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Tuesday 11 August 2020
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Macrís, sobre o Itambé/Minas: “Um novo patamar na minha carreira”

Foto: Orlando Bento/MTC

A sua “bola de segunda” é o terror das defesas adversárias. O levantamento com apenas uma das mãos agita até os torcedores adversários nos ginásios por ela joga. Para muitos especialistas de vôlei, ela tem de tudo para se tornar uma das melhores levantadoras do mundo. Ela lidera as estatísticas de levantamento das últimas Superligas e, na edição 2018/19, vencida pelo Itambé/Minas, foi eleita a melhor jogadora do campeonato (MVP).

Atualmente, é apontada como um nome forte para defender a seleção brasileira feminina de vôlei nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. Aos 31 anos e com os pés bem firmes no chão, a levantadora Macrís fala de seleção brasileira, de Olimpíadas de Tóquio, de amadurecimento no Minas e revela que o tal levantamento com uma das mãos mescla habilidade e limitações. Confira, a seguir, o bate-papo produzido pela assessoria do clube com a jogadora, que veste o azul e branco do Minas há três temporadas (2017/18, 2018/19 e 2019/20).

Como foi o seu início no vôlei, com quantos anos e onde começou?
A minha inspiração para iniciar no vôlei veio de casa! Meus pais eram professores de educação física, ex-atletas da modalidade e com muito amor pelo esporte. Assim eu tive os primeiros passos com eles. Eu comecei a treinar vôlei efetivamente em clube, próximo dos 9 anos de idade, em São Caetano do Sul (SP). Lá, passei por todas as categorias de base, desde a escolinha até o Juvenil. Inclusive, foi uma época muito vitoriosa, trazendo inúmeras experiências importantes para minha carreira.

Depois que saiu do São Caetano, você se transferiu para o Pinheiros, na capital paulista, e, na temporada 2013/14, você foi eleita, pela primeira vez, a melhor levantadora da Superliga. Desde então, você lidera as estatísticas do fundamento. Como que é isso para você? Ao que se deve toda essa qualidade técnica e reconhecimento?
Primeiro, se deve ao trabalho do grupo, que é essencial! Quanto ao pessoal, sabendo que as escolhas desse reconhecimento individual foram por meio de estatísticas, claro que é positivo ser premiada por um aspecto relevante em relação ao levantamento. Porém, entendo que existem muitos outros que não podem ser mensurados pelas mesmas. No caso do levantamento, a estatística aponta a relação de quantas vezes a levantadora deixa suas atacantes no bloqueio simples ou sem bloqueio, pela quantidade total de bolas que você levanta, descontando também o percentual de erros ou faltas cometidas, chegando, assim, em um percentual de aproveitamento. Uma face positiva em relação a distribuição, mas que não compõem todas as nuances de ser uma levantadora. Por isso, sigo sempre em busca de evoluir e melhorar constantemente em todos os aspectos.

Você representou o Minas em três temporadas. Aqui pode se dizer que você chegou ao auge da sua carreira, após ser a MVP da Superliga 2018/19?
O Minas realmente possibilitou alcançar um novo patamar na minha carreira. A excelente estrutura de um clube tão tradicional, novas experiências nacionais e internacionais, adquirir diferentes conhecimentos com técnicos estrangeiros, grupos fortes de trabalho e outros fatores contribuíram muito para o meu crescimento e amadurecimento. Esse trabalho em conjunto é essencial para um crescimento individual, e as experiências vividas vão compondo uma importante bagagem.




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