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Wednesday 21 October 2020
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Entrevista com a cubana Carcaces, destaque do Molico em sua primeira temporada no Brasil

Crédito: João Pires/Fotojump

Crédito: João Pires/Fotojump

 

A adaptação de um estrangeiro nem sempre é fácil, mas no Molico/Nestlé o ambiente favorece para que aconteça de forma mais rápida. Foi assim com as europeias Sanja (sérvia) e Caterina (italiana), na temporada passada, e a história se repete com Kenia Carcaces. A cubana foi bem recebida pelas companheiras e os resultados podem ser vistos em quadra, com dois títulos (Paulista e Top Volley) e excelente desempenho em sua primeira Superliga. Ela é a terceira colocada no fundamento ataque e sexta entre as pontuadoras.

 

Carcaces já marcou 275 pontos em ataques e lidera o ranking entre as atletas do Molico/Nestlé com aproveitamento de 24,01% em eficiência. “É meu primeiro ano no Brasil e já me sinto bem adaptada. Não é fácil jogar aqui porque o nível é muito bom. Melhorei como jogadora em diversos aspectos, como no ataque, pois aqui tem que atacar com mais inteligência porque as centrais são muito boas no bloqueio. A cada dia vou crescendo um pouco mais e superando as dificuldades. Passei por um processo natural de adaptação e foi facilitado pela maneira como fui recebida. As meninas me receberam com muita alegria e de braços abertos. O Molico/Nestlé me abriu as portas e estou muito feliz e agradecida”, disse a jogadora.

 

Antes de chegar ao Brasil, Carcaces teve uma passagem de destaque no Volero Zurich, da Suíça, na temporada 2013/14. A cubana tem 29 anos, 1,90 de altura e disputa seu segundo ano como profissional. Pela seleção, a ponteira foi campeã dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, e vice-campeã em Guadalajara-2011. Participou também dos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, na China, quando terminou na quarta posição.

 

Confira abaixo a entrevista da jogadora, que conta um pouco mais sobre sua carreira e o primeiro ano no Brasil.

 

Como o vôlei surgiu na sua vida?

Comecei a jogar com 9 anos. Com 13 já estava na escola de formação de atletas em Cuba. Aos 14 passei a integrar a escola nacional de vôlei de Cuba. A minha primeira convocação para a seleção nacional adulta foi com 16. Em Cuba não há dificuldades para quem deseja praticar esporte, pois é acessível para todos.

 

Por qual motivo escolheu o vôlei e quem te inspirou?

O Pan-Americano de 1991 realizado em Cuba teve papel decisivo na minha escolha. Foi nesta competição que vi pela primeira vez Mireya Luiz e Regla Torres, craques do vôlei cubano. Me lembro que, quando era criança, disse que queria ser como elas. A Mireya Luis foi uma referência não só para mim como para muitas jogadoras do meu país. Comecei a jogar e todos os treinadores que tive sempre me ajudaram e me apoiaram.

 

Como foi a adaptação ao Brasil e ao Molico/Nestlé?

É meu primeiro ano no Brasil e já me sinto bem adaptada. As meninas me receberam de braços abertos. O Molico/Nestlé me abriu as portas e estou muito feliz e agradecida. Sou um pouco tímida e primeiro vou conhecendo as pessoas para só depois me abrir. Porém, aqui não tive dificuldades porque as jogadoras foram muito carinhosas e me receberam com muita alegria. A comunicação é importante e todos foram muito receptivos comigo.

 

Passou por dificuldades com o idioma no início?

Não falo português, mas agora entendo um pouco mais. No início foi mais difícil, pois quando você é estrangeiro e não fala a língua local acaba passando por situações confusas. São coisas normais que um atleta passa quando vai jogar fora de seu país. É um processo natural.

 

A torcida demonstra um carinho especial por você e fez até uma música quando vai sacar. Esperava isso já na primeira temporada?

Acompanhei alguns jogos da Superliga quando ainda estava na Suíça e notei que no Brasil os torcedores eram bem fanáticos pelo vôlei. Confesso que fiquei surpresa, mas bastante feliz com a música que fizeram para mim. Gostei muito da canção e me dá bastante energia para sacar e dar meu máximo em quadra.

 

Como avalia o nível da Superliga?

Não é fácil jogar no Brasil. Em minha primeira temporada já percebi que o nível do jogo é alto. Considero que melhorei em todos os aspectos, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Em quadra evolui, por exemplo, no ataque, pois passei a efetuar o movimento com mais inteligência, já que as centrais são muito boas no bloqueio. A cada dia vou crescendo um pouco mais e superando as dificuldades.

