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Monday 21 September 2020
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Há dois meses, Japão lutava para se classificar para os Jogos Olímpicos

Divulgação/FIVB

Hoje, equipe de Saori Kimura e companhia é semifinalista olímpica

“Estou treinando e jogando há três anos e meio por uma medalha olímpica”. Após a vitória sobre a China pelas quartas de final das Olimpíadas, essas foram as palavras da ponteira Saori Kimura, estrela do Japão que vai enfrentar o Brasil nesta quinta-feira (09/08), às 15h30, em uma das semifinais dos Jogos de Londres. Dona de 33 pontos no jogo que classificou o time e com 117 no total, ela ajudou a colocar seu país novamente em uma semifinal olímpica após o quarto lugar obtido em Seul 1988. Mas a pouco mais de dois meses, a equipe viveu um grande drama e quase não se classificou para Londres.

Como não ficou no pódio da Copa do Mundo em 2011 (primeiro passo para garantir vaga nas Olimpíadas), o Japão só teve mais uma chance para tentar ir aos Jogos: o classificatório mundial, que é realizado simultaneamente com o asiático, onde todas as equipes jogaram entre si e as quatro melhores, mais o melhor asiático, foram para a capital britânica.

Faltando uma rodada para terminar a competição, as japonesas ocupavam a quarta colocação na tabela com 11 pontos, última na zona da classificação oriental, mas ainda tinham uma dura partida contra a Sérvia (que estava em terceiro e também ainda não havia confirmado a classificação). O Japão brigava diretamente, no entanto, com a Tailândia, que em quinto e com nove pontos ameaçava roubar a vaga asiática das japonesas. E a ameaça se concretizou, quando as tailandesas, no primeiro jogo da última rodada, venceu Cuba por 3 sets a 1 e foi para 12 pontos. Começava o desespero e as contas nipônicas para se classificar.

Para Saori e companhia, bastava vencer dois sets contra a Sérvia que, mesmo com uma derrota no tie break, a classificação estava garantida. A Sérvia estava ameaçada e também precisava de pontos. O resultado do jogo foi 3 sets a 2 para as sérvias e classificou os dois times, deixando a Tailândia de fora e motivo pelo qual as tailandesas reclamaram muito, acusando as duas equipes de combinar resultado. Algumas semanas depois, o Japão é semifinalista olímpico.

Divulgação/FIVB

Divulgação/FIVB

Na primeira fase, enquanto Rússia e Itália se digladiavam pela liderança do grupo A e a República Dominicana encaminhava a quarta colocação, o Japão ficou soberano na terceira posição da chave, quieto, buscando seu espaço na competição. Fez jogos duros contra Rússia e Itália, e passou fácil pelos outros adversários.

No primeiro jogo das quartas, o time teve pela frente o clássico contra a China e protagonizou o melhor jogo das Olimpíadas até então – Brasil e Rússia jogariam na sequência. Favorita, a China de Ruoqi Hui e Yimei Wang encontrou o velho e conhecido adversário de sempre, com quem costuma realizar jogos memoráveis. E nas quartas de Londres não foi diferente: no tie break, o Japão sagrou-se semifinalista, e agora quer azedar a caipirinha brasileira.




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