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Sunday 9 August 2020
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Mundial: Brasil quase se complica, mas conquista a medalha de bronze

Divulgação/FIVB

Brasileiras só conseguiram parar Diouf no tie-break, vencendo duelo dramático

A disputa da medalha de bronze no Mundial feminino de vôlei, neste domingo (12), pode ser dividida em duas partes. Na primeira, o Brasil deu show, calando o público que lotou o ginásio de Milão. Na segunda, Valentina Diouf brilhou e fez a Itália jogar de igual pra igual com o time de José Roberto Guimarães. No fim, porém, quem se deu melhor foram as bicampeãs olímpicas, que venceram o duelo por 3 sets a 2, parciais de 25-15, 25-13, 22-25, 22-25 e 15-07.

A sofrida vitória significa a primeira medalha de bronze verde-amarela na história da competição. Apostando no mesmo time que escalou como titular durante o torneio inteiro (Dani Lins, Sheilla, Jaqueline, Fernanda Garay, Thaisa, Fabiana e Camila Brait de líbero), Zé Roberto por pouco não viu tudo se perder nas mãos da jovem oposta italiana, mas no fim o trabalho que resultou em apenas uma derrota em 13 jogos acabou recompensado.

Disparada a melhor jogadora em quadra, Diouf conseguiu nada menos que 31 pontos – para se ter uma ideia da importância dela para o time, a segunda maior pontuadora italiana, Antonella Del Core, marcou apenas 11. Pelo lado brasileiro, Sheilla foi a atacante mais estável, chegando aos 21 pontos.

Apesar da bela atuação de Diouf, não houve como a Itália escapar da frustração por não ter conseguido uma medalha atuando em casa. Ainda assim, o time, que trouxe antigas estrelas de volta especialmente para a disputa, fez uma campanha digna e melhorou de posicionamento com relação ao Mundial de 2010, quando ficou com a quinta colocação.

Ao Brasil, fica a lição de evitar os apagões que podem comprometer um campeonato inteiro – contra a Itália, por exemplo, houve momento em que nem as pontas e nem as centrais conseguiam virar. Agora, as jogadoras brasileiras voltam ao país e devem ganhar alguns dias de descanso antes de se reapresentarem a seus respectivos clubes, exceto por Jaqueline, que ainda não definiu seu futuro e tende a tirar uma temporada sabática.

A final do Mundial, entre Estados Unidos e China, será jogada ainda neste domingo (12).


O jogo

Querendo sair da Itália com uma medalha, a seleção brasileira começou a partida em alto nível, com destaque para Jaqueline. Recepcionando e atacando bem, além de bloquear, a ponteira foi o coração da equipe nos primeiros minutos. Do outro lado, o ataque das donas da casa tinha baixo aproveitamento, o que se traduzia em uma enorme vantagem verde-amarela. No 11 a 4, por exemplo, a mãe de Arthur parou Arrighetti em um belo bloqueio.

Quando as italianas conseguiam passar pelo paredão brasileiro, era a vez da defesa brilhar. No 16 a 8, Sheilla salvou uma bola incrível que tinha tudo para ser um toco tomado por Fabiana e na sequência Camila Brait conseguiu um milagre no contra-ataque rival. O técnico Marco Bonitta, então, apostou na jovem Valentina Diouf, tornando as ações mais equilibradas. O problema é que já era tarde demais e o set foi fechado com um ace de Thaisa.

Mas Diouf não desistiu, protagonizando a primeira metade do segundo set e derrubando no chão brasileiro tudo o que atacava – em determinado momento, ela chegou a ter 90% de aproveitamento no fundamento. Ainda assim, a seleção de Zé Roberto não deixou as donas da casa escaparem no placar e, pouco depois do primeiro tempo técnico, acertou o sistema de bloqueio/defesa para cima da oposta.

Diante disto, Bonitta decidiu tirá-la de quadra e foi aí que o set se perdeu de vez. Com Camila Brait mantendo o alto nível da etapa anterior, Dani Lins mostrou ousadia e conseguiu nada menos que quatro pontos na parcial, encerrada com um bloqueio para cima de Jaqueline que foi para fora.

A situação bastante desfavorável, porém, não abalou as italianas, especialmente Diouf, que voltou a fazer o que quis do sistema defensivo brasileiro no terceiro set. Desconcentrado, o Brasil não soube aproveitar os poucos bons momentos que teve na parcial, com destaque para o 16 a 17 conquistado depois de o placar apontar 11 a 16. A inversão 5-1, porém, foi desastrosa e a Itália recuperou o domínio das ações, fechando a parcial por 25 a 22.

O tom foi o mesmo na quarta etapa, com Diouf detonando, ao passo que apenas Sheilla conseguia virar bolas com frequência para o Brasil. Foi assim que as italianas levaram a partida para o tie-break, para delírio da multidão no ginásio. A alegria europeia, no entanto, acabou aí, já que as brasileiras voltaram a se concentrar na quinta etapa, abrindo vantagem após a metade da parcial, com Fabiana marcando bem a oposta adversária. Mais tranquilo, finalmente o time fechou o jogo que se dificultou além do necessário em um ataque de Fernanda Garay.




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