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Friday 27 March 2020
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Destaque do Flamengo, Victoria Mayer lidera renovação da Argentina

 

Foto: Marcelo Cortes/CRF

Por Lívia Delunardo e Júnior Barbosa

Em poucos meses, Victoria Mayer deixou as categorias de base e assumiu a titularidade da seleção argentina. Com muito talento, a atuação da levantadora de apenas 18 anos chamou a atenção no mundo do vôlei e, após a disputa da Copa do Mundo, no Japão, ela aceitou o convite do Flamengo e veio para o Brasil disputar a Superliga Feminina Banco do Brasil.

A armadora foi uma das responsáveis diretas pelo bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima (medalha conquistada em disputa contra o Brasil) e a conquista do Pré-Olímpico Sul-Americano, a presença de Mayer na Olimpíada de Tóquio está praticamente certa. Antes, ela segue com o clube rubro-negro que luta para se manter na elite.

Na última rodada, o Flamengo deixou a zona de rebaixamento ao superar o Curitiba Vôlei. Amanhã (3), o desafio será diante do líder Dentil/Praia Clube e a última rodada, no dia 10, reserva o clássico diante do Fluminense. Para manter-se em décimo e não depender dos resultados do Asa Vôlei/Valinhos, Mayer e cia. precisam de mais um resultado positivo.

Entre treinamentos, viagens e jogos, ainda sobra tempo para os estudos. Mayer faz nutrição e não deixou de lado a carreira acadêmica. Ao Melhor do Vôlei, a levantadora falou sobre o atual momento na carreira. Confira:

O que te motivou a vir jogar no Brasil?
A liga brasileira é uma das mais reconhecidas a nível mundial. Pelo alto nível, tem ajudado muito no meu crescimento profissional.

Como você avalia a atual temporada, tanto no Flamengo quanto na seleção?
Tem sito um ano muito bom. Conseguimos cumprir o principal objetivo do ciclo, que era a classificação para Tóquio. No Flamengo, os resultados não foram os melhores, mas estamos trabalhando muito a cada dia e dando o nosso melhor.

Você é considerada uma grande promessa para o voleibol argentino. Como lida com esse status?
Considero importante, mas o meu foco é trabalhar diariamente e aproveitar o que faço.

A segunda classificação da Argentina para uma olimpíada foi com você titular. Qual é o sentimento da conquista?
Tudo foi um sonho. Sabíamos que seria um torneio muito difícil, tivemos várias dificuldades, mas o resultado veio com a união de todas. Foram meses intensos.

O voleibol argentino passa por uma grande crise e os atletas se juntaram para cobrar direitos e maior profissionalismo por parte da federação local. Como você avalia esse movimento?
Acredito que este é um bom momento para que, principalmente o voleibol feminino, dê um salto de qualidade. E o primeiro passo é a profissionalização. Precisamos do apoio de todos para seguir na luta.

Mesmo em competição, você segue os estudos e está buscando uma formação acadêmica. Como consegue lidar com tantas responsabilidades ao mesmo tempo?
No ano passado, comecei a faculdade de nutrição. Faço licenciatura à distância e não é fácil conciliar tudo. É preciso ter muita disciplina com o tempo. Escolhi esta área por ser diretamente ligada ao esporte. Para o meu futuro, também considero importante ter uma formação universitária.

 




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