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Monday 21 September 2020
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Editorial: O Melhor do Vôlei também está na luta pelo fim da violência contra as mulheres

Nesta campanha, o MDV homenageia a jogadora holandesa Ingrid Visse, brutalmente assassinada em 2013.

Basta! Não podemos mais aceitar que o gênero de uma pessoa seja a porta de entrada para qualquer tipo de violência. De acordo com pesquisa do Datafolha, somente em 2016, uma em cada três mulheres sofreu alguma forma de violência, ou seja, 503 brasileiras são violentadas a cada 60 minutos. Por este e tantos outros motivos, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha mundial dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres de 2017.

O lema da campanha deste ano é “Não deixar ninguém para trás: acabar com a violência contra as mulheres e meninas”. No Brasil, a abertura aconteceu no dia 20 de novembro também como forma de alerta. Durante o Dia da Consciência Negra, a ONU lembrou que os números da violência são ainda mais alarmantes entre mulheres negras.  Confira alguns dados:

– 60% das vítimas de mortalidade materna no Brasil são mulheres negras;

– Em 2014, apenas 27% das mulheres negras conseguiam ter o parto acompanhado;

– As afro-brasileiras têm salário de apenas 40% se comparadas aos dos homens brancos;

– 64% da população rural feminina é de negras. No campo, a média do salário de um homem branco é de R$ 1,2 mil, enquanto a das mulheres negras é de R$ 359;

– A taxa homicídio de mulheres negras cresceu 54% na última década.

Poderíamos aumentar ainda mais esta lista (para a nossa tristeza). Somos um veículo de comunicação que divulga o vôlei e que luta diariamente pela valorização do esporte. Porém, acima de tudo, defendemos que as jogadoras, sejam elas do menor ao maior clube, da seleção ou ainda iniciantes, não sejam violentadas.

Em busca de um sonho, muitas deixam as suas casas jovens em busca da profissionalização. Sabemos o quanto essa decisão faz inúmeras famílias perderem noites de sono sem saber se elas voltarão seguras dos seguidos treinos, viagens e jogos. O mesmo podemos falar do dia a dia de todas as mulheres da nossa sociedade. É urgente que isto acabe. Chega de violência!

Homenagem

Nesta campanha, o Melhor do Vôlei escolheu homenagear a jogadora holandesa Ingrid Visser, assassinada aos 36 anos, em 2013. Depois de cobrar salários atrasados do clube espanhol CAV Murcia, ela e o namorado foram atraídos por um dos dirigentes da equipe a uma residência. Lá, eles acabaram brutalmente torturados por dois cúmplices do empresário. Depois de buscas e investigações da polícia, os corpos foram encontrados e, na divulgação dos laudos das mortes, foi comprovado que a atleta estava grávida.

O julgamento só veio a acontecer no ano passado. A promotoria espanhola defendia uma pena de 50 anos de prisão, mas os três envolvidos foram condenados a apenas 17 anos de reclusão.

Visser defendeu a seleção do seu país em 514 jogos e também jogou no Brasil pelo Minas Tênis Clube entre 1997 e 1999.

A nossa luta é pela Visser. É por você. É por todas.

Não nos calaremos. Não se cale. Denuncie. Apoie esta causa.

Equipe Melhor do Vôlei

 

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Carlos Gustavo

Quero deixar uma mensagem não só para Ingrid Visser mais para todos que perderam seus familiares em especial minha mãe, matéria e temporária mas o espírito se torna eterno pelo que de bom contribuí aqui na terra, o bem e compartilhado com o bem Deus,mas o mal pertence a obra do maligno.

Alysson

Apagaram meu comentário porque falei que a torcida osasquense também agride as mulheres quando as xinga de burras em todas as partidas.

Nota-se que a moderação desse antro é parcial e antiética.

A julgar pela matéria da derrota contra as mineiras, não me surpreende a situação.

Tem algum inepto apertando botões nesse site. Será que com a conivência dos donos?

Fica a questão. Lamentável.

Alguém do site pode explicar?

Alysson

Os osasquenses – e outras torcidas também, quiçá a mineira – também cometem agressões a mulheres: chamam as adversárias de burras por diversas vezes, em toda e qualquer partida. Pergunto: qual torcida chama um jogador da Superliga masculina de burro quando o mesmo erra o saque? Nunca ouvi. Conheço tal atitude desde que me entendo por gente e comecei a acompanhar vôlei na adolescência. É inexplicável e é o maior motivo de eu sentir repúdio pela torcida de Odasco e, por tabela, do seu time de jogadoras sempre abóbadas e coniventes com a “fanática” torcida. Lembrando que volei não é… Ler mais »

manu volei

visser…..admirável, linda, merece todo nosso respeito !

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