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Sunday 20 September 2020
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Marcos Kwiek fala ao MDV sobre a preparação para 2012 e avisa “Vamos incomodar”

 15/03/12 – Abril está se aproximando e com ele chega também à temporada de competições das seleções. 2012 é um ano especial, pois se encerra o famoso “ciclo-olímpico” com a disputa dos Jogos de Londres. A seleção brasileira deve começar deve começar a treinar no próximo mês, enquanto isso, no caribe, mais precisamente na República Dominicana, um brasileiro bem conhecido do público do vôlei, já está treinando duro desde o começo do ano com um objetivo bem claro: classificar a sua seleção para as olímpiadas. Estamos falando do treinador Marcos Kwiek, que conversou especialmente com o Melhor do Vôlei sobre a preparação da seleção Dominicana.


Diferente do que ocorre em outros países, a República Dominicana conta com uma seleção permanente, que está treinando desde 3 de Janeiro. 20 jogadoras foram convocadas, porém 5 estão jogando no exterior e se apresentaram depois. 

Sabendo da importância do ano e focado na preparação para o pré-olímpico do México no fim de abril, Kwiek já definiu o caminho a ser seguido. “Estamos trabalhando desde 3 de janeiro visando esse ano que terá um calendário mais curto de competições importantes.  O classificatório nos dá duas possibilidades. Se não classificar vamos na semana seguinte para jogar no Japão o pré-olímpico Mundial. Se se classificar, vou dar folga para algumas jogadoras, ir com um time mesclado no Grand Prix para que todas se apresentem nas melhores condições nas Olímpiadas.”

Sobre a disputa no México, Marcos classifica como intensa, já que será apenas 1 vaga para 8 seleções, e reconhece que Cuba será o seu principal rival pela vaga da Norceca para Londres, mas chama atenção para Porto Rico e Canadá. “Lógico que Cuba é o adversário mais forte, apesar de não ser mais a grande seleção mas vem num nível bom. E tem Porto Rico e Canadá, que ganhamos de 3 a 2 no Panamericano e estão no mesmo nível. Então não podemos descuidar de todos e pensar lá na frente, principalmente meu time que é novo e ainda não tem uma regularidade. Então temos que pensar jogo a jogo”.
 

Apesar do foco nas Olímpiadas de Londres, Kwiek colhe bons frutos do seu trabalho. Além de bons resultados, a seleção dominicana já apresenta uma geração renovada e também um estilo de jogo próprio, que é o que deixa mais satisfeito o técnico, mesmo sabendo que o trabalho ainda tem muito a evoluir.
“Quando cheguei a minha impressão foi que tínhamos material humano bom e que necessitava de muito trabalho. Começamos desde a base, traçando uma linha de trabalho para daqui dez anos o time ter um estilo próprio. Hoje nós temos aqui uma escola e um estilo próprio. Muitas coisas melhoraram e muitas ainda precisam melhorar. Queremos chegar nas competições e ser um vôlei de referencia e respeitado mundialmente, com padrão de jogo e ser reconhecido como a Rep. Dominicana. Estamos no caminho, mas falta muito.”

Além da possibilidade de participar das olímpiadas, 2012 será um ano importante para a República Dominicana que pela primeira vez receberá uma etapa do Grand Prix.  Para o treinador, tal conquista será muito importante para sua seleção em todos os termos. “Para nós que estamos evoluindo é importante. O povo é apaixonado pelo vôlei e a possibilidade do pessoal ver sua seleção de perto é importante para manter acessa essa chama e poder tirar daí craques. E para a Norceca é um voto de confiança e se der certo, o país poderá ter uma etapa fixa.”

De olho no futuro e sobre as possibilidades de medalhas, Kwiek deixa o aviso. “Eu acredito que vamos incomodar muito até 2016 e nossa ideia é chegar lá para brigar por medalha. Todas as equipes estão muito bem e temos umas dez no pelotão para 2016. Qual vai ser o nosso lugar? É difícil prever, mas vamos trabalhar para estar nesse grupo.”
 



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