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Thursday 24 September 2020
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As conquistas de Giba

Reprodução/Twitter

Após a prata em Londres, o agora ex-ponteiro da seleção brasileira publicou na internet suas principais medalhas.

Nem nos melhores sonhos, Dona Solange imaginaria que seu filho, Gilberto, seria um ídolo do esporte brasileiro. Lá trás, em Londrina, no Paraná, aos quatro meses de vida, teve que ajudar o garoto a superar uma leucemia. Na adolescência, viu o insistente menino a convencer pela persistência e, ao contrário do que queria, seguir para o esporte. Mas ele era predestinado e, em pouco tempo, provou que o vôlei era seu caminho. Giba tornou-se o maior jogador de vôlei que o Brasil já teve.

Hoje, aos 35 e após sua quarta Olimpíada, o atleta deixa a seleção brasileira depois da primeira convocação em 1995 (seleção de base, em 1993) e quase 20 ininterruptos anos de serviços prestados, títulos conquistados e muita alegria para milhões de brasileiros. Giba é campeão olímpico com o Brasil em 2004, medalha de prata em duas oportunidades (Pequim 2008 e Londres 2012), é tricampeão do mundo (2002, 2006 e 2010), octacampeão da Liga Mundial, bicampeão da Copa do Mundo e campeão do Pan-Americano de 2007.

Entre premiações individuais, foi o melhor jogador das Olimpíadas de 2004, da Liga Mundial de 2006, do Campeonato Mundial de 2006, dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e da Copa do Mundo de 2007.

Em sua conta no Twitter, o ex-jogador da seleção brasileira postou as medalhas de suas principais conquistas (foto que abre a matéria), já que todas elas dificilmente caberiam harmoniosamente em uma foto. Vamos relembrar abaixo cada competição que Giba considerou importante e compartilhou com a gente:

 

Campeonato Mundial de 2002 (primeira medalha da esquerda, para a direita)

A primeira medalha da esquerda para a direita é do Campeonato Mundial de 2002, disputado na Argentina. Na final o Brasil teria pela frente a Rússia, que na época, dois meses antes, havia calado o Mineirinho na final da Liga Mundial daquele ano. O jogo, então, representava muito mais que uma revanche para aqueles jogadores, ainda mais por se tratar de um Mundial. E o título veio no time base que tinha Maurício e André Nascimento, Giba e Nalbert, Henrique e GustavoSerginho. Giba marcou 18 pontos na decisão. Foi neste campeonato que brilhou a estrela do bicampeão olímpico Giovane Gávio, com um ace no último ponto que definiu a partida. Clique aqui para ver o tie break decisivo.

 

Olimpíadas de Atenas em 2004

Foi a segunda grande conquista da equipe de Bernardinho em especial para Maurício e Giovane, remanescentes do ouro de 1992. Em excelente forma, Giba continuava como titular absoluto da equipe, e agora tinha a companhia de Dante no sexteto inicial, com o capitão Nalbert e Giovane no banco. Uma disputa de ponto em especial marcou Giba: as duas recuperações sensacionais no fundo de quadra: veja. Na memorável decisão contra a forte equipe italiana de Giani e Sartoretti, o ponteiro marcou 20 pontos na vitória por 3 sets a 1 e foi o maior pontuador do jogo. Além disso, foi considerado o melhor jogador daquela Olimpíada. Dias antes da final nasceu sua primeira filha, Nicoll, com a ex-jogadora romena Cristina Pirv. Veja os pontos finais da partida e a entrevista do jogador após a conquista.

 

Campeonato Mundial de 2006

O mesmo time base das Olimpíadas de Atenas seria responsável por levar a equipe de Bernardinho ao bicampeonato Mundial no Japão, em dezembro de 2006. Em final contra a Polônia, Giba e companhia superaram os rivais por 3 sets a 0 sem muita dificuldade. O ponteiro foi eleito o melhor jogador do mundo na ocasião. Na final, marcou 12 pontos. O prêmio de MVP rendeu ao atleta 100 mil dólares. Na coletiva de imprensa após a final, Giba disse que “é 50% pra mim e 50% para o grupo. Eu nunca venço sozinho”. Clique aqui para ver o set decisivo e o momento do bicampeonato.

 

Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007

 

Giba foi eleito novamente o melhor jogador de uma competição. Desta vez, ele foi o MVP dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, competição que marcou o afastamento do levantador Ricardinho da equipe de Bernardinho horas antes do início da competição. Com isso, o ponteiro passou a ser o capitão da equipe, posto que ocupou até os Jogos de Londres, em 2012. Na final, o Brasil venceu os Estados Unidos por 3 sets a 0, e Giba foi o maior pontuador do jogo decisivo, com 18 pontos. Clique aqui para ver a comemoração e o famoso peixinho da seleção masculina.

 

Olimpíadas de Pequim 2008

Mesmo com o ouro nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil ficou fora do pódio na Liga Mundial do ano seguinte e criou uma certa desconfiança em alguns torcedores para Pequim. No entanto, o time cresceu nos momentos decisivos e conseguiu chegar a sua segunda final olímpica consecutiva. Só que desta vez, os adversários na final eram os Estados Unidos, que contaram com uma dia inspirado de seus jogadores, principalmente Clayton Stanley, e conseguiram superar o Brasil na decisão por 3 a 1. O capitão Giba foi o segundo maior pontuador do Brasil na partida, com 14 pontos. Aqui você vê entrevistas feitas em estúdio após a prata.

 

Campeonato Mundial de 2010

O Mundial de Roma marcou a virada de uma geração. Nomes importantes como André Nascimento, Anderson, Gustavo e Marcelinho deixaram a equipe, e novos protagonistas como Lucão, Leandro Vissotto, Bruninho e Murilo chegaram ao time titular. Murilo, aliás, foi eleito o MVP deste Mundial e fazia dupla com Dante. Giba foi reserva. Roma foi palco de um verdadeiro espetáculo da equipe de Bernardinho, que não era unanimidade, mas conseguiu vencer a Itália, em casa, na semifinal e atropelou Cuba na decisão para conquistar o tricampeonato mundial consecutivo.

 

Olimpíadas de Londres 2012 (última medalha, da esquerda para a direita)

A despedida e a superação de um craque. Em dezembro de 2011, após fraturar a tíbia em uma partida com a seleção brasileira pela Copa do Mundo, Giba ficou sem disputar uma partida sequer pela temporada 2011/2012 e entrou no projeto olímpico, como ele mesmo definiu, para se recuperar o quanto antes para estar nos Jogos. Voltou a disputar uma partida oficial somente na reta final da Liga Mundial, mas estava treinando bem e foi confirmado para Londres. O Brasil chegou nas Olimpíadas desta vez com mais críticas com relação a 2008, devido a pior campanha na Liga Mundial na era Bernardinho. Na primeira fase, o capitão atuou durante todo o jogo contra a Tunísia para pegar ritmo e não desapontou. Na decisão contra a Rússia o Brasil teve o ouro nas mãos com dois match points, mas os russos deram a volta por cima e conseguiram virar. No final da partida, Giba substituiu Dante, que sentia dores nos joelhos, mas sem ritmo de jogo não conseguiu fazer a diferença como sempre fez. Sua vitoriosa carreira na seleção brasileira terminou com mais uma medalha para a coleção.




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