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Tuesday 29 September 2020
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Érika fala sobre as expectativas do Brasília Vôlei e sobre o sistema de ranking da Superliga

Foto: Divulgação/Innovate Sports

Por Rafael Bento

 

Uma das jogadoras mais importantes e carismáticas da história do voleibol brasileiro, Érika Coimbra é um dos destaques da equipe do Brasília Vôlei. De contrato renovado com a equipe e curtindo férias em Buenos Aires, na Argentina, a jogadora falou com exclusividade ao Melhor do Vôlei sobre as expectativas de sua equipe para temporada 2014/2015, sua preparação no período de férias e sua opinião sobre o sistema de rankeamento que limita a contratação de jogadoras de sete pontos. 

 

Como está aproveitando o seu período de férias? Quando retornam os treinos?

Érika: As minhas férias este ano foram um pouco cortadas. A gente teve 20 dias depois que acabou a Superliga e tivemos que ficar fazendo trabalhos sociais em Brasília por 25 dias, então acabei de ter férias. Vou ter duas semanas e meia agora. Fiquei quase o tempo todo na casa dos meus pais, depois desse período em Brasília. Mas tenho feito academia, tenho viajado bastante, fiz um SPA também em abril, um SPA para dar uma desintoxicada mesmo, de uma semana, para o corpo dar uma relaxada. E agora estou esses dias em Buenos Aires, curtindo um pouquinho de férias. Na semana que vem eu volto para São Paulo para alguns trabalhos pessoais. E estou aproveitando para ficar um pouco com a minha mãe também, com o meu pai, meus cachorros, em Belo Horizonte. Mas é isso, dia nove já começa nossa pré-temporada e teremos que trabalhar muito.

 

Quais são as expectativas do Brasília Vôlei para a temporada 2014/2015?

Érika: A expectativa é sempre boa. A gente espera fazer uma boa Superliga e temos o plano de trabalhar mais forte ainda este ano. Vieram jogadoras com mais experiência, técnica e vitalidade do que da última temporada, então, a gente tem chance de ir mais a frente. Eu acho que é trabalhar duro para a gente chegar bem. Então, as expectativas são as melhores mesmo, para que tudo seja melhor esse ano. Temos gente que cresceu junto com esse projeto e vem crescendo cada vez mais. Tivemos bastantes falhas, mas também tivemos bastantes acertos. Esperamos consertar estas falhas para que seja uma temporada maravilhosa.

 

Como você encara a chegada de jogadoras importantes como Michelle Pavão e Pri Heldes na equipe?

Érika: Eu acho que sempre muito importante quando chegam jogadoras mais talentosas, com um nível maior, porque contribui para o fortalecimento do grupo, já que o vôlei é um esporte muito coletivo. Você precisa das 12 jogadoras na equipe ou 15 para treinar junto e para ajudar uma à outra nos treinos. O ano passado a gente ralou e conseguimos superar a primeira fase da Superliga e este ano queremos ir mais para frente. Essas jogadoras, com certeza, vão ajudar bastante.

 

Fale um pouco sobre a sua preparação física no período de férias.

Érika: Férias são sempre férias. O corpo precisa um pouco de descanso, já que o desgaste é grande durante a temporada. Tenho feito sim umas duas vezes por semana academia, dou minha corridinha. Pelo tempo cortado a gente ficou em Brasília e fez alguns treininhos, umas brincadeiras, mas eu estou descansando um pouco o corpo e tem que cuidar da alimentação para não crescer em peso, sem grandes cuidados e excessos. O corpo precisa relaxar também.

 

 Você teve propostas de outras equipes nacionais e internacionais?

Érika: Tive, sim. Tive outras propostas, mas que nem vem ao caso agora, porque eu fechei com o Brasília Vôlei e sou 100% Brasília Vôlei. Mas graças a Deus tive sim, tive do Brasil e de fora. Fiquei super feliz com as propostas e isto mostra que eu ainda jogo em alto nível. Então é bacana, mas agora sou Brasília Vôlei.

 

Você é a favor ou contra o sistema de rankeamento da Superliga?

Érika: É complicado de dar uma opinião, mas lógico que eu sempre dou a minha (risos). Eu sou contra. Eu fui sete (pontos) por anos e eu sabia qual a dificuldade de jogar duas jogadoras de sete pontos por equipe e você ficar naquela luta e o nosso salário, por ser sete, é maior. Enfim, eu acho que deveria deixar aberto. Quem tiver o poder aquisitivo maior, que faça a melhor equipe e isto não prejudicaria a própria equipe e nem as outras, porque se nós conseguissemos que todo mundo investisse bastante no esporte e no vôlei em especial, não só no futebol, nós poderia ter 12 equipes super competitivas com emprego para todo mundo e ainda trazer estrangeiras. Então, eu sou contra. Eu acho que prejudica bastante as que hoje estão em sete pontos.

 

Deixe uma mensagem para os seus fãs que a acompanham no Melhor do Vôlei.

Érika: Eu queria mandar um beijo grande para a galera do Melhor do Vôlei, agradecer pelo carinho, pelas mensagens diárias nas redes sociais e um beijo para cada um no coraçãozinho.

 

 




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