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Monday 21 September 2020
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Luciane Escoutto: Das quadras para as passarelas

24/10/2011 – Luciane Escoutto, de 24 anos, morena, 1,86m, gaúcha, natural de São Leopoldo. Dados que dão a entender que se trata de uma modelo, de uma miss. Mas não é. Bom, pelo menos por enquanto. Luciane é uma das centrais do time de vôlei feminino do Mackenzie, líder do Campeonato Mineiro e um dos representantes do estado na Superliga Nacional 2011/2012. Quis o destino que ela estivesse na final do concurso “A mais bela gaúcha”, em Porto Alegre, cuja vencedora será conhecida hoje à noite, e que é classificatório para o Miss Mundo Brasil.


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“Destino, o que é o destino?” Essa pergunta vem rodando a mente de Luciane, que garante que jamais pensou em disputar um concurso de beleza: “Se fosse eu, jamais teria me inscrito para uma disputa dessas”. Mas o destino teve uma forcinha da mãe da atleta, Verônica, que há menos de dois meses inscreveu a filha sem que ela soubesse.

“Eu estava aqui no Mackenzie, treinando, me esforçando, pois acredito que temos um grande time, que pode sonhar alto esse ano. Depois do treino fui para casa e minha mãe me ligou e disse que tinha me inscrito para disputar o concurso. Na hora, não sabia o que dizer. Não pensava mesmo em disputá-lo. Mas daí a pouco começaram a me ligar, primos, primas, tios, amigos e amigas. Aqui no clube também me deram a maior força. Resolvi tentar, mas não pensava que iria passar da primeira etapa”, conta.

Começaram as idas e vindas a Porto Alegre. Luciane saía sempre às quintas-feiras, nas últimas três semanas, e uma a uma, foi passando as etapas. “Quando assustei, já era segunda-feira e eu estava na final. Voltei para BH, para treinar e me preparar para a disputa da final, que não sabia bem se era o que queria.” Mas a força maior veio das companheiras de time. “Foi uma festa quando contei que ia disputar a final.”
Ser modelo era uma das opções da meio de rede quando ela ainda era menina. “Eu sempre brincava e falava em ser modelo, quando era bem pequena. Depois, com o passar do tempo, me apaixonei pelo vôlei. Queria e quero muito jogar vôlei. É a minha vida.”

Mas Luciane confessa que entrar numa passarela sempre mexeu com ela. “Mesmo já jogando, eu ainda pensava em ser modelo. Miss não, mas modelo sim. Tinha muita gente que me falava que eu deveria tentar, que tinha de fazer um book e distribuir em agências. Mas meu negócio é o vôlei.”

Conciliação
 
Toda a situação criou dúvida e expectativa. Luciane admite que está balançada. “Eu nunca tinha parado para pensar nessa possibilidade de virar modelo. Tento imaginar como será se vencer o concurso, pois quero mesmo é ser jogadora. Entrei nessa de aventura, de farra. Mas agora, a coisa ficou séria.”
 

A possibilidade de conciliar as carreiras é algo em que a meio de rede passou a pensar. “Confesso que hoje já penso na possibilidade de continuar jogando e também desfilar de vez em quando. Isso seria muito bom, pois estaria juntando meus dois desejos de infância. Não sei se alguém já fez isso.”

Luciane se empolga quando fica sabendo que duas ex-jogadoras, Hilma Caldeira e Virna, já fizeram isso: “Então existe a possibilidade. Se der, quero tentar. Mas uma coisa é certa: abandonar meu sonho no vôlei, isso não vou deixar para trás. Penso nas minhas companheiras, no Picinin, nosso técnico, nos dirigentes, na torcida, nos amigos que fiz. Quero retribuir todo esse carinho ao Mackenzie”.

Do Mg.Superesportes.com.br
 
 




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