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Saturday 26 September 2020
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Em busca do bi, Sesi-SP está pronto para a final contra o Sada Cruzeiro

Foto: Divulgação

Sandro, Sidão, Lucão, Murilo, Serginho, Lucarelli, Renan, Rogério, Thiaguinho, Ary, Aracajú, Tiago Mão, Lucianinho e Manius. Esses são os guerreiros convocados por Marcos Pacheco que lutarão até o último ponto pelo bicampeonato da Superliga.

Neste domingo, o time masculino de vôlei do SESI-SP enfrentará seu grande desafio na temporada. A partir das 10h, toda a força da equipe será posta à prova contra o Sada Cruzeiro na decisão da Superliga 2013-2014, no lotado ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, com transmissão da Globo e do Sportv.

Não tem mais treino, não tem mais vídeos, aulas, reuniões…  Para os atletas do SESI-SP, tudo o que poderia ter sido feito foi feito e agora é entrar na quadra e dar o máximo para conseguir a taça. Entre jogadores experientes e calejados em finais, como também os que decidem a Superliga pela primeira vez, todos os atletas estão com um só pensamento: vitória. Sabem da enorme dificuldade que é enfrentar o time campeão do mundo em seus domínios, mas estão plenamente cientes de sua capacidade e do que o time pode fazer.

Tricampeão da Superliga, Lucão venceu o Cruzeiro na última temporada e terá a missão de ser a locomotiva da equipe para a decisão. O meio de rede está tranquilo e confia no time, experiente e com jogadores acostumados à finais. Para ele, agora é a hora de curtir a partida, pois foi para isso que todos lutaram demais durante todo o ano.

“Nós estamos tranquilos. É um jogo diferente, final em uma só partida e sabemos da responsabilidade, mas eu acredito muito nos meus colegas de trabalho. É uma galera acostumada a decidir e isso deixa o time mais tranquilo. Amanhã é diversão. É o último jogo, aquele para o qual a gente lutou tanto para chegar e agora vamos dar o máximo para vencer e curtir lá dentro de quadra”.

Companheiro de rede, Sidão ainda lembra da semifinal da temporada passada, onde o SESI-SP foi eliminado pelo Cruzeiro e o camisa 9 jogou no sacrifício, mas acabou saindo de quadra carregado pelos companheiros e chorando de dor física e mental. Porém, agora a cabeça está diferente, nenhum problema físico para artomentar e a confiança é total.

“Lembro demais daquele jogo. Eu vivo disso aqui, do vôlei. É minha vida. Desde que comecei a ser um atleta profissional, eu sempre dei meu máximo, sempre lutei até o fim. No ano passado, eu fiquei muito triste por não conseguir fazer o meu papel. Tava com muita dor, sabia que teria que fazer uma cirurgia, mas tinha que jogar. Fiz uma infiltração e uma recuperação rápida para ajudar o time, mas não consegui. Fiquei mal por mim e pelos companheiros, pois não foi fácil perder daquela forma. Mas agora é tudo diferente. É chegar aqui e botar na quadra tudo o que treinamos e jogamos o ano todo, com foco na vitória e a nossa força de vontade vai fazer a diferença”.

Continuando no meio, quem estava no Cruzeiro no ano passado e agora o terá pela frente como rival é Rogério. Vice na última temporada, Rogério já disputou três decisões no Mineirinho e afirma que o lugar é diferente para o jogador.  Para o camisa 14, a cabeça de cada um definirá o jogo deste domingo. 

“Tudo o que tinha para ser feito já foi feito. A expectativa agora é muito grande e vai ser um jogo muito difícil. Nessas horas, o que vale é o dia do jogador. Tem que estar muito bem psicologicamente e fisicamente. Quem estiver com a cabeça melhor, terá vantagem. E aqui no Mineirinho, a torcida estará maior para eles, mas a pressão também será maior para eles. Nossa torcida estará menor e teremos nossa responsabilidade, mas a deles será maior. Joguei três finais aqui e posso te garantir: é diferente. Mexe muito com o jogador”. 

Se por um lado temos jogadores experientes, por outro temos aqueles que estão experimentando a sensação de decidir uma Superliga pela primeira vez. O levantador Thiaguinho e o ponta Tiago Mão confessam que está sendo difícil dormir, tamanha a ansiedade para a partida. E já se imaginaram fazendo o ponto do título no domingo. Medo? Que nada! Por eles, o jogo seria hoje, já.  

“Estou bem ansioso. Todo mundo sabe que é muto dificil chegar e estou muito feliz com essa oportunidade. Com certeza eu imagino e penso na partida, em como será. Eu deito para dormir e passa o jogo dos sonhos na minha cabeça. Eu saindo do banco, fazendo uma jogada diferente que muda a partida e a gente sai com o título. Claro que eu sonho. Mas vamos ver domingo. Eles são campeões do mundo e será um jogo muito difícil”.  

Para Mão, que estava na semifinal do ano passado e quase salvou o terceiro set, quando entrou como oposto no lugar de Lorena e esticou ao máximo a derrota com viradas incríveis, aquela partida foi um ponto de partida numa nova fase da carreira.  

“Aquele jogo me deu confiança para continuar jogando e saber que poderia fazer mais e ir mais longe. Ficou, sim, um gostinho de quero mais, de que poderíamos ter chegando na final. Mas agora é outra história, uma fase diferente, e estamos aqui. Vou estar no banco, pensando e olhando o jogo o tempo todo, mas motivado para entrar e dar o máximo. É minha primeira final na Superliga e também minha primeira partida no Mineirinho. É motivador. Tomara que seja 3×0 e eu não precise entrar ou fazer nada, mas se precisar, estarei pronto para entrar, sacar, bloquear e ajudar o time a sair com o título.  

Na temporada, SESI-SP e Sada Cruzeiro se enfrentaram três vezes. Na primeira partida, pelo turno, na Vila Leopoldina, vitória do Cruzeiro por 3×0. As equipes se reencontraram na final da Copa Brasil, com nova vitória mineira, por 3×2. No último jogo, pelo returno da Superliga, o SESI-SP venceu por 3×2, em Contagem, a casa do Sada. Agora é a hora da última decisão. 




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