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Friday 25 September 2020
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Experientes Emanuel e Ricardo e jovens Evandro e Álvaro Filho nas semifinais em Moscou

Foto: FIVB

Das quatro duplas nas semifinais do torneio masculino do Grand Slam de Moscou (RUS) do Circuito Mundial, duas são do Brasil. E como elas não se enfrentarão, há uma grande chance de a decisão ser verde e amarela neste domingo (25/08). É a experiência de Ricardo ao lado do jovem Álvaro Filho, atuais vice-campeões mundiais, e a força do veterano Emanuel, que estreia com sucesso a parceria com o talentoso Evandro, gigante de 2,10m, nas areias da capital russa.

Única dupla do país ainda invicta em Moscou, Emanuel/Evandro foi a única dentre as brasileiras a não precisar passar pela repescagem. Porém, aguardava nas oitavas de final o vencedor do duelo entre compatriotas para saber quem enfrentaria na sequência do torneio. Seria o seu até então parceiro, Alison, agora jogando com Vitor Felipe? Ou os atuais líderes do ranking, Bruno Schmidt e Pedro Solberg? Certo, mesmo, é que eles teriam uma parada dura pela frente.

E nesse encontro entre duplas da seleção brasileira, melhor para Bruno e Pedro. Mas não foi nada fácil desbancar a outra parceria formada pela técnica Letícia Pessoa. Depois de perderem o primeiro set por 21-17, os também atuais campeões brasileiros empataram a partida, com um 21-16, e levaram o jogo para o tie break. Num jogo muito equilibrado e com doses extras de emoção, fecharam em 24/22 e avançaram. Era hora, porém, de encarar outra parceria brasileira.

E, de novo, foram necessários três sets para definir quem continuaria na competição. Desta vez, Bruno e Pedro saíram na frente, vencendo apertado o primeiro set por 21-19. Mas Emanuel e Evandro resolveram mostrar que a parceria, apesar do pouco tempo de treino, está ajustada e motivada. E, como se já jogassem juntos há tempos, conseguiram se impôr e viraram o jogo (21-14 e 15-10), carimbando a vaga para as quartas de final, e com moral ainda mais elevado para encarar Kapa/McHugh (AUS).

E no duelo mais longo do dia, com 1h01 de duração, Emanuel e Evandro levaram o público e a comissão técnica da seleção ao delírio com uma das partidas mais equilibradas e emocionantes deste Grand Slam. O primeiro set, por exemplo, só foi fechado pelos brasileiros em 28-26. A dupla da Austrália praticamente devolveu o placar no segundo com um 26-24. Era impossível dizer quem levaria a melhor no tie break. Mas, acreditando em todas as bolas, o Brasil venceu por 16-14 e garantiu outra dupla na semifinal.

Isso porque, minutos antes, Ricardo e Álvaro Filho tinham acabado de garantir outra vaga na semi, ao derrotar os holandeses Stiekema e Varenhorst em outro grande jogo: 2 a 1, de virada, parciais de 18-21, 21-19 e 15-13. O dia para os brasileiros, aliás, começou com uma importante vitória sobre outra dupla da Holanda. Foi praticamente uma revanche da final do Campeonato Mundial, na Polônia. Desta vez, porém, deu Ricardo/Álvaro, que despachou Brouwer/Meeuwsen com uma vitória por 2 a 0 (21-18 e 21-11).

Uma vitória até certo ponto tranquila, assim como foi o jogo seguinte, contra Sidorenko e Dyachenko, do Cazaquistão, pelas quartas de final. Ricardo e Álvaro, que não tinham se apresentado bem na fase de grupos, com duas derrotas em três partidas, venceram com sobras, fazendo 2 a 0, parciais de 21-14 e 21-13. Às 6h05 (horário de Brasília) deste domingo, eles encaram os letões Janis Smedins e Samoilovs, enquanto, às 5h05, Emanuel e Evandro lutam pela outra vaga na final contra os austríacos Petutschnig e Horst.




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