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Tuesday 29 September 2020
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Em visita a Liga Mundial, Marcos Pacheco fala sobre o Sesi e avalia os novos reforços para a temporada

Foto: Régis Thiago/Melhor do Vôlei

Novo técnico do time masculino do Sesi para a temporada 2013/2014, Marcos Pacheco esteve no último final de semana no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, prestigiando a seleção Brasileira na Liga Mundial.

Além de acompanhar o jogo de sábado (29/06), vencido pela França. Ele esteve no ginásio na quinta-feira (27/06) acompanhando o último treino da seleção brasileira e o Melhor do Vôlei aproveitou para conversar com o treinador.

Antes de mais nada, Pacheco contou o motivo de sua visita ao treino. “A Liga Mundial é um torneio interessante, eu sempre procuro ir as finais. Você tem um espaço curto e os melhores do momento. E sempre quando tenho a oportunidade procuro acompanhar de perto”.

Para ele, a Liga é um torneio que ajuda a todos os amantes do vôlei a se interar sobre o que rola de bom em outros países. “Esse ano a Liga Mundial está com um novo perfil diferente de outros anos. É um momento de grande transição no voleibol mundial, tem muitas seleções fazendo muitos testes até para se adequarem para o Mundial. É importante acompanhar para ver quem está surgindo. Não trabalho com seleção, mas como trabalho com voleibol, é importante saber o que está acontecendo no mundo.”

Trabalhando a pouco menos de um mês no Sesi, Pacheco encontra com a grande dificuldade dos primeiros dias de trabalho a falta de jogadores, que segundo ele, era previsto. “Eu trabalho sempre com realidade. Esse ano é um ano diferente em termos de calendário. Temos competições internacionais em todas as categorias e, de 13 de junho, quando começamos até o fim de julho, teremos cinco atletas treinando. É uma realidade. Quando chegamos ao time, sabíamos que íamos passar por essa situação e o Sesi, pelo investimento que tem, direciona atletas de seleção. É um pouco complicado, mas é a realidade”.

Segundo Pacheco, a expectativa é tentar equilibrar o trabalho com os jogadores assim que os mesmo voltem da seleção. “Estamos procurando dar um patamar para os que lá estão para assim que chegar os jogadores da seleção a gente consiga dar um equilíbrio, que é o mais importante. Estamos treinando forte, temos ambições altas para a temporada, o Sesi tem uma estrutura maravilhosa, grandes condições de trabalho e estou contente com isso”. Com contratações de impacto, o Sesi promete vir forte na Superliga. Pacheco analisou as contratações e afirmou que o sua meta com o elenco é ter um time com várias opções de variações de jogo.

“Eu sempre procuro ter jogadores capacitados para cada posição e com possibilidade de mudança de perfil durante o jogo. O Evandro é um oposto já experiente, já rodado. Temos o Renan, um canhoto com 2,17 que muda o perfil do jogo e são dois opostos imensos. Como centrais, veio o Lucão, o grande destaque da última Superliga, temos o Sidão e o Rogério, com características diferentes. O Rogério é mais de velocidade e o Sidão mais de força. São jogadores que se completam. O Lucarelli, outro destaque da Superliga é um jovem que na seleção agora está tendo responsabilidade de ocupar um espaço de titular e no momento decisivo ele vai crescer muito e tem muito a evoluir e eu espero que eu tenha a capacidade de ajuda-lo nessa evolução. A intenção é que o Sesi tenha uma equipe muito competitiva com possibilidade de variação. Nossa busca é participar de uma final de Superliga novamente’, disse o treinador.

Na finalização da conversa, Marcos Pacheco, que participa das reuniões que a CBV tem promovido sobre o calendário, afirmou que a mudanças que estão ocorrendo demoraram para acontecer, mas está satisfeito por estarem em curso.

“Eu participo da comissão de técnicos e era fundamental essa mudança. Não poderíamos ter um calendário onde a principal competição nacional tenha quatro meses. E quatro meses para as equipes que iam até a final. Era pouco pelo investimento e pelo que o voleibol representa dentro do país e representa a nível internacional. A estrutura que temos dentro do país existia uma necessidade e houve uma conversa entre as partes para que ajeitássemos isso. Cada vez mais o Brasil está se ajustando ao calendário internacional e a probabilidade é que a Superliga comece em Setembro. Acho que demorou muito para isso acontecer mas que bom que está acontecendo”.




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