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Sunday 24 January 2021
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Destaque na Espanha, Fernanda Gritzbach fala sobre carreira e vida na Europa

Por Júnior Barbosa

O final da temporada 2011/2012 marcou o início de mudanças na vida da central Fernanda Griztbach. Além da extinção do Vôlei Futuro, último clube que defendeu no Brasil, a jogadora atravessou o oceano e tornou-se um dos grandes destaques da liga espanhola. Em cinco anos, foram 14 finais disputadas e 10 títulos conquistados, além de ter sido MVP da Super Copa de 2013. Pelos seus feitos, é considerada a melhor bloqueadora em atividade na Espanha.

Há cinco anos defendendo o Ciudad de Logroño, a atleta disputou competições importantes no continente, como a CEV. Pelo torneio Challenger, em 2016, seu time parou nas quartas-de-final diante do Bursa, equipe turca que contava com a oposto Joycinha.

Em uma entrevista exclusiva, Fê Gritz, como é conhecida pela torcida brasileira, fala sobre sua carreira e os desafios para se adaptar a um novo estilo de jogo e a superar a distância da família e dos amigos. Confira!

MDV: Em quais clubes da Espanha você atuou?

Cheguei em 2012 para jogar pelo Club Voleibol Murillo que agora se chama Minis de Arluy Ciudad de Logroño. Sigo na mesma equipe até hoje.

MDV: Como é a estrutura que os clubes espanhóis proporcionam para as atletas?

Considero uma boa estrutura. O voleibol aqui é um esporte sem tanto destaque como no Brasil, mas temos o suficiente para jogar bem e em boas condições.

MDV: Há muita diferença entre os estilos de jogar do Brasil e da Espanha?

Sim. As competições não são tão fortes quanto no Brasil, mas têm seu charme. Jogamos rápido e damos muita importância ao sistema defensivo.

MDV:  Como é o ritmo dos treinos?

Os treinos acontecem na parte da tarde todos os dias, duram em torno de duas horas e costumam variar entre bola e físico. Dependendo, treinamos só o físico ou só com a bola. Durante a semana, ainda temos atividades três vezes na parte da manhã.

MDV:  O que te fez aceitar convite para jogar na Europa?

Senti a necessidade de viver novas experiências, além de aprender outro idioma e de conhecer novas culturas, pessoas e países. Tudo isso consegui e fazendo o que gosto, que é jogar vôlei. Não poderia deixar a oportunidade passar.

MDV: Sente muita falta dos amigos e familiares?

Eu amo jogar na Espanha e estou realmente feliz aqui. A única parte que me dói é estar longe da minha família. Sinto muitas saudades deles, de irem torcer por mim ou de passarmos os domingos juntos. É muito difícil. O que ajuda é que tenho amigas até em outros clubes. Somos adversárias apenas dentro de quadra.

MDV: No seu clube, há jogadoras brasileiras também? Você tem contato com outros jogadores e jogadoras que atuam na liga espanhola?

Sim! Já passaram muitas brasileiras aqui, não só no meu clube como em outros. Há momentos em que me sinto no Brasil com a quantidade de atletas que jogam aqui.

MDV: Você acompanha a Superliga do Brasil? Pensa em voltar?

Acompanho alguns jogos, mas a final sempre assisto, mesmo se for reprise. Sinto saudades de jogar no meu país e em alguns momentos penso em voltar.

MDV: Se sente mais valorizada na Europa?

Muito, principalmente no meu clube. Eles me respeitam como jogadora e como pessoa. Em geral, me sinto muito querida e valorizada. Por isso, sou muito grata a todos.

MDV: Já recebeu proposta recente de clube no Brasil?

Desde que deixei Brasil, nunca recebi proposta para voltar.

MDV: Pensa em atuar em outro país?

Já tive a oportunidade de ir para outros clubes da Europa, mas não senti a necessidade de sair. Sou apaixonada pela Espanha.

 

Principais conquistas na Espanha:

Super Copa – tricampeã (2013-2015) e MVP em 2013
Copa de La Reina – tricampeã (2013-2015)
Superliga – tetracampeã (2013-2017)

 

Fotos: Arquivo pessoal

 

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