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Thursday 24 September 2020
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Luizomar fala sobre o ranking e defende “direito de ir e vir” das jogadoras

Foto: Luis Ventura/Melhor do Vôlei

Nesta quinta-feira (20/03), a CBV detalhes sobre o tão aguardado Ranking da temporada 2014/2015. Pela primeira vez, os clubes puderam votar na manutenção ou não da pontuação para as jogadoras. A maioria decidiu manter o formato que foi criado para evitar que times de maior investimento contratem as melhores jogadoras. No feminino, a mudança foi que cada time agora só pode ter duas jogadoras de pontuação 7.

Técnico do Molico Osasco, Luizomar de Moura foi bem ponderado na hora de comentar o ranking. “Eu estou tranquilo para falar sobre o ranking, pois nossa equipe votou pelo fim do ranking. Eu acho que o ranking já teve seu propósito, mas hoje ele não é determinante. Tirar o direito das jogadoras de ir e vir não é legal, mas se essa é a regra, somos voto vencido, vamos continuar trabalhando. Teoricamente teríamos mais uma jogadora com 7 pontos, a Jaqueline, mas quando terminar a temporada, a gente vê o que vamos fazer.”

Luizomar ainda lembrou que atualmente, a questão de se formar um time forte demais já não é válido, na opinião dele, e deu um exemplo. “Eu acho que o grande problema é o direito de ir e vir das jogadoras. Antigamente o proposito era não formar superequipes. Hoje, numa equipe como a nossa, uma central, sabe que tem Thaísa e Adenízia, vai querer vir jogar aqui? Então a gente acaba investindo em jogadoras mais jovens. A Samara (hoje no Pinheiros) era uma jogadora que a gente queria que ficasse, mas ela queria jogar e saiu. Então acho muito dificil de se fazer um supertime.”

O treinador ainda questionou os clubes menores, que segundo ele, não entendem a importância que um time como o Molico tem para eles. “As jogadoras nível 7 ficam muito limitadas. São oito, para quatro grandes investidores, como o Praia por fora, então vai ter que se ajustar naquilo ali. Os clubes menores, que as vezes forçam a manutenção do ranking, eles não entendem o investimento da nossa equipe. Vou dar um exemplo, do Maranhão, um projeto que gosto muito, que teve o melhor público, mas o quanto foi importante para isso a nossa equipe, a do Campinas, o Sesi, o Rio de Janeiro, ir lá e lotar o ginásio? Será que se não tivesse as grandes estrelas aqui, eles teriam o recorde de público? Então o papel que as equipes grandes fazem para as equipes menores, as vezes não é entendido. Hoje temos o mundial no calendário, que a gente já teve a oportunidade de vencer, mas não dá para ir lá com 32 pontos e competir com times que além de ter as melhores jogadoras de seu país, tem algumas estrangeiras de nível.”

Nesse ponto, vale lembrar que apenas os oito times dos playoffs, garantidos na edição seguinte, votaram. Dois dos candidatos ao título, Sesi e Unilever, foram a favor de manter o ranking. 

 




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