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Saturday 26 September 2020
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Em grande fase na Turquia, Lipe fala com exclusividade ao MDV: “Por enquanto não volto, estou feliz aqui fora”

Foto: Divulgação/CEV

Após um ano espetacular defendendo o Zaksa da Polônia, o ponta Lipe Fonteles parece ter desembarcado no paraíso que todo atleta de vôlei deseja: equipe grande, campeonato forte, torcida apaixonada e claro, salários em dia.

No Fenerbahce, Lipe tem vivido uma das melhores fase da sua carreira, comemorando não só vitórias, mas também títulos, como o da Challenge Cup, no último final de semana. Com exclusividade ao MDV, o jogador falou se seu momento na Turquia, de seleção e também dos últimos acontecimentos do vôlei brasileiro e avisou, que por enquanto, não pensa em voltar ao vôlei nacional. Confira.

MDV: No último fim de semana, você conquistou junto com o Fenerbahce o título da Challenge Cup. Como foi a festa por aí, já que foi o primeiro título europeu do time e qual a importância desta conquista para você?

Lipe Fonteles: Olha, teve uma repercussão muito forte aqui em Istambul. O Fenerbahçe é o maior clube da Turquia, e eles não medem esforços pra comemorar um título! Na segunda feira, com o estádio de futebol lotado, fomos levados ao gramado com a taça para fazer a volta olímpica, e todos os torcedores cantavam hinos e aplaudiam. Foi fenomenal a experiência, me emocionei muito com o amor que eles tem pelo clube! Pra mim teve a mesma importância que teve pra eles, fiquei muito feliz de fazer parte da história de um clube tão grande!

Após uma temporada excelente na Polônia, você está também muito bem na Turquia. O que você pode falar desta temporada que ainda está em curso? Foi mais difícil a adaptação à Polônia ou a Turquia? Qual Liga é a mais difícil? E qual a diferença entre elas?

Sinceramente foi sim um pouco mais difícil a adaptação à cultura Turca. Eles tem um temperamento difícil, mas quando você aprende, tudo fica mais fácil. A qualidade de vida que estou tendo aqui é em partes superior a que tive ano passado porque a cidade permite. Acho que falando em qualidade técnica, a Polônia tem um campeonato um pouco mais forte, a cultura polonesa com relação ao vôlei é muito forte, e aqui é um pouco como no Brasil, paixão imensurável ao futebol. Acho que a principal diferença que eu percebo é no na parte física ,na Polônia tinha um bloqueio mais pesado, atacantes mais fortes. Aqui só encontramos isso em 4, no máximo 5 times na liga inteira.

Falando de seleção brasileira, qual as suas expectativas para 2014. Como é para você fazer parte da seleção e, em especial, trabalhar com o Bernardinho, um técnico exigente na questão técnica?

Seleção brasileira pra mim só é realidade quando eu for convocado. É sempre uma honra imensa jogar pela seleção, mas tenho plena consciência de que no Brasil a quantidade de jogadores de alto nível técnico é grande. Eu posso dizer que o Brasil está na briga por todos os títulos que disputar, sem dúvida. O que tenho visto aqui fora é que os Russos estão jogando numa pegada muito forte, o campeonato lá com certeza é o mais forte hoje, e a gente vai ter que trabalhar forte nessa temporada pra brigar lá em cima! Mas eu sou mais Brasil, confio demais na nossa força, no nosso jogo. Temos mais variáveis na minha opinião, nosso jogo não é fixado em um estilo! Isso faz diferença.

Além de jogador, você é um cidadão comum como qualquer pessoa. Conte um pouco de como é sua vida na Turquia? Vi outro dia uma foto sua com os outros brasileiros que atuam por aí. Como é esse convívio? Isso ajuda a matar as saudades do Brasil?

Eu sou um cara simples, gosto de sair pra jantar, ir ao cinema. Então aqui fica simples! Restaurantes de qualidade não faltam, a cidade oferece muitos lugares pra passear. E com certeza com amigos brasileiros é mais fácil! De vez enquando nos reunimos todos (Eu, Fe Garay, Thiago Alves, Ana, Ramon e por ai vai, brasileiro tem em todo lugar) na casa do Cristian Baroni pra assar uma carninha, bater um papo! A companhia da galera é fundamental pra uma temporada tranquila.

Para fechar, falando em Brasil, como você vê esse momento de crise institucional no vôlei brasileiro? Como atleta da seleção, você acha que isso pode atrapalhar ou dá para conseguir se manter afastado? Por fim, queremos saber se você tem planos de voltar a atuar aqui na próxima temporada ou não?

Bom, primeiro, sobre o que aconteceu com os clubes que faliram é difícil de falar. O que eu acho uma vergonha é clubes que devem jogadores, continuarem participando da Superliga. E contratando, e devendo mais e assim aumentando a bola de neve. Isso é inadimissivel em qualquer profissão e tem que acabar. Outro é sobre a CBV, um assunto muito delicado, que me revoltou profundamente, mas que não posso expressar uma opinião concreta por não termos ainda nada provado sobre ninguém. Acho que tem que haver sim investigação, e não somente deste contrato! Até porque se houve, e repito, se houve fraude, com certeza não foi a primeira.

Eu procuro me manter afastado, apenas lendo as notícias e procurando me informar com quem sabe mais do assunto, não posso me incomodar com algo que eu não posso mudar.

Com relação aos planos de voltar pro Brasil, por enquanto, não volto, a estrutura por aqui é muito boa . Estou muito feliz aqui fora.

Obrigado e um grande abraço

Lipe Fonteles




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