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Thursday 28 January 2021
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Feliz no Taubaté/Funvic, Dante sonha com volta à seleção brasileira

Wellington Carvalho/CBV

Dante quer jogar as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016

Aos 34 anos, Dante acumula experiência e títulos. Campeão olímpico e mundial, vencedor de Liga Mundial, Copa do Mundo, Sul-Americano, Superliga, Campeonato Paulista, entre outros, o ponteiro é um desses nomes consagrados do vôlei brasileiro. Depois de tantas conquistas, o jogador ainda tem a chance de viver novas experiências. Agora, na temporada 2014/2015, ele defende pela primeira vez o Taubaté/Funvic, time que ocupa a terceira colocação da Superliga, e recentemente ainda experimentou a sensação de assistir aos jogos da seleção brasileira pela televisão.

Longe do grupo que representa o país na disputa da Liga Mundial e do Campeonato Mundial, Dante confessa que sentiu falta. Mas, o momento não é de lamentação. O ponteiro está feliz no novo time, na cidade que passou a morar e na vida pessoal.

“Estou realmente muito empolgado com o Taubaté/Funvic. Esse é um time que reuniu atletas de nível altíssimo e temos um grupo de homens que valem muito. Defendemos a causa do time, da cidade, e acredito que temos uma equipe com potencial para fazer bonito nessa Superliga”, afirmou o jogador.

Depois de sofrer com os desfalques do levantador Raphael e do central Sidão, ambos jogadores de seleção brasileira e que estavam lesionados, o time do Vale do Paraíba ganha ainda mais força. Os dois estão recuperados e já estiveram na equipe, em tempo integral, na partida da quarta-feira (3), quando o Taubaté/Funvic venceu o Ziober Maringá (PR), por 3 sets a 1.

“Estamos voltando a contar com os dois para podermos seguir na nossa trajetória que, espero, seja de muitas alegrias na Superliga. Vejo um bom futuro para esse time, que trabalha bem e tem tudo para seguir cada vez melhor na competição”, comentou o ponteiro.

Confiante na equipe que defende, o experiente Dante sabe que ainda não é hora de falar em final ou conquista de título. “Eu vivo o dia a dia. Não gosto de apontar favoritismo para o nosso lado, nem para o de ninguém, mas sabemos que o Sada Cruzeiro tem um time muito forte, que faz um jogo muito acelerado e, claro, é um dos candidatos ao título”, opinou Dante ao ser questionado sobre o líder e único time ainda invicto na atual Superliga.

Perto da mulher, Sibele, e dos filhos, Giovanna e Antônio, o jogador tem conseguido curtir o bom momento de forma integral. Depois de uma temporada no Japão, quando não pôde ficar o tempo todo ao lado da família, agora, o dia a dia tem sido bem mais agradável.

“Taubaté fica a 1 hora de Mogi das Cruzes, onde está a minha família, então, estamos todos muito perto e juntos quase o tempo todo. Quando tenho folga de manhã, consigo ficar mais em Mogi e eles também estão sempre nos nossos jogos. Está muito bom viver em Taubaté”, comemorou.

A felicidade com o esporte onde já viveu tantas emoções é grande, mas ainda não completa. Depois de acompanhar de longe as duas competições internacionais de 2014, quando o Brasil foi prata, Dante sente vontade de estar de volta a rotina do grupo comandado pelo técnico Bernardinho.

“Saí do Brasil como campeão brasileiro (após o título do RJX), fiz um bom ano no Japão e, claro, tenho muita vontade de voltar à seleção. O Rubinho (assistente técnico da seleção brasileira) foi a Taubaté, acompanhou os nossos treinos, viu o jogo, mas ainda não posso falar nada sobre isso. É algo que não depende só de mim”, explicou Dante.

O desejo de estar de volta tem um motivo especial. “A seleção sempre é o alvo de todos os atletas, é o que todos almejam. Nunca vou negar a seleção. Isso é um fato. Além disso, nós ganhamos só um Pan-Americano dentro de casa. Todas as conquistas maravilhosas que tivemos foram fora do Brasil, com a torcida contra. A chance de disputar uma edição de Jogos Olímpicos, que é o ápice do esporte, em casa, não tem nada igual. Isso faz com que o atleta fique marcado na história do seu país para o resto da vida”, imaginou o jogador.

Apesar do sonho de viver este momento, Dante sabe que, estando presente ou não no grupo que representará o Brasil no Rio 2016, o título não virá com facilidade.

“Está mais difícil ser campeão hoje em dia. As seleções, atualmente, jogam parecido com o que nós sempre fizemos. Com um jogo de pouquíssimos erros e onde todos os adversários jogam a pressão total para cima do Brasil. Na final do Mundial, contra a Polônia, eles demonstraram isso claramente. Hoje, as principais potências mundiais não sacam flutuante e tudo está muito mais nivelado e difícil do que antes”, concluiu Dante.




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