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Saturday 19 September 2020
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Mundial: Brasil minimiza arbitragem e admite jogo ruim contra americanas

FIVB/divulgação

Saque, defesa e bloqueio, fundamentais na campanha brasileira, foram mal contra os EUA

É possível que o torcedor brasileiro vá se lembrar da semifinal do mundial feminino de vôlei deste ano tanto pela superioridade dos EUA sobre o Brasil quanto pelos erros cometidos pela arbitragem – que, já na terceira bola do jogo, confundiu-se com o posicionamento das norte-americanas em quadra e retardou o reinício do jogo. Contudo, o técnico José Roberto Guimarães fez questão de dizer que “os árbitros erraram para os dois times, estavam nervosos. Mas os EUA ganharam na bola.”

Maior pontuadora do Brasil na partida, Fernanda Garay comentou que os árbitros foram mal na partida, mas que isso não serve como justificativa para a derrota brasileira.

“Em momentos decisivos, a arbitragem nos atrapalhou, mas tem que manter a cabeça fria e pensar no próximo ponto”, definiu a ponteira, autora de 14 pontos na partida.

Três fundamentos que se destacaram no mundial da Seleção Brasileira, na avaliação da oposta Sheilla, foram o reflexo do jogo ruim que o time fez. De acordo com a atacante, “os EUA foram superiores, não conseguimos fazer nosso jogo. Nosso saque, defesa e bloqueio não foram bem.”

Em termos de pontuação, o ataque foi o fundamento em que ficou mais flagrante a superioridade dos EUA. Enquanto o Brasil fez 41 pontos de ataque e teve aproveitamento de 39%, os EUA fizeram 52, com quase 50% de aproveitamento. Para Jaqueline, a diferença no ataque foi consequência da má atuação do time nos outros dois fundamentos apontados por Sheilla.

“Não conseguimos sair dos momentos de dificuldade. Nosso bloqueio e defesa não conseguiram ajudar o contra-ataque. Não jogamos o que vínhamos jogando no campeonato”, lamentou a ponteira, que teve atuação apaga no ataque, com apenas três pontos em 15 tentativas.

O treinador brasileiro também enalteceu as finalistas, ressaltando a boa atuação das ponteiras e oposta do time rival.

“As três jogadoras das pontas americanas, Larson, Murphy e Hill, jogaram bem. As ponteiras pontuaram muito, o que não é normal nos EUA”, disse Zé Roberto, lembrando que Larson foi a maior pontuadora da partida, com 15 pontos, e que Murphy e Hill anotaram, cada uma, 13 vezes no placar.

O Brasil, decide, amanhã, às 12h30, a medalha de bronze contra o perdedor entre Itália e China. O jogo das norte-americanas, a princípio, está marcado para 15h, mas pode ser às 15h45, se as donas da casa forem finalistas.

 




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