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Monday 26 October 2020
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Em nota, Riad isenta CBV e reclama do Taubaté: “clube não foi solidário”

Uma semana após o anúncio da rescisão de seu contrato com a Funvic/Taubaté, o central Riad usou sua conta pessoal no Facebook, nesta quarta-feira, para dizer que deverá voltar a treinar em poucos dias e a jogar em até cinco semanas, “sem qualquer sequela”. Na nota, o jogador se queixou do tratamento que lhe foi dispensado pelo Taubaté na recuperação da cirurgia que fez no joelho. “Em nenhum momento o Clube foi solidário ao meu problema de saúde, ou demonstrou preocupação com minha recuperação”, exclamou.

 

 

“Durante o período de convocação da Seleção, com ou sem lesão, as parcelas contratuais devem ser pagas pelo clube. Se existe o inconformismo do clube quanto à forma de convocação dos atletas para a Seleção”, prosseguiu, “ou ainda quanto à obrigação do clube de manter o pagamento dos salários/contratos dos atletas durante o período de convocação, é dever do mesmo negociar isso com a CBV antes do início da temporada, e não durante as competições”, afirmou. “O clube não pode mudar o procedimento e as obrigações de forma unilateral e em apenas um contrato isolado, no caso, o meu.”

 

Riad disputava a Liga Mundial deste ano com a Seleção Brasileira e se preparava para a semana decisiva do torneio, no Rio de Janeiro, quando teve de ser cortado pela comissão técnica em virtude da contusão. “Quanto ao fato da lesão ter ocorrido enquanto jogava pela Seleção, quero destacar que a CBV atuou no meu caso, do mesmo modo que sempre agiu em casos de lesões de outros atletas”, disse o jogador.

 

 

Sem citar nomes, e acusando o clube de “não manter o seguro necessário para custear as despesas médicas” de seu tratamento, o meio de rede disse que o Taubaté “se negou a pagar meu contrato durante o período de recuperação, ao contrário inclusive, do que havia feito recentemente com outros atletas que também se lesionaram durante convocação da Seleção”, o que o teria feito cobrar pagamentos atrasados e pedir dispensa do clube.

 

“Diante deste fato, não pedi simplesmente liberação do clube. Eu e meu empresário, através de nossa advogada, notificamos o Taubaté para que efetuasse o pagamento do meu contrato que estava há vários meses em débito, sob pena de rescisão contratual e pagamento de cláusula penal. Como não houve o pagamento, demos o prazo de 48 horas para o clube enviar a liberação do meu vínculo desportivo, sendo que as condições financeiras da rescisão contratual ainda serão discutidas.”

 

Na matéria veiculada pelo GloboEsporte.com (clique aqui), publicada no último dia 2, o supervisor técnico da Funvic/Taubaté, Ricardo Navajas, afirmou que o clube propôs a prorrogação do contrato do jogador para até a temporada 2016/17, mas a proposta foi rejeitada pelo meio de rede. Na nota desta quarta-feira, Riad frisou que “em nenhum momento me recusei a voltar ao clube, apenas não podia aceitar a condição imposta na qual ficaria sem qualquer pagamento durante minha recuperação, e, ao retornar, meu contrato seria prorrogado com cláusula contratual abusiva, na qual, em caso de nova lesão, eu teria que permanecer sem qualquer pagamento novamente.”

 

A última partida de Riad foi no dia 3 de julho deste ano, em Cuiabá, pela Seleção Brasileira – na ocasião, uma derrota por 3 a 2 para a Itália, pela última semana de jogos na fase classificatória da Liga Mundial. Por conta da lesão, ele nem chegou a atuar pela Funvic/Taubaté, que o contratara pouco antes do início da Liga. Com a saída do Taubaté, o central voltou ao Sesi, clube que o jogador, de 34 anos, defendeu na última Superliga.

 

Até a publicação desta matéria, às 21h10, pelo horário de Brasília, a Funvic/Taubaté não havia se pronunciado sobre a nota do jogador.




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Clécio

complicado falar porque os casos são específicos, agora meu parecer como telespectador do volei é que a seleção tem devolvido os atletas aos clubes totalmente destruídos fisicamente, a grande maioria que já tem um contrato diga-se de passagem pelo clube, acabam ficando uma parte da temporada no departamento médico se recuperando, quando na verdade acredito que isso prejudica em muitos casos toda temporada. Exemplos não faltam: Lipe, Jucyeli, Suelle, Jaqueline e por ai vai. Imagino que deve ser pensado à respeito pois os clubes quando contratam contam com esses atletas 100% fisicamente já que são eles que desequilibram as partidas.

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