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Monday 28 September 2020
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Franco-Brasileiro, Rafael Redwitz encara sensação de enfrentar sua pátria natal pela primeira vez

Fotos: FIVB

Neste final de semana, Brasil e França se enfrentam pela Liga Mundial 2013 no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, pela quinta semana do torneio. No duelo, um jogador em especial viverá uma situação inusitada.

Nascido no Brasil e com passagem pela seleção brasileira, Rafael Redwitz, há 10 anos na Europa e agora levantador da seleção francesa, atuará diante de seu país natal e o Melhor do Vôlei conversou com Rafael às vésperas desse jogo.

O curitibano de 1,90 contou a nossa reportagem que o duelo será um experiência única. O jogador também falou um pouco mais sobre sua carreira, sobre como se tornou francês e sobre a concorrência que teria na seleção brasileira. Confira.

Cidadão Francês

“O processo começou em 2009 quando o antigo técnico Phillipe Blain conversou comigo a respeito dessa possibilidade. Como eu já morava na França há mais de cinco anos, existia a possibilidade de eu ter a dupla cidadania. A partir desse momento eu comecei o processo de naturalização.”

Opção pela seleção Francesa e concorrência na seleção brasileira

“A resposta é muito complexa. São muitos fatores reunidos. Eu moro na Europa desde os meus 21 anos, sou casado com uma francesa, sou mais conhecido aqui do que no Brasil. Mas as coisas aconteceram naturalmente, foi um processo muito longo. Na seleção brasileira temos ótimos levantadores. O Bruno hoje é o titular, mas como segundo a vaga esta aberta, e será interessante ver quem vai entrar no grupo. Na minha opinião o Rapha deve voltar de lesão e integrar o grupo. Ele é um dos melhores do mundo.

Desvantagem em estar longe do Brasil

“Não acho que tenha desvantagem, tudo depende em qual time e qual campeonato você joga. Sem esquecer que só 12 podem jogar na seleção. Não é fácil para o Bernardinho escolher. A diferença na reta final de um campeonato se faz com o grupo, e isso ele sempre privilegiou, mesmo se alguns jogadores não estivessem no auge da sua forma”

Objetivos na carreira

“Os objetivos eu vou colocando um após ao outro. Eu estou muito feliz de estar aqui, aproveitando a cada momento. Mas o sonho supremo é jogar os jogos olímpicos no Brasil” Ser o melhor do Mundo “Não penso nisso. Estou dando o meu máximo e tentando ajudar o grupo com as minhas características, mas tenho certeza que essa questão de idade não seja prioridade. Jogadores como Grbic, Loy Ball, Suhxo, Ricardinho, Falasca, Vermiglio já demonstraram no passado ou hoje mesmo que levantador pode estar em ótima forma com 36, 37, 39 anos.”

Duelos contra o Brasil

“Serão muito difíceis para nós, mas vamos com o objetivo de jogar bem e ver aonde o nosso nível de jogo pode rivalizar com o Brasil. A melhor maneira de jogar bem é tentar jogar o nosso próprio volei, sem querer forçar o jogo. Para mim será um experiência única, quero aproveitar a cada segundo. Minha família e amigos estarão lá para curtir comigo esse momento.

Trajetória no vôlei

“Minha trajetória no vôlei é magica, tenho muito orgulho dela. Treinei, lutei, corri, sonhei muitas vezes com tudo isso. E as coisas foram se tornando realidade dia apos dia. Nunca fui o melhor na minha posição, mas acho que sempre fui o que queria mais ser um jogador profissional. E isso eu levo comigo todos os dias. Foram 4 títulos de campeão francês e dois vices em 6 anos na França. Um MVP, cinco prêmios melhor levantador, Campeão da supercopa, Vice-campeão da copa da Polônia, Melhor levantador do campeonato polonês Vice-campeão da copa américa com a seleção brasileira e Outros milhares de bons momentos”.




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