 

Qual a principal virtude do Molico/Nestlé?

O vôlei é um esporte coletivo e quando você trabalha em grupo nunca haverá unanimidade de pensamento. Porém, em alguns aspectos importante precisamos caminhar na mesma direção: temos de jogar sempre juntas e dar o máximo no treinamento. O mais importante é a união e me sinto 100% inserida dentro do grupo. Todas estão imbuídas do mesmo objetivo e determinadas a seguir atuando ajudando umas às outras.

 

O que gosta de fazer fora das quadras?

Gosto de ver filmes, séries e sair para ir em restaurantes. O dia a dia de um atleta é muito puxado, então nem sempre temos tempo. No Brasil fico muito feliz quando me convidam para um churrasco. Estou feliz aqui e minha vontade é ficar mais tempo

 

Você sonha disputar a Olimpíada no Rio, em 2016?

Já concretizei um dos maiores sonhos que tinha, que era participar dos Jogos Olímpicos ao competir em Pequim-2008. Terminamos em quarto lugar, pois perdemos para os Estados Unidos na semifinal. Fiquei triste por não ganhar uma medalha, mas considero que realizei esse sonho porque a Olimpíada representa muito para os esportistas. Gostaria de jogar novamente por Cuba, mas em último caso tenho vontade de ao menos assistir minhas amigas de time jogando pelo Brasil. Seria uma experiência fantástica.

 

Participe da campanha do agasalho de Osasco – O jogo entre Molico/Nestlé e Sesi-SP, nesta sexta-feira (10/04), às 22h, será o último do time de Osasco no ginásio José Liberatti na atual temporada. O confronto vale uma vaga na final da Superliga e terá uma ação especial. A Prefeitura de Osasco promove a campanha do agasalho 2015 e conta com o apoio da Nestlé. Doe roupas, agasalhos, cobertores e faça a diferença. Na doação de um agasalho na entrada do Liberatti, você pode ser escolhido para participar da ação “Passe Perfeito Molico” e ganhar um exclusivo agasalho do Molico/Nestlé.




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Pedro

Naquele jogo contra os Estados Unidos, houve um certo desdem cubano e quando elas resolveram acordar foi tarde. Uma final entre CUB x BRA naquela olimpíadas, o BRA n teria ganho. As cubanas tem tudo para retornarem firmes e fortes. MAS os dirigentes cubanos são atrasados e ainda são condicionados por regras rígidas do regime desportista da ilha. Onde o governo investe nos atletas e depois querem a recompensa. Herreira, Ramirez,Carcases,Calderon,Barroz,Gisele Silva,Aguerro, Yanelis Santos e outras. A Palacios é mais uma que esta imersa nos 2 anos de proibição de jogar. Na atual seleçao eles tem uma joia de menos… Ler mais »

MARCO ANTONIO ALVES BRAGA

Me permita discordar de você em um ponto. Elas não ganhariam do Brasil. São fortes, boas atacantes, péssimas passadoras, e se esforçam para levantar. O Brasil tem um bom saque, que facilita a organização do sistema defensivo (bloqueio e ataque). Nosso contra atraque também é excelente. Nossa levantadora é inteligente e de toque fácil. Temos força e técnica.
Então não nos menospreze. Ganhamos e ganharíamos de Cuba ou de qualquer outro.

Wellington Pereira

Nossa, que absurdo. Pra lembrar “Pedro” o Brasil venceu cuba por 3 x 0 no Grand Prix de 2008 tendo carcases como titular no lugar da Calderon. Nenhum time ganharia do Brasil. Aquela seleção foi a melhor de todos os tempos. As cubanas são ótimas atacantes , mas vôlei é conjunto, tem vários fundamentos, se os demais não são bons, todo o resto não funciona.

Italo Calderon

kkkkkkkkkk\’ É um falando pra não menosprezar e o outro menosprezando. A realidade é que seria um jogo difícil pra ambas equipes. Falando de Grand Prix, aquela equipe já vinha com alguns problemas internos e ROSIR E NANCY não jogaram. Cuba sofre na recepção sim, mas se tratando de BRASIL X CUBA, o jogo é bem mais que fundamentos. Exemplo o PAN07. Os comentaristas todos dizendo que Cuba sofreria ao pegar o Brasil por ter um jogo lento e as levantadoras fazerem o básico. E olhem como foi. 3X2 CUBA ! Historicamente o Brasil NUNCA venceu Cuba com suas titulares.… Ler mais »

Luciano

Me poupe aquele ano ninguém ganhava do Brasil. Estava tecnicamente perfeito passe, levantamento, 3 meios voando, libero defendendo tudo. me poupe!

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