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Friday 18 September 2020
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Mago do líder Sada Cruzeiro, William vira “pai babão” fora das quadras

Divulgação/CBV

Primeira filha de William, Nina tem um ano e três meses; Cauã nasce em maio

Responsável pela criação das jogadas no vôlei, o levantador é considerado o cérebro da equipe. Ele tem que salvar a bola, colocar no ponto ideal para o ataque e deixar o companheiro sem a marcação do bloqueio adversário. Tudo isso em questão de segundos. E William Arjona consegue. Faz isso muito bem. Ver o levantador do Sada Cruzeiro jogar é prazeroso para qualquer admirador do vôlei. Todos sabem que William em quadra é garantia de belas jogadas.

Foi assim no jogo passado, no sábado (6), quando o time cruzeirense venceu o Brasil Kirin por 3 sets a 0 e se manteve na liderança da Superliga masculina de vôlei 2014/2015, sendo a única equipe invicta nesta edição do campeonato. A boa atuação de todo o time não surpreende quem acompanha as partidas da equipe mineira. As jogadas mágicas de William, também não.

“Sempre treinamos para fazer um bom jogo em casa e vencer por 3 sets a 0. E contra o Brasil Kirin foi assim. O nosso time está com um padrão bom e temos que manter isso”, garantiu o jogador.

Mais eficiente entre os levantadores, de acordo com as estatísticas oficiais da disputa, William sabe que o time que defende está no foco dos adversários. Mas, o experiente jogador, de 35 anos, e seus companheiros sabem como administrar essa responsabilidade.

“Somos acostumados com essa pressão. Estamos juntos há cinco anos e acho que só no primeiro não tínhamos a cobrança de ser o time a ser batido. Depois disso, as conquistas e todo o nosso trabalho fizeram com que a nossa equipe fosse vista dessa forma. Mas, temos um grupo experiente, que sabe como lidar com essa situação e encara tudo isso numa boa, sem problemas”, explicou William.

O tempo de convivência e treinamento fez com que o Sada Cruzeiro se tornasse uma das principais forças do cenário. Afinal, o entrosamento ganho ao longo desse período não é tão comum no esporte. William chegou ao time mineiro em 2010 e viu poucas trocas de lá para cá. Só que o jogador sabe que essa questão tem outro ângulo.

“São cinco anos juntos e, sem dúvida, esse é o time mais estudado do Brasil. É difícil. Então, temos que estar sempre atentos e procurando fazer alguma coisa diferente, para surpreender o adversário”, destacou Arjona, que faz questão de elogiar o trabalho do Sada Cruzeiro também fora das quadras.

“Vejo isso como um mérito da diretoria. Sempre acreditei na importância de manter o grupo. Essa história de trocar técnico, seis, sete jogadores, na minha forma de ver, não funciona. O Sada Cruzeiro faz isso muito bem. Troca uma, no máximo duas peças, e os jogadores já chegam entendendo a filosofia de trabalho do time. Esse é o nosso diferencial”, afirmou o levantador.

O brilho dentro de quadra é reflexo do que vive fora das quatro linhas. William Arjona, querido por todos os companheiros, não é ídolo apenas para a torcida cruzeirense. Ele é exemplo também para a pequena Nina, de 1 ano e três meses, e pretende ser, claro, para Cauã, que vai nascer em maio – ambos de seu casamento com Brunna.

“A Nina veio em um momento muito bom, quando estava na seleção brasileira, e, agora, em maio vem o Cauã, se Deus quiser, com saúde, que é o que eu sempre peço. Vivo um momento especial demais. Nunca imaginei ser pai de dois filhos. Estava até brincando sobre isso, dizendo que hoje eu vejo no banheiro três escovas de dentes, uma delas pequeninha. É um barato. A Nina vem sempre nos jogos, adora bola e é uma força a mais que tenho”, contou William.

Nina esteve no colo do pai na comemoração do título da Superliga 2013/2014 e hoje já corre na quadra depois dos jogos. Durante as partidas, cérebro. Fora dela, só coração. É assim que o jogador leva a vida e a inspiração é diária. Mas, ser pai atleta tem um lado doloroso.

“A parte negativa é ficar longe, nas viagens. É muito ruim ficar distante dela. Esse é o trabalho mais duro e mais gostoso que temos. É um pensamento positivo a mais. Essa é uma responsabilidade que eu adoro ter. A Nina me dá uma força incrível e, se puder, vou ter uns quatro filhos”, se divertiu o levantador do Sada Cruzeiro.




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