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Friday 4 December 2020
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Levantador do São José destaca-se no Campeonato Paulista

Foto: Divulgação

Ainda faltam três semanas para o início da semifinal entre Sesi-SP e São José Vôlei no Campeonato Paulista, mas a preparação da equipe joseense para o dia 15 de outubro já começou. Classificado para a Superliga B, o time do interior chegou às semifinais do Paulista pela primeira vez.

No dia 18 de setembro, a equipe de São José dos Campos venceu o Climed/Atibaia por 3 sets a 1 e garantiu a vaga para a semifinal. Anteriormente, na fase classificatória, o time conquistou a terceira colocação. Para essa campanha, o São José contou com o bom desempenho do levantador Ruan Coelho.

O atleta, que já atuou em equipes como Banespa, Vôlei Futuro, Pallavolo Lugano (Suíça) e Ason Orange (França), concedeu uma entrevista exclusiva ao MDV e falou sobre o desempenho do São José no Campeonato Paulista, semifinais contra o Sesi-SP, cenário do vôlei brasileiro, vôlei de praia e a posição de levantador. Confira a entrevista a seguir.

Melhor do Vôlei- Qual é a sua avaliação do desempenho do São José até o presente momento no Campeonato Paulista? A quais fatores você atribui essa chegada à semifinal?

Ruan Coelho: A chegada do São José às semifinais do paulista foi mais do que merecida. O grupo aqui é incrível. Todos são muito amigos e se conhecem muito bem. Atualmente estamos treinando muito forte, focando o jogo contra o SESI-SP. Estamos bem confiantes.

MDV –Individualmente, como você se avalia no início desta temporada?

RC: Estou reconquistando meu voleibol da época de juvenil. Estou muito feliz e agradeço a confiança do meu técnico, Reinaldo Bacilieri. Comecei o Campeonato Paulista como reserva, depois de jogar os regionais como titular. Entendi o momento, pois o Pedrinho o outro levantador é muito bom. O time anda muito bem conosco. Estou feliz por jogar várias partidas seguidas, algo que não acontecia desde a época da França.

MDV- Quais são suas expectativas para a semifinal contra o Sesi-SP? Qual análise técnica e tática você faz desses adversários?

RC: Nossa semifinal vai ser muito difícil. Enfrentar quase uma seleção brasileira não é uma tarefa fácil, mas, com os pés no chão, vamos brigar ponto a ponto com eles. Para mim, o SESI é favorito em todos os campeonatos que jogar nessa temporada. É um ótimo time.

MDV- Como foi seu retorno ao Brasil depois do Ason?

RC: Depois que sai do Ason, atuei no São Bernardo e no FUNVIC/Pindamonhangaba, onde fui injustiçado. Carreira de atleta é assim mesmo. Hoje estou feliz no São José Vôlei.

MDV- Em sua opinião, qual é o cenário atual do voleibol brasileiro? O que poderia melhorar?

RC: Hoje o voleibol brasileiro está em um nível ótimo, muito forte. Na minha opinião, essa nova regra do 21 pontos não mudou nada , na verdade deu só uma complicada. Hoje, a Superliga é um dos campeonatos mais fortes do mundo.

MDV- Além do vôlei de quadra, você já chegou a atuar no vôlei de praia. Conte-nos como foi esta experiência.

RC: Sempre joguei vôlei de praia nas minhas férias. Tem horas que eu gosto mais que na quadra, pois posso atacar e esse é o sonho de todo levantador. Cheguei a ficar 20 dias em Saquarema, junto com a seleção de vôlei de praia. Foi uma experiência única para mim o fato de estar ao lado dos melhores jogadores de vôlei de praia do mundo. Sempre que tenho oportunidade, pratico este esporte.

MDV- Atualmente, quais são os melhores levantadores do Brasil? E do mundo?

RC: Para mim, o Willian do Sada/Cruzeiro, Rapha do Trentino (Itália) e o Bruninho (RJX) atualmente são os melhores na posição.

MDV- Em sua opinião, o que é essencial para um jogador de voleibol ser levantador?

RC: Primeiramente, você tem que ser um dos mais inteligentes desse esporte. É uma posição em que há muita coisa para estudar. Além disso, é bom destacar a habilidade e rapidez para se dar bem em uma posição tão difícil. Como dizem, quanto mais velho o levantador fica, melhor é o seu desempenho.

MDV- Quais dicas você dá para quem está começando nesse esporte?

RC: Hoje, para o pai que quer ter um filho atleta, eu indico o voleibol. Nesses quinze anos em que jogo, fiz amigos e ganhei irmãos. Ainda tenho contato com muitos deles, que viraram pessoas importantes para mim, pois passaram anos ao meu lado. Graças a Deus, também tenho apoio total da minha família, especialmente do meu pai Alvacir e minha mãe Maria Luiza, que são meus primeiros fãs.




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