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Sunday 29 November 2020
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Mistura de juventude e experiência é a receita da Unilever para conquistar Superliga

Foto: Luis Doro/Adorofoto

Fofão ao lado de Bernardinho: Primeira final pela Unilever.

Em sua 12º final de Superliga, sendo a nona consecutiva, o time da Unilever (RJ) aposta mais uma vez numa fórmula que vem dado certo sempre: A mescla de juventude com experiência. O próximo dia 07/04, no ginásio do Ibirapuera, diante do Sollys/Nestlé, a receita terá sua grande prova de fogo.

Na equipe desta temporada, que busca o octacampeonato, os destaques são as atletas com passagem pela seleção e com títulos olímpicos no currículo, casos de Fabi, Natália, Valeskinha e Fofão. Mas também terá como arma a força de iniciantes que buscam o seu primeiro título nacional, caso de Gabi, que vem atuando como titular, e de Bruna, ambas estreantes no time comandado por Bernardinho e que nunca disputaram uma decisão do torneio. 

A experiente meio-de-rede Valeskinha, de 36 anos, sonha com seu quarto título pela Unilever, já que foi campeã nas temporadas 1997/1998, 1999/2000 e 2010/11. Na história da Superliga feminina, ela já disputou onze finais e tem sete medalhas de ouro. Também foi três vezes campeã pelo Osasco e uma pelo Flamengo. Mesmo assim, confessa que o friozinho na barriga é inevitável. “Afinal, estou na briga pelo meu primeiro título em 2013!”, dispara a jogadora, sempre brincalhona. “A ansiedade é normal, mas só pode durar até o inicio da partida. É importante que a gente esqueça um pouco a tensão e cada uma faça aquilo que sabe fazer de melhor, com responsabilidade, mas sem o peso da decisão”, acredita Valeskinha, com o respaldo de quem tem nada menos do que 24 anos de carreira. 

Considerada uma das principais contratações da Unilever para a temporada, a levantadora Fofão, de 43 anos, sonha em conquistar seu primeiro título na equipe. Em 2003/04, defendeu a Unilever, que na época se chamava Rexona Ades, quando o time ainda ficava em Curitiba, e alcançou o terceiro lugar da competição. “Estou muito feliz pelo fato de a Unilever ter mantido a tradição de chegar à final. E dessa vez com a minha ajuda. Agora quero vencer, é claro. Será uma final muito difícil e, como é um jogo único, é entrar para o tudo ou nada”, diz a capitã, que soma três títulos nacionais em seu vitorioso currículo: 91/92, pelo Colgate São Caetano; 1998/99, pelo Uniban/São Bernardo e 2001/02, pelo MRV/Minas.

 

Se Fofão e Valeskinha conseguem driblar, graças à experiência, a inevitável pressão de uma partida final, Gabi e Bruna, que estréiam na equipe carioca e buscam o primeiro título nacional de suas carreiras, tentam manter o equilíbrio para a hora da decisão. 

“Durante próximas duas semanas, foco total no Osasco. Quero me preparar bem nos treinos para ganhar a confiança necessária para a hora do jogo. Acho que esse é o segredo”, diz Gabi.

Embora não se considere supersticiosa, ela não dispensa alguns “cuidados”. “Vou usar o mesmo tênis dos treinamentos táticos. E também duas meias para dar mais firmeza ao tornozelo, o que sempre faço em jogos importantes”, revela a jogadora, cuja principal colocação na Superliga foi o sétimo lugar, conquistado com o Mackenzie na temporada 2011/12. Ela, que tem 18 anos e é a caçula da equipe, está tendo o desafio de jogar no lugar de Logan Tom, vice-campeã olímpica, em processo de recuperação de uma entorse no tornozelo esquerdo.

Já a oposto Bruna, de 23 anos, que contraiu dengue e ficou de fora da última partida da semifinal contra o Sesi-SP, está recuperada e pronta para ajudar o time. Bruna é reserva da canadense Sarah Pavan, quarta principal atacante e quarta maior pontuadora da competição com 303 pontos. “A sonhada final demorou, mas chegou. Tenho a expectativa de poder entrar, contribuir no jogo. Não tenho um ritual antes da partida, mas gosto de colocar um fone, ouvir música bem alta”, conta Bruna, que disputa sua quinta Superliga.

Para a decisão, a Unilever permanece em treinamento diário, em dois períodos, na Escola de Educação Física do Exército, na Urca. O time carioca já disputou 11 finais e, nas últimas oito consecutivas, teve o Sollys/Nestlé como adversário. A Unilever venceu cinco vezes.

 




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