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Saturday 26 September 2020
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Experientes em Mundiais, Brait e Adenízia são peças fundamentais para o Molico/Osasco

Foto: João Pires/FotoJump/Divulgação

Adenízia e Camila Brait são as únicas do elenco do Molico/Osasco que estiveram em todos os Mundiais de Clubes que a equipe participou. Nas três primeiras edições, quando o time ainda se chamava Sollys, as duas atletas conquistaram três medalhas diferentes e cada uma teve um gostinho especial. Em 2010, primeira participação, as osasquenses perderam a final para o Fenerbahce, da Turquia, e ficaram com a prata. No ano seguinte, o técnico Luizomar de Moura só pode contar com Brait e Adenízia, que tiveram que liderar um grupo formado por jovens atletas e o bronze foi recebido com alegria. Em 2012, com o time completo, Osasco derrotou o Rabita Baku, do Azerbaijão, e sagrou-se campeão do mundo pela primeira vez.

“Cada edição que disputei teve um gosto especial. A única que fiquei triste foi a primeira, em 2010, quando perdemos a final. Em 2011, o bronze teve um gostinho de vitória porque disputamos o Mundial com jogadoras muito novas e não jogamos com o time completo. Em 2012 conquistamos o ouro e, sem dúvida, esse é um dos principais títulos da minha carreira. Ser campeã do mundo foi uma felicidade enorme”, declarou Brait, que foi eleita a melhor líbero da edição de 2012. “Ganhar um prêmio individual é uma felicidade muito grande, ainda mais quando se ganha coletivamente. É muito bom ver seu trabalho sendo reconhecido”, completou.

Pelas estatísticas da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Brait foi a melhor líbero e também a mais eficiente em defesa, porém, só recebeu o troféu como a melhor em sua função. Em 2010, o Osasco tinha entre as titulares a levantadora Carol Albuquerque, a oposta Natália, as ponteiras Jaqueline e Sassá, as centrais Adenízia e Thaisa e a líbero Camila Brait. Em 2011, por causa dos Jogos Pan-Americanos, Jaqueline, Tandara, Thaisa e Fabíola não foram liberadas pela Seleção Brasileira e desfalcaram as osasquenses. Sem elas, Luizomar colocou em quadra um time formado pela levantadora Karine, a oposta Ivna, as ponteiras Samara e Ju Costa, as centrais Bia e Adenízia, e a líbero Camila Brait. Em 2012, com todas a disposição, o título foi conquistado por um time composto por Fabíola, Jaqueline, Fernanda Garay, Thaisa, Adenízia, Sheilla e Camila Brait.

Para Adenízia, melhor bloqueadora em 2011, com 17 pontos no fundamento, a experiência adquirida em 2011 foi determinante para o título no ano seguinte. “Lembro da cumplicidade que cada jogadora teve uma com a outra no Mundial de 2011. Não estávamos com as principais jogadoras no grupo e essa união foi determinante para conquistarmos a medalha de bronze. Sabíamos que seria muito difícil, mas mesmo assim fizemos jogos duros contra os principais times e isso foi um aprendizado. Eu e a Brait aprendemos e amadurecemos muito e isso foi muito importante para 2012, quando nos consagramos campeãs”, disse Adenízia.

De olho no bicampeonato, o Molico/Osasco viajou para a Suíça neste domingo e já desembarcou em Zurique nesta segunda-feira. O Molico começa a disputa por mais um título na próxima quarta-feira, às 12h30, diante das japonesas do Hisamitsu Springs, campeãs asiáticas. No dia 09 (sexta-feira), o Molico entra em quadra pela segunda vez, às 15h, e terá pela frente o Dínamo Kazan, da Rússia, o atual campeão europeu. Os três times figuram no Grupo B da competição e os dois primeiros colocados avançam para as semifinais. Volero Zurich (Suíça), SESI-SP (Brasil) e GS Petroliers (Argélia) estão no Grupo A. “Sabemos que será muito difícil, mas acreditamos muito no nosso time e no nosso potencial”, concluiu Brait.  




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