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Wednesday 27 May 2020
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Mari revela cautela em preparação com a seleção e se diz forte para lutar por objetivos

02/05/2012 – Em Saquarema com a seleção feminina, a ponteira Mari falou com exclusividade para o Site Melhor do Vôlei sobre esses primeiros dias de preparação que antecedem o Torneio Pré-Olímpico. A competição garante ao campeão uma vaga nas Olimpíadas de Londres, principal compromisso da temporada. O Torneio será disputado na cidade de São Carlos (SP), entre os dias 9 e 13 de Maio.

No convívio com as demais jogadoras do Brasil, Mari revelou que cada uma está buscando sua melhor forma física, com o objetivo de nivelar o grupo para a disputa das competições em 2012.

“Estou me preparando como todas as demais atletas. O ano foi longo e algumas chegaram aqui com dores extras. Eu já estava com o ombro doendo e agora com a mudança da bola, a situação piorou. Mas vou ficar parada um pouco até isso zerar e depois voltar a treinar como sempre, focando no nosso maior objetivo”, revelou Mari ao MDV.

Aos 28 anos, a atleta tem pela frente sua terceira Olimpíada. Em 2004, atuando como oposto, foi a grande aposta do técnico José Roberto Guimarães. Com apenas 20 anos em uma semifinal olímpica, marcou 37 pontos no fatídico jogo contra a Rússia. Já como ponteira em 2008, na China, também foi peça-chave no esquema do técnico brasileiro, que desta vez levou a seleção verde-amarela ao inédito ouro olímpico.


Unilever

Após duas temporadas vestindo a camisa da Unilever, a jogadora não deve continuar na equipe de Bernardinho para a próxima temporada. Dois times no Brasil são algumas das opções da jogadora (ver tabela de mercado), mas ainda não está descartada uma volta para o exterior – a jogadora teria uma proposta da Rússia.

“Eu não gosto muito de falar de futuro, pois ainda não fechei meu contrato. Acho que tenho que pensar bem. Estou tranquila quanto a isso e quero que todos também estejam. Logo mais poderei dar mais detalhes”, afirmou.

No Grand Prix de 2010 com a seleção, Mari machucou gravemente o joelho em partida contra a Polônia. Passou por uma cirurgia e, por isso, atuou somente na parte final da Superliga em sua primeira temporada com a Unilever. Mesmo assim, conseguiu voltar a tempo de ajudar o time a ser campeão, história que não se repetiu no ano seguinte. Apesar de ter se preparado com a equipe durante nesta temporada 11/12, não conseguiu impedir a derrota para o Sollys/Osasco.

“No primeiro ano, apesar de termos vencido, eu joguei apenas a parte final, mas foi muito bom voltar da cirurgia e ganhar, só cresci. O segundo ano foi complicado em alguns momentos, pois tivemos varias lesões e voltamos do Japão muito cansadas fisicamente e não tivemos tempo de recuperar como se deveria. Com toda a estrutura e apoio que tínhamos, fomos tentando recuperar e treinar ao mesmo tempo. Por tudo isso acho que foi uma campanha marcada por altos e baixos do time todo. E a final infelizmente calhou em um dia em que todas de lá estavam bem e o nosso time não conseguiu jogar. Acontece, coisas do esporte”, explicou.

No geral, Mari considera que a temporada foi positiva e que não falta motivação para defender a seleção brasileira este ano.

“Triste eu fiquei porque merecíamos uma final disputada, por tudo que recuperamos durante o campeonato. Mas pessoalmente estou feliz e realizada porque posso lutar por mim e pelos meus objetivos, pelas alegrias que certamente virão com o suor de nosso trabalho”, finalizou.

Foto 1: Alexandre Arruda/CBV
Foto 2: Matheus Maciel/MDV




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