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Friday 25 September 2020
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Fernandinha confessa em seu retorno que “estava torcendo para o técnico ser o Zé Roberto”

Fotos: Luis Ventura/Melhor do Vôlei

Quando foi convocada para a seleção brasileira que se preparava para Londres, quem acompanha o vôlei a menos tempo não conhecia Fernandinha Ferreira, que há cinco anos atuava fora do Brasil. Quem já a acompanhava, sabia de todo o seu potencial e que a convocação poderia sair a qualquer momento.

Agora com a medalha de ouro no peito e devidamente apresentada para o torcedor brasileiro, ela retorna ao país como uma das principais jogadoras do Vôlei Amil, que estreia nesta temporada no vôlei brasileiro.

Na apresentação da equipe no último domingo (26/05), em Campinas, o Melhor do Vôlei conversou com a levantadora de 32 anos, que falou da sua passagem pela Europa, do retorno ao Brasil e também falou sobre 2016.  Confira abaixo a entrevista com Fernandinha.

Como você vê essa sua volta ao Brasil após cinco anos jogando fora? Mudou muita coisa em relação ao que você tinha na Europa?

“Mesmo estando longe eu vinha acompanhando o crescimento e a evolução de alguns clubes, mas a estrutura que a Amil construiu é algo diferente e que eu não tinha participado ainda. Eu estou muito feliz e motivada com essa mudança depois de tantos anos fora, poder jogar no meu país de novo, falar a minha língua. A expectativa é, embora seja um time que está começando e precisar de um tempo para entrosamento, tem tudo para fazer um bom campeonato”.

 

Como foi sua passagem na Itália e no Azerbaijão? Você chegou a dizer na TV que não aconselharia ninguém a ir para o Azerbaijão…

“Joguei quatro anos e meio na Itália e quatro meses no Azerbaijão. Gostei muito do tempo na Itália, foi uma experiência excelente, o campeonato de lá é muito legal e organizado. Fiz várias amizades, conquistei muitos títulos e foi algo superpositivo. No Azerbaijão foi positivo também, só que como uma cultura é muito diferente, um país que está bem atrás do Brasil pelo menos uns 30 anos em questão de estrutura e tem o frio, não dá para fazer as coisas que você faria na Itália, no Brasil e em outros países. A coisa mais legal é que no meu time, como não tinha limite de estrangeiras, tinham 16 pessoas de 11 nacionalidades diferentes. É uma experiência que poucas pessoas passam na vida. Dentro de quadra deu certo e foi um time muito gostoso de jogar. A gente ficou em quarto e pelos times que tem lá foi muito bom. Foi positivo.”

Como foi o contato com a Amil? Quando eles te procuraram? A possibilidade de trabalhar com o Zé Roberto pesou?

“Para a seleção fui procurada antes. Eles me procuraram para falar sobre a Amil no final de março. Eu ainda não sabia quem seria o técnico, eles não podiam falar e estava torcendo para ser o Zé Roberto. Antes de assinar eu soube que era ele. Acho que juntou várias coisas, ele gosta do meu jogo, minha pontuação por ser repatriada é zero e ajuda… É um pouquinho de cada coisa”.

 

Como está seu pensamento sobre seleção, trabalhando com o Zé Roberto? Tem pensado em 2016?

“É o futuro que vai dizer. Não tenho pensado sobre seleção. Eu e o Zé nunca tínhamos trabalhado juntos e foram três meses em que nos conhecemos melhor, teve o entrosamento legal e agora temos o ano inteiro para se conhecer e entrosar com a equipe. Para 2016 eu não posso dizer não, e nem sim. Hoje minha resposta é não sei, 2016 está muito longe para eu poder imaginar. Agora eu estou pensando na Amil e em fazer esse time jogar”.

Como está o seu entrosamento com a equipe? O que você espera dessa temporada?

“Treino só fiz um e não posso dizer que tem entrosamento. Devagar eu vou entrando para jogar para pegar entrosamento, até porque estou vindo da folga. Eu acredito que esse time possa chegar a uma final, ir bem numa semifinal, que é nosso objetivo. O primeiro ano é muito complicado e a gente tem que ter paciência e eu acredito que vamos fazer um campeonato bem legal”.

 



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