a seleção precisasse de mim, eu estaria à disposição, mas que esperava que não fosse preciso. Quando ele me ligou, aceitei de cara, mas pedi para não ir para a viagem da Austrália porque é muito longe”, comentou o jogador.

Apesar de toda a moral que conquistou ao longo da carreira, o jogador diz que a rotina na seleção não difere muito de quando era novato.

“O trabalho é praticamente o mesmo. Hoje, eu não preciso dar mais cinquenta peixinhos no treino da manhã como antes e, na academia, não preciso mais abaixar para pegar peso, mas a preparação é igual. Até porque, se não for, vai fazer falta dentro de quadra. Estou me sentindo muito bem, terminei a Superliga sem dor alguma, e espero contribuir da melhor maneira possível aqui na seleção”, contou.

O técnico Rubinho, que comanda a seleção brasileira enquanto Bernardinho está no Mundial de Clubes com o Rexona-AdeS , reforça o discurso do jogador e destaca a importância de sua presença com o grupo verde e amarelo.

“Por ser início de preparação, as rotinas são progressivas e ele está fazendo basicamente o trabalho de todos. Conforme essa intensidade for aumentando, obviamente vamos ter um controle maior sobre a carga de treinamento para que ele possa corresponder dentro do que precisamos. O Serginho só tem a ajudar tanto na liderança, como no ensinamento aos novos jogadores e, claro, na parte técnica. Em vários aspectos, ele se torna muito positivo para a equipe”, elogiou.

Ao lado de novos nomes do voleibol brasileiro, Serginho parece mais um deles. Se dedica acima de tudo, mas também brinca e se diverte em quase todos os momentos. A experiência é algo que vem sendo bem aproveitada por todos que estão em volta do líbero.

“Estou muito feliz por estar aqui, treinando bem e vendo que a molecada me respeita. Os mais novos têm que levar o voleibol muito a sério, principalmente quando se representa um país que é uma potência. Para crescer, precisa treinar e sei que tenho que ser exemplo, me dedicar e cobrar deles. O estímulo de alguém que já viveu tanta coisa dentro do esporte é bom para a garotada. Sei disso porque quando cheguei na seleção brasileira, tinham uns monstros como Maurício, Giovane e Nalbert e esses caras me cobravam. Agora, um papel que eu tenho que na seleção é fazer o mesmo para que eles evoluam”, afirmou.

Feliz dentro e fora de quadra, na convivência com toda a seleção brasileira, Serginho garante que só tem motivos para comemorar, já que o vôlei continua sendo um de seus maiores prazeres e alegrias.

“Em 92, quando o Brasil foi campeão olímpico pela primeira vez, eu sonhava ser um jogador de vôlei. Hoje, penso em parar de jogar, mas não consigo. Eu amo esse esporte e as pessoas que estão aqui. Sempre foi o vôlei que me deu tudo que tenho. Vejo que pessoas se identificam comigo, muitas me agradeceram por eu ter voltado à seleção, outras tantas torcem por mim, meus amigos pessoais, enfim, ainda não é possível estar longe do voleibol”, destacou.




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