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Tuesday 27 October 2020
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Fabiana, Juliana e Maria Elisa são homenageadas pelo COB em festa de melhores do ano

Divulgação/CBV

Mesmo sem ouro no Mundial, Fabiana fez ótima avaliação de 2014

Capitã da seleção brasileira feminina de vôlei, Fabiana não celebrou somente a vitória do Sesi sobre o Molico Osasco na noite desta terça-feira (16). Enquanto se preparava para jogar na cidade da Grande São Paulo, a meio-de-rede era homenageada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) no Rio de Janeiro como a melhor atleta de vôlei do país na temporada 2014.

A central relembrou os feitos dos últimos meses. “Esse momento bom começou na temporada passada, quando o Sesi deu uma grande virada e chegou na final da Superliga. Depois, na seleção, conquistamos o inédito décimo título do Grand Prix e o bronze do Mundial”, afirmou a jogadora.

Nem mesmo a derrota na semifinal do Mundial, onde o Brasil tinha grandes chances de se sagrar campeão pela primeira vez, tirou o sorriso do rosto de Fabiana. “Fiquei muito lisonjeada por receber esse prêmio. O ano de 2014 foi um misto de emoções para a seleção feminina. Conquistamos o décimo título do Grand Prix e, como capitã, tive a honra de levantar esse troféu. Pelo semestre que tivemos, o sonho do Mundial inédito parecia mais do que possível. Lutamos muito, o título não veio, mas saímos de cabeça erguida com a valiosa medalha de bronze e a certeza de ter deixado tudo o que podíamos na Itália”, analisou.

Já no final de 2014, Fabiana espera que o próximo ano seja de novas conquistas e momentos marcantes em uma carreira marcada por vitórias e títulos.

“Em 2015 quero estar, mais uma vez, na final da Superliga. Depois tem a seleção e já temos que pensar em 2016, que está muito próximo. O físico também será muito importante e, por isso, teremos que nos cuidar bastante. Procuro sempre pensar em um dia de cada vez em busca de um sonho maior que precisa ser construído no dia a dia”, finalizou.

Vôlei de praia

Entre os atletas do vôlei de praia, o prêmio de melhor da temporada ficou com Juliana e Maria Elisa, campeãs do Circuito Mundial feminino – trata-se do 12º título consecutivo do país na competição.

“É muito bacana. Eu e Maria tivemos um ano de recuperação, conseguimos o título do Circuito Mundial, poder acabar o ano ganhando esse prêmio é uma honra. Encontrar atletas de outras modalidades, ouvir o hino, reencontrar amigos. Tudo isso é muito bom. Trocar essa energia. Aí vemos porque é importante estar no sol, na chuva, treinando para estar representando nosso país. Poder desfrutar desse clima e desse momento é muito bacana”, afirmou Juliana.

Maria Elisa também elogiou o ‘clima olímpico’ na festa do COB, reencontrando atletas de outras modalidades e representando o voleibol.

“É muito bom estar aqui nesse ambiente, é inspirador, você encontra ex-atletas, outros que estão começando. Ser prestigiada por um comitê olímpico e esperança para 2016 é muito bom. Estou feliz de estar aqui com a Juliana, foi um ano de muito aprendizado, de mudanças no vôlei e a gente veio representar nosso esporte, motivo de muito orgulho”, comentou.

Promessas

Parte da nova geração do voleibol brasileiro, Duda e Ana Patrícia também receberam homenagens pelo ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, na China.

“Eu estava comentando com minha mãe que isso é mais uma parte do meu sonho. Estava sentada, admirando tantos ídolos. Na hora que chamaram a gente para receber o prêmio, pensei ‘meu Deus, é agora’. Para nós é muito importante, estou muito feliz. As coisas comigo aconteceram muito rápido, vivi muitas coisas, mas sem dúvida nenhuma a mais importante foi na China, com o ouro olímpico. Agora vou continuar trabalhando duro para correr atrás dos outros objetivos, quem vem aqui pela primeira vez vai querer voltar sempre”, confessou Ana Patrícia.

Mãe e treinadora de Duda, bicampeã mundial sub-19 aos 16 anos, a ex-atleta Cida comentou a importância da lembrança do COB e destacou a temporada da pupila.

“Em 2013, a Duda teve um ano maravilhoso, com o título do mundial Sub-19, mas esse ano conseguiu ser ainda mais especial para nós. Sentir o clima e vivenciar uma Olimpíada, mesmo que de base, é um marco na vida de qualquer atleta. Mais especial ainda é conquistar o ouro. É o fruto de muito trabalho dela, da comissão técnica da CBV e do suporte que o COB ofereceu. O trabalho continua e nosso sonho é que ela continue crescendo e desenvolvendo seu voleibol”, afirmou.




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