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Wednesday 21 October 2020
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Luis Elian: um cubano em uma temporada de afirmação

Atacante vai para a segunda temporada na Itália. (Foto: Divulgação)

O ano de 2019 marcou um grande salto na carreira do Luis Elián Estrada Mazorra. Depois de chamar a atenção nas categorias de base do Minas Tênis Clubes, o atacante cubano aceitou o chamado do tradicional Modena e estreou na Série A italiana ao lado de grandes nomes do vôlei mundial. Hoje, aos 20 anos e 2,03m, ele vai para a segunda temporada e com chances de conquistar ainda mais espaço.

Por conta da pandemia, o Modena precisou se readaptar a uma nova realidade econômica, resultando nas saídas de Matt Anderson e Ivan Zaytesev. Já em pré-temporada, Luis Elián quer provar que tem condições ser destaque em um dos campeonatos mais fortes.

Confira abaixo uma entrevista exclusiva do atacante ao Melhor do Vôlei:

Foto: Arquivo pessoal

Como foi o primeiro ano no Modena?
Foi muito bom! Gostei bastante de estar jogando com aqueles que eu via somente na televisão. Agora, estou aprendendo porque quero ser como eles. Ou melhor.

Atuar ao lado de Matt Anderson e Ivan Zaytsev ajudou no seu crescimento?
Sim, muito! Tenho que jogar no mesmo nível que eles estão. Praticamente, sou obrigado a acompanhar o ritmo porque, se eu fizer menos, eu não teria oportunidades. Foi uma experiência muito difícil no começo, mas depois consegui chegar a um nível mais aceitável, comparando com Zaytsev e Anderson.
Com a saída deles, aumenta a sua responsabilidade?
Aumenta bastante. Joguei a última temporada como ponteiro e, agora, serei oposto. É mais responsabilidade, mas acredito que conseguirei.
A adaptação ao voleibol italiano foi rápida?
No começo, notei algumas diferenças, mas tive o suporte do treinador. Aqui não é igual como no Brasil, principalmente a parte defensiva. Eles têm uma técnica diferente de passe, mas até que foi tranquilo.
Como é a torcida italiana?
Ela é muito forte. Eles vivem o vôlei. É quase como se fosse o futebol no Brasil. ainda mais aqui na região que estou. Os torcedores apoiam bastante e consideram o Modena um verdadeiro templo.
Pensa em voltar a atuar no Brasil? O que representou o Minas para o seu crescimento profissional?
Depende bastante e também do time. Tenho contrato de três anos no Modena e, depois, pode acontecer qualquer coisa. Eu gostaria de voltar porque foi uma experiência boa. O Minas representa uma base muito importante para mim. Recebi muita ajuda e agradeço demais, incluindo o presidente do clube, o treinador Nery Tambeiro e todos os atletas.
Quais seus próximos objetivos? 
Espero ser um bom oposto. Quero me firmar na posição e ser um dos melhores, dando o meu melhor sempre. Quero seguir e não vou parar.
Pensa em atuar pela seleção cubana ou pedir nacionalidade?
Eu gostaria muito de jogar pela seleção italiana. Acho que tenho os requisitos. A seleção cubana me chamou e eu ainda dei uma resposta. Pode acontecer também. Nada é impossível nessa vida.
Como estão os protocolos de segurança por causa da pandemia?
Estamos ficando em casa o máximo possível, tiramos o tênis antes de entrar. Usamos muito álcool e reforçamos a limpeza. Aqui na Itália, já estamos na fase 2 e bem melhor do que antes. Espero que esteja acabando, se Deus quiser

 




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