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Thursday 22 October 2020
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Logan estranha ser reconhecida na rua, mas já foi conhecer alguns pontos turísticos do Rio

Foto: Getty Images.

Foto: Getty Images.

A norte-americana Logan Tom vai aos poucos se acostumando à rotina do Rio de Janeiro. O que ainda causa estranheza à atleta de 31 anos é ser reconhecida nas ruas. Justo ela que já rodou o mundo, atuando na Itália, Espanha, Rússia, Suíça, Turquia, China e Japão, além de ter passado pelo Brasil, em 2003, quando defendeu o MRV/Minas e foi vice-campeã da Superliga.

“Ela é muito tranquila e reservada. Por isso fica desconfiada quando as pessoas a reconhecem nas ruas e a chamam pelo nome. Ao contrário do que acontece por aqui, o vôlei não é popular nos Estados Unidos, país dela”, diz Fabí, encarregada de apresentar a cidade a Tom, já que são amigas e velhas conhecidas por conta dos confrontos entre as seleções brasileira e americana. Apesar da desconfiança inicial, a americana reconhece que o calor da população ajuda os estrangeiros que aqui chegam. “O povo brasileiro é acolhedor, facilitando a adaptação daqueles que vêm de fora”, diz ela.

No Rio desde o início de outubro, Tom já foi apresentada ao Baixo Gávea e à praia de Ipanema, além da Urca, onde a Unilever treina. Sempre acompanhada da carioquíssima Fabí. “O Rio é um lugar muito bonito por sua topografia. Une a montanha à praia. Eu me sinto muito confortável na cidade”, revela Logan, que é arredia a lugares movimentados. A craque gosta mesmo de acordar cedo e aproveitar o dia.

Completa e equilibrada


Focada ao extremo naquilo que faz, a vice-campeã olímpica em Pequim 2008 e Londres 2012 adora treinar. Nesse sentido, não poderia estar em melhor lugar. “Já deu pra sentir que o treino aqui é forte. E é bacana perceber que apesar de trabalhar muito, o brasileiro sabe se divertir”, analisa Tom, com total conhecimento de causa. Sua avó, dona Roberta, é paulista de Santa Bárbara D’Oeste, cidade do interior de São Paulo e que tem o nadador César Cielo como filho mais ilustre.

Famoso por exigir dedicação e comprometimento dos atletas que treina e comanda, o técnico Bernardinho só tem elogios à nova pupila. “Ela tem se mostrado colaborativa, atenta e focada em quadra. É o tipo de jogadora que assume e quer responsabilidades, além de ser completa e equilibrada em todos os fundamentos”, afirma ele.

Natural de Napa, na Califórnia, Tom serve a seleção americana há pelo menos uma década. Disputou quatro olimpíadas: Sidney/2000, Atenas/2004, Pequim/2008 e Londres/2012. Exímia defensora, passadora e sacadora, levou os Estados Unidos ao tricampeonato do Grand Prix (2010, 2011 e 2012), a terceira mais importante competição do mundo no vôlei feminino. Ela, que descobriu o vôlei aos 14 anos por diversão, jogando com amigos, já praticou beisebol, basquete e futebol.

No dia 23 de novembro, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, na zona norte do Rio, Tom faz sua reestreia na Superliga, quando a Unilever abre a competição contra o São Caetano, às 19h30. Mesmo não tendo muita informação sobre os adversários, a jogadora espera um torneio competitivo e diz confiar na sua equipe. “Temos um grande grupo. O Bernardo conta com boas opções para montar o time”, diz.

 




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