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Monday 21 September 2020
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Especial Plusliga: estrutura de primeiro mundo que impressiona os melhores do mundo

Resovia comemora título da temporada 2011/2012
após derrotar o Skra Belchatow. (plusliga.pl)

15/05/2012 – Nos últimos anos, o vôlei brasileiro tem dominado as competições internacionais, conquistando vários títulos em diversas categorias, tanto no masculino, quanto no feminino. Tal sucesso fez com que torcedores, e especialmente dirigentes, exaltassem que o Brasil tem o melhor vôlei do mundo. Dentro de quadra eles podem ter razão, porém quando o assunto aborda a qualidade da estrutura disponível para as competições daqui, nosso país ainda está longe do topo.

 

São poucos os países que hoje apresentam estrutura compatível com o nível que o esporte adquiriu mundialmente. E um desses lugares, que tem se tornado um grande exemplo para todos, é a Pôlonia.

Em 2011, o país europeu teve a honra de receber pela terceira vez as finais da Liga Mundial e mostrou uma organização impecável. Em outros anos, os poloneses já haviam recebido etapas do Grand Prix ,e recentemente, foi a vez de receber o final four masculino da Champions League, na cidade de Lodz.

Campeões Mundiais em 1974, no México, e Olímpicos em 1976, em Montreal, os poloneses são apaixonados por vôlei e têm investido muito para voltarem a ser potência no mundo.

Vinhedo fala de sua experiência na Polônia

O levantador Vinhedo posa em frente a sua
foto estampada no ônibus do clube. (Arquivo)

O levantador Vinhedo atuou na Plusliga – o Campeonato Nacional da Polônia – pelo Jastrzębski Węgiel em 11/12, terminando a competição na quarta posição. Ele comandou o time que contava com jogadores como Michael Lasko, Bartman Zbigniew e Michael Kubiak. Nesse tempo, ele se surpreendeu com a estrutura e com todos os aspectos que envolvem uma partida de vôlei no país. O jogador confessa que conhecia pouco do voleibol polonês quando recebeu o convite para atuar no país.

“Eu conhecia bem o time do Belchatow e os jogadores que atuam na seleção polonesa. O nivel do campeonato é muito alto. O vôlei aqui é um pouco diferente, é um jogo de mais força e menos técnica”, analisou o atleta para o Melhor do Vôlei.

Apesar do alto nível da competição, o que mais chamou a atenção do brasileiro foi a organização. Lá, o campeonato tem praticamente um jogo por semana, o que permite ao atleta maior tempo de recuperação e treinamento. “Isso acaba te dando uma qualidade de vida esportiva melhor”, frisou.

Junto com um calendário mais espaçado, o vôlei polonês também tem buscado melhorar através de estruturas e profissionais de destaque internacional. No campeonato local, todos os jogos são disputados em piso Taraflex, que no Brasil é caracterizado pelas cores laranja e verde e é usado somente quando há transmissão de TV. Além de agradar os jogadores, oferece segurança, preservando o físico dos atletas. A grande maioria dos clubes conta com uma estrutura completa, com Arena Multiuso, centro de treinamentos, aparelhagem de alto nível para recuperação e prevenção de lesões, entre outros.

“A estrutura dos times é sensacional. Na parte de fisioterapia, em que o Brasil sempre esteve muito à frente, eles estão correndo atrás disso e evoluindo. Mas o que mais me impressionou foram as arenas. Dos nove ginásios que jogamos, posso garantir que sete deles eram muito bons , novos , com bons vestiários, sempre limpos e climatizados”, destaca.


Ginásio em Lodz durante o Final Four da Champions League: Estrutura desejada por todos. Foto: CEV.

Mais que uma partida de vôlei, um evento de entretenimento

Na Pôlonia, o jogo sempre é mais que um jogo. Cada partida é um evento a parte e quase sempre com ginásios lotados. Uma grade ação promocional é feita por cada clube. Os torcedores adquirem os ingressos em carnês para toda a temporada com antecedência. E no dia do jogo, costumam entrar apenas há 15 minutos do inicio, já que do lado de fora há toda uma estrutura montada para atendê-los da melhor forma possível.

“Os times tem uma torcida organizada com instrumentos de percussão. Eles cantam o jogo todo, se confraternizam, não tem baderna nem xingamentos. Antes do jogo tem uma banda que fica tocando fora do ginásio e é um verdadeiro evento mesmo”, conta Vinhedo.

A sempre animada torcida polonesa
transforma partidas em grandes festas.


Tecnologia inédita

Depois de buscar os melhores jogadores e profissionais e investir para ter as melhores condições para seus torcedores, chegou a vez da Plusliga inovar e trazer a tecnologia para as partidas. A competição é a primeira no mundo a utilizar um sistema eletrônico para o auxílio da arbitragem. Esse sistema é semelhante ao utilizado no tênis e chamado de Hawkeye (Olho de Águia) ou de Challenge, como é conhecido.

“A regra aqui é de dois pedidos de desafios por set. Você tem cinco segundo para pedir o replay e somente o capitão pode solicitar. É um recurso muito bom, pois em jogos decisivos onde dois pontos decidem, você pode acabar perdendo por um erro humano da arbitragem”, explica o levantador.




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